<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185</id><updated>2012-01-22T12:13:42.878-03:00</updated><title type='text'>ALEXANDRE MESTRE</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>460</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-4640036256790260465</id><published>2011-07-07T09:21:00.002-03:00</published><updated>2011-07-07T09:21:27.244-03:00</updated><title type='text'>..sobre tolices importantes....</title><content type='html'>Ainda posso me lembrar de um tempo onde qualquer hora do dia era fim de tarde com cheiro de café e bolo de fubá fresquinho.&lt;br /&gt;Tudo girava em torno de coisas tolas tão importantes! Já se perguntou  alguma vez o que estamos fazendo com nossas vidas? Eu disse NOSSAS  vidas!&lt;br /&gt;Parece que esquecemos de sentir, cheirar, parar para olhar, parar para  viver algo e se surpreender. Nada disso acontece mais de forma natural.&lt;br /&gt;E por que não nos surpreendemos, nem sentimos, nem vivemos, nem cheiramos?&lt;br /&gt;Por que esperamos demais, acomodados em expectativas que já vem  enlatadas e totalmente fabricadas, com os conservantes da mais pura  esquizofrenia social;&lt;br /&gt;Presos à valores ridículos e insanos, que nem temos tempo de repensar, pois não se pode enxergar azul num mundo só de amarelo.&lt;br /&gt;Vivemos no piloto automático sempre, fazendo só "o que deve ser feito", o  que dá orgulho à sua família ou ao seu ciclo social ridículo e  limitado, só para satisfazer essas expectativas pré-fabricadas e prontas  para o consumo.&lt;br /&gt;Nesse ponto já se esquece que nosso coração também tem voz, que podemos  abandonar o caminho trilhado à qualquer momento, sem dever nada a  ninguém e sem ater ao orgulho, que é um valor que destrói muitas almas.&lt;br /&gt;Como disse a poetisa: "Lúcidos? São poucos"&lt;br /&gt;Céus! Vejam quantos sonâmbulos andam nas calçadas; quantos mortos vivos dirigem seus veículos do ano;&lt;br /&gt;Veja, veja com horror as pessoas de terno que correm apressadas pelas ruas, como quem corre num pesadelo, sem saber do que!&lt;br /&gt;Conseguiram industrializar até a vida.&lt;br /&gt;Já é tempo de ser lúcido. Não se submeta, acorde!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-4640036256790260465?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/4640036256790260465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=4640036256790260465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4640036256790260465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4640036256790260465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/07/sobre-tolices-importantes.html' title='..sobre tolices importantes....'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5786544165566378432</id><published>2011-07-01T10:28:00.000-03:00</published><updated>2011-07-01T10:28:18.271-03:00</updated><title type='text'>ADIOS FIOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Por Elton Werb&lt;br /&gt;Fonte: Jornal Diário Catarinense, 26/06/2007&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, quando visitava a casa dos avós, o filho do físico Marin  Soljacic, então com três anos, pegou pelo gancho um aparelho telefônico  com 20 anos de uso e perguntou: &lt;br /&gt;- Pai, por que esse telefone está preso com uma corda à parede? &lt;br /&gt;Confrontado com a mente de uma criança que está crescendo num mundo  sem fios, a única coisa que Soljacic conseguiu responder ao filho foi: &lt;br /&gt;- Que coisa estranha, não? &lt;br /&gt;Nos últimos anos, dispositivos eletrônicos portáteis como laptops,  telefones celulares e tocadores de MP3 e tecnologias como Wi-Fi e  Bluetooth começaram a libertar a humanidade do uso de fios para a  transmissão de informações. &lt;br /&gt;No início de junho, à frente de um grupo de cientistas do Instituto  de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Soljacic deu um passo em direção  ao dia em que seu neto não reconhecerá um cabo de luz. A equipe do MIT  acendeu uma lâmpada de 60 watts transportando a eletricidade por uma  distância de mais de dois metros sem a utilização de fios. A experiência  abre caminho para um futuro em que será possível enviar energia para  dispositivos eletrônicos sem a necessidade de plugá-los à rede elétrica.  &lt;br /&gt;Métodos de transmissão sem fio são conhecidos há séculos. Talvez o  mais famoso seja a radiação eletromagnética, que inclui as ondas de  rádio. Mas não serve para transmitir eletricidade, já que as ondas se  espalham em todas as direções, dispersando-se no espaço. A solução  encontrada pela equipe de Soljacic foi a ressonância magneticamente  acoplada. Baseia-se no fato de que dois objetos com a mesma freqüência  de ressonância tendem a trocar energia de forma eficiente sem afetar os  demais objetos em volta, que vibram em outras freqüências. &lt;br /&gt;Para entender o princípio, imagine um quarto com cem copos de vinho  idênticos, cada um cheio em um nível diferente, de modo que suas  freqüências de ressonância sejam diferentes. Se uma cantora de ópera  entoasse na sala uma única nota suficientemente alta, o copo  correspondente à freqüência daquela nota poderia acumular energia e até  explodir, enquanto os outros copos não seriam influenciados. &lt;br /&gt;Os cientistas do MIT conseguiram identificar um ponto no qual os dois ressonadores ficam &lt;b&gt;acoplados&lt;/b&gt;, mesmo quando &lt;b&gt;separados por vários metros&lt;/b&gt;. Para testar a teoria, criaram um equipamento que chamaram de &lt;b&gt;Witricity&lt;/b&gt;, acrônimo das palavras inglesas &lt;b&gt;wireless&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;sem fio&lt;/i&gt;) e &lt;b&gt;electricity&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;eletricidade&lt;/i&gt;).  