Quanto vale a perda das coisas? O sumiço sempre precede o aparecimento de novas chances. É um estado de transe maluco, talvez o melhor a fazer é não fechar os olhos no congestionamento de falsas certezas e perceber as cores do transitório nas importantes experiências do risco.
O movimento é um bem. Desaparecem os sentimentos gastos, os caminhos rasteiros, as idéias pisadas, as sensações epidermes, as vitórias fúnebres e todos os obséquios existentes para aparecer no lugar de tudo isso o incerto.
Perdi muita coisa de criança, também não se pode ser criança para sempre, perdi muita coisa por não acreditar em mim mesmo e perdi muita coisa por não acreditar nela mesmo, a própria coisa.
Mas a perda intensifica a vontade de preencher os espaços vazios, não é por acaso que duas coisas não podem ocupar o mesmo espaço, para colocar algo novo é preciso tirar o gasto, sentir a renovação apagando o velho. O problema é aceitar que para isso vão existir momentos de ruínas, também é impossível enfrentar toda essa bagagem na lucidez.
Decretada as falências, como devemos precisar a balança? O meio talvez não seja o equilíbrio. É melhor perder mais e ganhar menos ou perder menos e ganhar mais? O que posso dizer, o que penso, é que talvez ganhamos quando perdemos e perdemos quando ganhamos.
Ps: Falsa certeza é pleonasmo?
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