O aparelho consiste de duas bobinas de cobre, uma delas ligada a uma  fonte de energia. Essa unidade transmissora preenche o espaço ao redor  com um campo magnético não-radioativo oscilando a uma freqüência de  alguns megahertz. O campo não-radioativo atua como meio para levar a  energia até a outra bobina, projetada especialmente para ressonar na  freqüência desse campo. A natureza ressonante do sistema garante que  haja sempre uma forte interação entre as bobinas transmissora e  receptora, evitando interrupções na transmissão da energia.&lt;br /&gt;Ao acender a lâmpada, os pesquisadores demonstraram ser totalmente  possível, por exemplo, a transmissão de energia em uma sala para  abastecer computadores portáteis. E não apenas para recarregar suas  baterias, mas para fazê-los funcionar como se estivessem ligados à rede  elétrica. Quantidades de energia mais do que suficientes para alimentar  um aparelho elétrico poderiam ser transmitidas através de um quarto, em  todas as direções e de modo eficiente, independentemente da geometria do  espaço em volta e de outros objetos que estejam no caminho entre o  transmissor e o receptor. Isso significa que uma única fonte de energia  seria suficiente para abastecer uma casa inteira. &lt;br /&gt;Portanto, não será surpresa para Marin Soljacic se daqui a alguns  anos seu neto vier visitá-lo e, diante de um velho televisor de 2007,  perguntar:&lt;br /&gt;- Vô, por que esta TV está presa com uma corda à parede? &lt;br /&gt;&lt;center&gt;________&lt;/center&gt;   &lt;ul id="imagem" style="width: 220px;"&gt;&lt;a href="http://www.teslamotors.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/tesla-roadster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;Tesla Roadster: Meu sonho de consumo ecológico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;Pois  bem. O que esse texto está fazendo no Saindo da Matrix? Além de gostar  de informática, também aprecio teorias da conspiração, e uma muito boa é  a de que o físico &lt;a href="http://www.exatas.com/fisica/tesla.html" target="_blank"&gt;Nikola Tesla&lt;/a&gt; já fazia mais ou menos isso no fim de &lt;b&gt;1898&lt;/b&gt;. Existe varios &lt;a href="http://www.doutrina.linear.nom.br/nikola.htm" target="_blank"&gt;artigos&lt;/a&gt; sobre Tesla na internet e recentemente saiu um livro sobre as invenções dele em português (&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=236613&amp;amp;franq=137817" target="_blank"&gt;As fantásticas invenções de Nikola Tesla&lt;/a&gt;).  Diz-se que ele conseguiu desenvolver uma antena que captava energia  elétrica pelo ar. O que Tesla pretendia não era, simplesmente, tornar  acessível a todos o uso da energia elétrica. Sua capacidade de visão o  levou a lutar por um ideal ainda mais abrangente: a transmissão de  energia elétrica sem fios mediante um sistema que permitiria  distribuí-la pelo &lt;b&gt;mundo inteiro&lt;/b&gt;, fazendo com que ela passasse a ser &lt;b&gt;propriedade da humanidade&lt;/b&gt;.  E ele não estava falando isso da boca pra fora. O cara simplesmente  poderia ter sido o homem mais rico de sua época por conta da invenção da  corrente alternada (isso mesmo, isso que todos nós usamos em casa) mas  ele rasgou o contrato com a Westinghouse em um gesto de camaradagem,  enquanto ela implementava (ainda com riscos financeiros) a tecnologia.  Uma maciça campanha contra Tesla foi feita por Thomas Edison (o pai da  lâmpada) e Marconi (um dos pais do rádio, ao lado de &lt;a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/07/25/o-brasileiro-que-inventou-o-radio/" target="_blank"&gt;Padre Landell&lt;/a&gt;)  e o relegaram à obscuridade. Óbvio que interesses financeiros  paralisaram seus projetos, da mesma forma que paralisam até hoje o  desenvolvimento do &lt;a class="overlib" href=""&gt;carro elétrico&lt;/a&gt;.  Mas, para além da conspiração, ainda há outro motivo para o texto: a &lt;b&gt;ressonância&lt;/b&gt;, assunto muito debatido aqui. Ela é aplicada na &lt;a href="http://www.joselaerciodoegito.com.br/site_pm_0883.htm" target="_blank"&gt;música&lt;/a&gt;, na &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2002/07/weird_science.html" target="_blank"&gt;física quântica&lt;/a&gt;,  e, agora, na tecnologia. Por que então há uma relutância dos  não-esotéricos em aceitar que há sim uma sintonia entre mentes, entre  pessoas e animais "irracionais", e até mesmo &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/06/a_mente_das_plantas.html" target="_blank"&gt;plantas&lt;/a&gt;?  Por que relegar o assunto para ser tratado de forma séria apenas no  obscurantismo da parapsicologia e seus Quevedos, que do alto de seus  egos ditam o que é verdade ou mentira no mundo do desconhecido?&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas só em contradição com o que sabemos da natureza&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Provérbio Chinês)&lt;/center&gt;  Estamos engatinhando no aprendizado do mundo que nos cerca. Quanto  mais sabemos, mais vemos que aquilo que chamávamos de "magia" ou  "impossível" há 10, 100, 200 anos atrás, hoje é TECNOLOGIA. Manipulação  dos elementos, como os alquimistas faziam há mais de 1.000 anos, ou como  um tal de Jesus curava "milagrosamente" as pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5786544165566378432?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5786544165566378432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5786544165566378432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5786544165566378432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5786544165566378432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/07/adios-fios.html' title='ADIOS FIOS'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-3859481599899101722</id><published>2011-07-01T10:23:00.000-03:00</published><updated>2011-07-01T10:23:17.802-03:00</updated><title type='text'>FABULAS SUFIS</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;"O homem comum  se  arrepende dos  seus  pecados; o eleito se arrepende da insensatez deles"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Dh'l-Nun Misri)&lt;/center&gt;  A maioria das fábulas contém pelo menos alguma verdade, e elas, não  raro, facultam às pessoas a absorção de idéias que os modelos comuns do  seu pensamento as impediriam de digerir. As fábulas, portanto, têm sido  usadas pelos mestres sufistas a fim de apresentar uma imagem da vida  mais em harmonia com os seus sentimentos do que seria possível por meio  de exercícios intelectuais. Aqui está uma fábula sufista a respeito da  situação humana, sumariada e adaptada adequadamente, como sempre deve  acontecer, ao tempo em que é apresentada. As fábulas comuns de  "entretenimento" são consideradas pelos autores sufistas uma forma de  arte degenerada ou inferior.&lt;br /&gt;Era uma vez uma comunidade ideal que vivia numa região muito  distante. Seus membros não tinham temores como os que hoje conhecemos.  Em lugar da incerteza e da vacilação, tinham determinação e meios mais  completos de se expressar. Embora não houvesse nenhuma das tensões e  pressões que a humanidade considera hoje essenciais ao seu progresso,  suas vidas eram mais ricas, porque outros elementos, melhores,  substituíam essas coisas. Seu modo de existência, por sua vez, era  ligeiramente diferente. Poderíamos quase dizer que nossas percepções  atuais são uma versão crua, provisória, das percepções reais que possuía  a comunidade. Suas vidas eram reais, e não semi-vidas. Podemos  chamar-lhes o povo de &lt;b&gt;Xirtam&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Eles tinham um líder, que descobriu que o seu país se tornaria  inabitável por um período, digamos, de vinte mil anos. Em vista disso,  planejou-lhes a fuga, compreendendo que seus descendentes só  conseguiriam voltar para casa depois de inúmeras tentativas. Encontrou   para eles um lugar de  refúgio, uma ilha cujas características se  pareciam ligeiramente com as de sua terra natal. Por causa da diferença  de clima e situação, os imigrantes tiveram de sofrer uma transformação,  que os tornou, física e mentalmente, mais adaptados às novas  circunstâncias; percepções grosseiras, por exemplo, substituíram as  percepções mais finas, como quando as mãos do trabalhador manual se  tornam mais calosas em resposta às necessidades do seu ofício. Com a  intenção de reduzir a dor que traria uma comparação entre o estado  antigo e o novo, eles foram induzidos a esquecer quase inteiramente o  passado. Só ficou dele a lembrança mais vaga, embora suficiente para ser  redespertada quando chegasse a ocasião. O sistema era muito complicado,  mas bem ordenado. Os órgãos através dos quais o povo sobreviveu na ilha  foram também transformados em órgãos de prazer, físico e mental. Os  órgãos que eram construtivos em sua velha terra natal foram colocados  numa espécie de inatividade provisória e ligados à lembrança vaga,  preparados para sua posterior ativação.&lt;br /&gt;Lenta e penosamente, os imigrantes se instalaram, ajustando-se às  condições locais. Os recursos da ilha eram tais que, unidos ao esforço e  a certa forma de orientação, permitiriam ao povo fugir para outra ilha,  no caminho de volta ao lar original. Essa foi a primeira de uma  sucessão de ilhas em que se verificou a gradativa aclimatação. A  responsabilidade da "evolução" coube aos indivíduos capazes de arcar com  ela. Eram, por força, apenas uns poucos porque, para a massa do povo, o  esforço de manter as duas séries de conhecimentos em suas consciências  revelava-se virtualmente impossível. Uma delas parecia conflitar com a  outra. Certos especialistas guardavam a "ciência especial". Esse  "segredo", o método de levar a efeito a transição, era nada mais nada  menos do que o conhecimento das habilidades marítimas e sua aplicação. A  fuga exigia um instrutor, matérias-primas, gente, esforço e  compreensão. Havendo tudo isso, o povo poderia aprender a nadar e também  a construir navios. A gente originalmente encarregada das operações de  fuga esclareceu a todos que se fazia necessário certo preparo antes que  alguém pudesse aprender a nadar ou até participar da construção de um  navio.&lt;br /&gt;Durante algum tempo, o processo prosseguiu satisfatoriamente. Nisso,  um homem considerado, na ocasião, carecedor das qualidades necessárias  rebelou-se contra essa ordem e conseguiu desenvolver uma idéia  magistral: Observara que o esforço para fugir colocara um fardo pesado  e, não raro, aparentemente aborrecido sobre o povo, que se mostrava, ao  mesmo tempo, disposto a acreditar nas coisas que lhe contavam sobre a  operação de fuga. O homem compreendeu que poderia adquirir poder e  também vingar-se dos que o haviam menosprezado pela simples exploração  das duas séries de fatos. Oferecer-se-ia, simplesmente, para tirar-lhes o  fardo das costas, afirmando não haver fardo. E fez esta declaração: "O  homem não precisa integrar a mente e treiná-la da maneira descrita a  vocês. A mente humana já é uma coisa estável, contínua e consistente.  Disseram-lhes que vocês precisavam tornar-se artífices para construir um  navio. Pois eu lhes digo que não precisam ser artífices - não precisam  de navio algum! Um ilhéu tem apenas de observar umas poucas regras  simples para sobreviver e permanecer integrado na sociedade. Pelo  exercício do bom senso, inato a todos, pode alcançar qualquer coisa  nesta ilha, nosso lar, propriedade e herança comuns a todos!" &lt;br /&gt;Tendo provocado grande interesse no seio do povo, o tagarela, em  seguida, "provou" sua mensagem, dizendo: "Se houver alguma realidade em  navios e em nadar, mostrem-nos navios que fizeram a viagem e nadadores  que voltaram!" Era um desafio aos instrutores, que não o podiam  enfrentar. Baseava-se numa suposição cujo sofisma não poderia ser  detectado pelo rebanho bestificado. A verdade é que nunca tinham voltado  navios da outra terra. E os nadadores, quando regressavam, eram  submetidos a uma nova adaptação que os tornava invisíveis à multidão. O  populacho instou para que lhe fornecessem uma prova demonstrativa. "A  construção de navios", disseram os encarregados da ruga, numa tentativa  de argumentar com os revoltosos, "é uma arte e um ofício. O aprendizado e  o exercício dessa ciência dependem de técnicas especiais, as quais,  juntas, formam uma atividade total, que não pode ser examinada por  partes, como vocês estão querendo. Essa atividade contém um elemento  impalpável, chamado &lt;b&gt;baraka&lt;/b&gt;, do qual deriva a palavra '&lt;i&gt;barco&lt;/i&gt;' - navio. A palavra significa '&lt;i&gt;a sutileza&lt;/i&gt;'  e não lhes pode ser mostrada." "Arte, ofício, total, baraka, tolices!",  berraram os revolucionários. E enforcaram quantos artífices empenhados  na construção de navios puderam encontrar. O novo evangelho foi acolhido  com entusiasmo por todos os lados como um evangelho de libertação. O  homem descobrira que já estava maduro! Tinha a impressão, pelo menos  naquele momento, de que fora desonerado da responsabilidade. A maioria  das outras maneiras de pensar foi logo absorvida pela singeleza e pelo  conforto do conceito revolucionário, que passou a ser considerado um  fato básico, jamais contestado por nenhuma pessoa racional. Por  racional, é claro, subentendia-se qualquer pessoa que se ajustasse à  teoria geral em que se baseava agora a sociedade. As idéias que se  opunham aos novos conceitos foram facilmente denominadas irracionais.  Todo irracional era ruim. Daí por diante, ainda que tivesse dúvidas, o  indivíduo tinha de suprimi-las eu afastá-las, porque precisava ser tido  por racional a todo o custo. Não era muito difícil ser racional. Bastava  à pessoa aderir aos valores da sociedade. Além disso, abundavam as  provas da verdade da racionalidade - contanto que as pessoas não se  pusessem a pensar além da vida na ilha. &lt;br /&gt;A sociedade, agora, temporariamente equilibrada no interior da ilha,  parecia proporcionar uma inteireza plausível, pelo menos vista através  de si mesma. Fundada na razão acrescida da emoção, fazia que ambas  parecessem plausíveis. Permitia-se, por exemplo, o canibalismo com base  em argumentos racionais. Descobriu-se que o corpo humano é comestível. A  comestibilidade é uma característica do alimento. Por conseguinte, o  corpo humano era alimento. Com a intenção de compensar as deficiências  desse raciocínio, foi utilizado um artifício. Controlou-se o canibalismo  no interesse da sociedade. O meio-termo era a marca registrada do  equilíbrio temporário. De quando em quando alguém assinalava um novo  meio-termo, e a luta entre a razão, a ambição e a comunidade produzia  alguma nova norma social.&lt;br /&gt;Uma vez que as habilidades necessárias à construção de navios não  tinham nenhuma aplicação óbvia dentro da sociedade, o esforço poderia  facilmente ser considerado absurdo. Os barcos eram dispensáveis - não  havia para onde ir. As conseqüências de certas suposições podem ser  levadas a "provar" as ditas suposições. É a isso que se dá o nome de &lt;b&gt;pseudocerteza&lt;/b&gt;,  a substituta da certeza verdadeira. É com isso que lidamos todos os  dias, ao supor que viveremos outro dia. Mas os nossos ilhéus  aplicavam-na a tudo. Dois verbetes da grande Enciclopédia universal da  ilha mostram-nos como funcionava o processo:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NAVIO:&lt;/b&gt; Desagradável. Veículo imaginário em que impostores e  enganadores asseveraram ser possível "transpor a água", o que hoje está  cientificamente provado que é um absurdo. Não se conhece na ilha nenhum  material impermeável à água com o qual se pudesse construir um "navio"  nessas condições, sem falar na questão de saber se existe ou não uma  destinação além da ilha. A &lt;b&gt;MANIA DA CONSTRUÇÃO DE NAVIOS&lt;/b&gt;, forma  extrema de escapismo mental, é um sintoma de desajuste. Todos os  cidadãos se encontram na obrigação constitucional de notificar as  autoridades sanitárias se acaso suspeitarem da existência dessa trágica  condição em qualquer indivíduo. Veja: Natação; Aberrações mentais; Crime  {Capital). Leituras: Por que os "navios" não podem ser construídos, de  Smith, J., Monografia da Universidade da Ilha, número 1151.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;NATAÇÃO:&lt;/b&gt; Repugnante. Suposto método de propelir o corpo  através da água sem se afogar, geralmente com o propósito de "alcançar  um lugar fora da ilha". O "estudante" dessa arte repugnante tinha de  submeter-se a um ritual grotesco. Na primeira lição, tinha de deitar-se  no chão e mover os braços e as pernas em resposta às instruções do  "instrutor. Todo o conceito tem por base o desejo dos pretensos  "instrutores" de dominar os crédulos nas épocas bárbaras.&lt;br /&gt;Usavam-se as palavras "desagradável" e "repugnante" na ilha para  indicar o que quer que entrasse em conflito com o novo evangelho,  conhecido pelo nome de "&lt;i&gt;Agradar&lt;/i&gt;". A intenção por trás disso era  que as pessoas se agradassem dentro da necessidade geral de agradar ao  Estado. O Estado passava a significar o povo todo. Não é de admirar que,  desde os tempos mais primitivos, a idéia de deixar a ilha enchesse de  pavor a maioria das pessoas. Da mesma forma, descobre-se um medo muito  real nos prisioneiros condenados a penas demasiado longas quando se vêem  na iminência de ser libertados. Qualquer lugar "fora" do local de  cativeiro é um mundo vago, desconhecido, ameaçador. A ilha não era uma  prisão, mas sim uma jaula de barras invisíveis, porém mais eficazes do  que o seriam quaisquer barras óbvias. &lt;br /&gt;A sociedade insulana foi se tornando cada vez mais complexa, e sua  literatura muito rica. Além das composições culturais, havia também um  sistema de ficção alegórica que mostrava o quão terrível poderia ter  sido a vida, se a sociedade não tivesse se ajustado ao atual modelo  tranqüilizador. Ainda assim, de tempos a tempos instrutores tentavam  ajudar a comunidade a escapar. Capitães sacrificavam-se em prol do  restabelecimento de um clima em que os ora escondidos construtores de  navios pudessem prosseguir no trabalho. Todos esses esforços foram  interpretados por historiadores e sociólogos com referência às condições  da ilha, sem idéia de qualquer contato fora daquela sociedade fechada.&lt;br /&gt;Produziam-se com facilidade relativa explicações plausíveis para  quase tudo. Não estava envolvido nenhum princípio de ética, porque os  doutos continuavam a estudar com dedicação genuína o que parecia ser  verdade. "Que mais podemos fazer?", perguntavam, dando a entender, com a  palavra "mais", que a alternativa poderia ser um esforço de quantidade.  Ou perguntavam uns aos outros: "Que outra coisa podemos fazer?",  supondo que a resposta pudesse estar em "outra coisa" - algo diferente. O  seu verdadeiro problema era que eles se julgavam capazes de formular as  perguntas, e ignoravam o fato de que as perguntas tinham tanta  importância, em todos os sentidos, quanto as respostas. Está visto que  aos ilhéus se oferecia um campo muito grande para pensar e agir dentro  de seu pequeno domínio.&lt;br /&gt;As variações de idéias e diferenças de opinião davam a impressão de  liberdade de pensamento. Estimulava-se o pensamento, contanto que não  fosse "absurdo". Permitia-se a liberdade de palavra, aliás de escassa  utilização sem o desenvolvimento da compreensão, que não era levado a  efeito. O trabalho e a ênfase dos navegadores teve de assumir aspectos  diferentes de acordo com as mudanças verificadas na comunidade, o que  lhes tornava a realidade ainda mais desconcertante para os estudantes  que procuravam acompanhá-los do ponto de vista da ilha. No meio de toda a  confusão, até a capacidade de lembrar-se da possibilidade de escapar  podia, às vezes, transformar-se em obstáculo. A consciência emocionante  da possibilidade de fuga não era muito discriminativa. Na maior parte  das vezes, os ansiosos aspirantes a fujões se decidiam por qualquer  espécie de substituto. Um conceito vago de navegação não poderia ser  útil sem orientação. Até os mais ardentes construtores de navios em  potencial tinham sido treinados para acreditar que já possuíam essa  orientação. Já estavam maduros. Odiavam todos os que dissessem que eles  talvez precisassem de preparação. Versões estranhas de natação e  construção de navios freqüentemente excluíam, pela força do número, as  possibilidades de progresso verdadeiro. Bastante censuráveis eram os  advogados da pseudonatação ou dos navios alegóricos, meros mercenários,  que ofereciam lições aos que ainda estavam fracos demais para nadar, ou  passagens em navios que não podiam construir.&lt;br /&gt;As necessidades da sociedade tinham exigido, originalmente, certas  formas de eficiência e pensamento que redundavam no que se conhecia por  ciência. Esse enfoque admirável, tão essencial nos campos em que tinha  aplicação, acabou exorbitando do seu verdadeiro significado. O enfoque,  denominado "&lt;i&gt;científico&lt;/i&gt;" logo após a revolução "&lt;i&gt;Agradar&lt;/i&gt;",  ampliou-se até cobrir todo tipo de idéias. Finalmente, as coisas que não  puderam ser contidas dentro dos respectivos limites passaram a ser  conhecidas como "&lt;i&gt;não-científicas&lt;/i&gt;", outro sinônimo conveniente de "&lt;i&gt;más&lt;/i&gt;".  As palavras eram estranhamente aprisionadas e, a seguir,  automaticamente escravizadas. Na ausência de uma atitude adequada, como  as pessoas que, entregues aos próprios recursos na sala de espera de um  consultório, põem-se automaticamente a ler revistas, os ilhéus se  absorveram na procura de substitutos da realização, que era o propósito  original (e, na verdade, final) do exílio da comunidade. Alguns foram  capazes de distrair a atenção, de maneira mais ou menos bem-sucedida,  com atitudes principalmente emocionais. Havia séries diferentes de  emoção, mas nenhuma escala adequada para medi-las. Considerava-se toda  emoção "funda" ou "profunda" - como quer que fosse, mais profunda que a  não-emoção. A emoção que levava as pessoas aos atos físicos e mentais  mais extremos que se conheciam era automaticamente qualificada de  "profunda". Em sua maioria, as pessoas costumavam escolher metas ou  permitiam que outros as escolhessem para elas. Podiam consagrar-se a um  culto depois de outro, ou ao dinheiro, ou à proeminência social.  Algumas, por adorarem certas coisas, julgavam-se superiores a todo o  resto. Outras, repudiando o que supunham ser o culto, cuidavam não ter  ídolos e poder, por conseguinte, zombar com segurança de tudo o mais.&lt;br /&gt;À medida que os séculos passavam, a ilha se viu juncada de destroços  desses cultos. Pior do que destroços comuns, eles eram autoperpetuantes.  Pessoas bem-intencionadas e outras combinaram e recombinaram os cultos,  e estes voltaram a propagar-se. Para o amador e para o intelectual isso  constituía uma mina de material acadêmico ou "inicial", que dava uma  reconfortante sensação de variedade. Proliferaram magníficas instalações  para o gozo de "satisfações" limitadas. Palácios e monumentos, museus e  universidades, institutos de saber, teatros e estádios esportivos  abarrotaram a ilha. O povo, naturalmente, se orgulhava desses recursos,  muitos dos quais considerava ligados, de um modo geral, à verdade  fundamental, embora muito pouca gente soubesse exatamente como era isso.  A construção de navios estava associada a algumas dimensões dessa  atividade, mas de um jeito desconhecido de quase toda a gente.  Clandestinamente, os navios desfraldaram suas velas, e os nadadores  continuaram a ensinar natação. As condições na ilha não consternaram em  demasia aquela gente dedicada. Afinal de contas, ela também se originara  da mesma comunidade e tinha laços indissolúveis com ela e com o seu  destino. Mas precisava, muito a miúdo, preservar-se das atenções dos  seus concidadãos. Alguns ilhéus "normais" tentaram salvá-la de si mesma.  Outros tentaram matá-la por uma razão igualmente sublime. Outros até  buscaram ardentemente a ajuda dela, mas não conseguiram encontrá-la.  Todas essas reações à existência dos nadadores resultavam da mesma  causa, filtrada através de diferentes tipos de mentes, a saber, que  quase toda a gente sabia agora em que consistia um nadador, o que ele  estava fazendo e onde poderia ser encontrado.&lt;br /&gt;À medida que a vida na ilha foi se tornando mais e mais civilizada,  surgiu uma indústria estranha, mas lógica, consagrada a lançar dúvidas  sobre a validade do sistema sob o qual vivia a sociedade. Ela logrou  absorver as dúvidas acerca dos valores sociais ridicularizando-os ou  satirizando-os. A atividade poderia apresentar um rosto triste ou feliz  mas, na realidade, se tornou um ritual repetitivo. Indústria  potencialmente valiosa, era, não raro, impedida de exercer suas funções  realmente criativas. Achavam as pessoas que, tendo dado às suas dúvidas  uma expressão temporária, conseguiriam, de certo modo, atenuá-las,  exorcizá-las, quase aplacá-las. A sátira passou a ser considerada uma  alegoria significativa; a alegoria foi aceita mas não digerida. Peças,  livros, filmes, poemas, pasquins foram os meios usados para esse  desenvolvimento, ainda que boa parte dele operasse em campos mais  acadêmicos. Para muitos ilhéus, parecia mais emancipado, mais moderno ou  progressivo seguir esse culto em lugar dos antigos. Aqui e ali um  candidato ainda se apresentava a um instrutor de natação, para fazer sua  barganha. E geralmente ocorria o que, na verdade, era uma conversação  estereotipada:&lt;br /&gt;- Quero aprender a nadar.&lt;br /&gt;- Quer fazer uma barganha?&lt;br /&gt;- Não. Só tenho de levar minha tonelada de couve.&lt;br /&gt;- Que couve?&lt;br /&gt;- A comida de que precisarei na outra ilha.&lt;br /&gt;- Lá existe comida melhor.&lt;br /&gt;- Não sei do que você está falando. Não posso ter certeza. Preciso levar minha couve!&lt;br /&gt;- Em primeiro lugar, você não pode nadar com uma tonelada de couve.&lt;br /&gt;- Então não posso ir. Você chama a couve de &lt;b&gt;carga&lt;/b&gt;. Eu chamo-lhe minha &lt;b&gt;nutrição essencial&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;- Suponha, como alegoria, que, em lugar de couve, prefiramos dizer "suposições" ou "idéias destrutivas".&lt;br /&gt;- Levarei minha couve a algum instrutor que compreenda minhas necessidades.&lt;br /&gt;Este livro fala de alguns nadadores e construtores de navios, e  também de outros que tentaram acompanhá-los, com maior ou menor sucesso.  A fábula não terminou, porque ainda existem pessoas na ilha. Os sufis  utilizam linguagem cifrada para transmitir o que querem dizer. Mude a  posição das letras do nome da comunidade original - &lt;b&gt;Xirtam&lt;/b&gt; - e terá "&lt;i&gt;Matrix&lt;/i&gt;". Talvez já tenha notado que o nome adotado pelos revolucionários - "&lt;b&gt;please&lt;/b&gt;" (&lt;i&gt;Agradar&lt;/i&gt;) - forma, com as letras mudadas de lugar, a palavra "&lt;b&gt;asleep&lt;/b&gt;" (&lt;i&gt;Adormecido&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Fonte:&lt;/i&gt; Os Sufis; Idries Shah&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;b&gt;POST SAINDO DA MATRIX &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-3859481599899101722?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/3859481599899101722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=3859481599899101722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/3859481599899101722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/3859481599899101722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/07/fabulas-sufis.html' title='FABULAS SUFIS'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2650607826365128555</id><published>2011-06-24T12:00:00.000-03:00</published><updated>2011-06-24T12:00:20.893-03:00</updated><title type='text'>SEM SAUDE,....SEM EDUCAÇÃO.....A LEGITIMA COPA DO MUNDO 2014....O BRASIL VAI ENTRAR EM FRIA,OU MELHOR NÓS</title><content type='html'>&lt;div class="posttitle"&gt;      &lt;h2 class="pagetitle"&gt;Observatório da Imprensa: O Escândalo na FIFA no&amp;nbsp;Brasil&lt;/h2&gt;&lt;small&gt;       Posted: 13/06/2011 by &lt;strong&gt;xicopati&lt;/strong&gt; in &lt;a href="http://pt-br.wordpress.com/tag/do-malta/" rel="category tag" title="Ver todos os posts em Do Malta"&gt;Do Malta&lt;/a&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/small&gt;     &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-cobertura-da-corrupcao-no-esporte"&gt;A cobertura da corrupção no esporte Por Lilia Diniz em 09/06/2011 na edição 645 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de duas semanas, graves acusações de desvios de conduta de  altos dirigentes de entidade esportivas ganharam amplo destaque a partir  da exibição do programa Panorama, produzido pela BBC, rede pública do  Reino Unido. De acordo com o programa, Ricardo Teixeira, presidente da  Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e integrante do Comitê  Executivo da Fédération Internationale de Football Association (Fifa) e  outros diretores da federação receberam propina da empresa ISL, que  atuava no ramo de marketing esportivo nos anos 1990. As denúncias também  envolvem o ex-presidente da Fifa, João Havelange. No início da década  de 2000, quando a ISL foi à falência, a Justiça suíça descobriu o caso.&lt;br /&gt;O Panorama afirma que Teixeira e Havelange firmaram um acordo com a  Justiça para escapar do processo por meio do pagamento de uma multa e da  devolução do dinheiro recebido. Segundo a BBC, a Fifa tentou evitar a  divulgação de detalhes do caso e impedir que reportagens sobre o assunto  fossem publicadas. Em meio à forte crise institucional, dias antes da  mais recente eleição para a presidência da federação, a imprensa  denunciou que o Catar teria pago U$$ 20 milhões para sediar a Copa do  Mundo que será realizada em 2022.&lt;br /&gt;Mesmo com as denúncias, o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter,  venceu a eleição com esmagadora maioria. Blatter ocupa o cargo desde  1998. A Fifa não negou as acusações de corrupção, mas prometeu mudanças  internas. O assunto ganhou manchetes em todo o mundo e chegou a ser tema  de reportagens de cadernos de Economia.&lt;br /&gt;No Brasil, o jornal Valor Econômico publicou matéria sobre o assunto  com destaque na primeira página, enquanto outros veículos restringiram o  fato às páginas de Esportes.&lt;br /&gt;O Observatório da Imprensa exibido ao vivo na terça-feira (7/6) pela  TV Brasil discutiu o espaço (veja vídeo abaixo) e, sobretudo, a  localização dos escândalos no futebol nas páginas dos jornais. Além do  caderno de Esportes Alberto Dines levou ao estúdio três profissionais de  imprensa que têm grande experiência na área de Esportes. No Rio de  Janeiro, participaram o presidente do diário esportivo Lance!, Walter de  Mattos Jr., e o editor de Esportes do jornal O Globo, Antônio  Nascimento.&lt;br /&gt;Fundador e editor do Grupo Lance!, Walter de Mattos é economista  graduado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e tem  cursos de pós-graduação pela London Business School e Insead, na França.  Jornalista há 25 anos, Antônio Nascimento é editor de Esportes há  quinze. Foi responsável pela cobertura de quatro Copas do Mundo e quatro  Jogos Olímpicos. Em São Paulo, participou o jornalista Marcos Augusto  Gonçalves. Na Folha de S.Paulo, Marcos Augusto foi editor de Opinião,  editor do caderno “Ilustrada” e correspondente em Milão. Cobriu dois  Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo pela Folha e foi diretor editorial  do diário Lance! e do site Lancenet.&lt;br /&gt;No editorial que abre o programa (ver íntegra abaixo), Dines avaliou  que as denúncias de corrupção teriam maior repercussão se não fossem  publicadas apenas nas páginas de Esportes: “Com o mesmo destaque, porém  nas páginas frequentadas por políticos e empresários, este noticiário já  teria incriminado muita gente e os escândalos não se repetiriam com  tanta freqüência”. Para Dines, os leitores dos cadernos esportivos  preferem as notícias ligadas ao esporte em si e não à política ou às  finanças do mundo esportivo.&lt;br /&gt;A blindagem de Teixeira Na reportagem exibida antes do debate no  estúdio, o jornalista Juca Kfouri acusou a Rede Globo de “blindar”  Ricardo Teixeira. Segundo o jornalista, a cobertura da TV Globo mostrou a  participação dos outros dirigente da Fifa, mas não mencionou as  denúncias contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da  Copa do Mundo no Brasil. “Acaba tudo indo para o caderno de Esportes  porque estamos falando de Copa do Mundo, de Olimpíadas. Mas, certamente,  caberia no caderno de Negócios, de Economia. E de Polícia, com muita  freqüência”, disse o jornalista. O colunista Clóvis Rossi, da Folha de  S.Paulo, disse que todas as editorias deveriam ficar atentas aos  escândalos no futebol: “A sombra de suspeição que pesa sobre todas as  atividades de Fifa, não só a Copa do Mundo, ficou muito aguçada nestes  últimos dias”.Para Otávio Leite, editor-assistente do diário esportivo  Marca Brasil-RJ, a mídia fazendo uma boa cobertura sobre os preparativos  para a Copa do Mundo de 2014: “A mídia se transformou no verdadeiro  órgão fiscalizador do que deveria ser feito e do que não está sendo  feito”.&lt;br /&gt;De Londres, o correspondente Silio Boccanera avaliou que a vitória de  Joseph Blatter para a presidência da Fifa mostrou que, fora do Reino  Unido, as denúncias de corrupção e suborno envolvendo a entidade não  tiveram grande repercussão. “Os ingleses ainda estão tentando entender o  porquê dessa reação. É bem verdade que o assunto ganhou um destaque  maior porque as primeiras denúncias vieram de uma filmagem às escondidas  feita em dezembro pelo Sunday Times, um jornal daqui. Depois, foi um  cartola britânico, que em depoimento a uma Comissão Parlamentar de  Inquérito, em Londres, disse que recebeu pedidos de suborno quando  tentava promover a Inglaterra como sede da Copa de 2018”, lembrou o  correspondente.&lt;br /&gt;Silio Boccanera ressaltou que no Reino Unido o escândalo foi tratado  com destaque nas primeiras páginas dos jornais e na abertura dos  telejornais. E contou que os tablóides chegaram a comparar o presidente  da Fifa com um personagem de um famoso seriado sobre a máfia: “Era um  assunto praticamente político. De fato, é porque [diz respeito a]  relações de poder em uma entidade internacional que envolve mais de 200  países. E, segundo os tablóides britânicos, famosos por suas manchetes  exageradas, Joseph Blatter já é chamado aqui de ‘o Tony Soprano do  futebol mundial’”.&lt;br /&gt;Mais espaço para o Esporte No debate ao vivo, Antônio Nascimento  disse que o leitor do caderno de Esportes não é “um leitor de segunda  divisão” e destacou que, no jornal O Globo, os “assuntos sérios” do  mundo do futebol não são cobertos apenas pela editoria de Esportes –  estão presentes também em Economia e Política. “Agora, não dá para achar  que tem uma ‘senhora’ crise na Fifa, talvez a maior na história da  Fifa, e isso vá para as páginas de Internacional. Esporte hoje, no  Brasil, é, em todos os sentidos, inclusive jornalisticamente, uma coisa  muito séria”, explicou o jornalista. Na avaliação de Nascimento, a  reestruturação da área de Esporte para os eventos programados para 2014 e  2016 está ocorrendo em ritmo lento. O ideal seria reforçar o setor com  profissionais de outras áreas: “Eu preciso de um repórter que possa  ficar fazendo uma pesquisa por dois meses e sumir da minha redação”.  Marcos Augusto Gonçalves acredita que se o noticiário sobre corrupção no  Esporte fosse coberto também pela editoria de Política poderia ter “um  pouco mais de atenção”, mas ponderou que é otimismo achar que essa  alteração seja capaz de despertar um grande interesse e provocar  mudanças concretas. “A gente sabe que mesmo na política há muita  corrupção, muitos casos obscuros que a imprensa menciona e muitas vezes  desiste, não leva à frente”, avaliou o jornalista. Marcos Augusto  destacou que neste momento de preparação para a Copa do Mundo e para os  Jogos Olímpicos, as editorias de Esporte merecem mais atenção da direção  dos jornais e poderiam ganhar mais espaço. O jornalismo de  entretenimento deveria conviver com um jornalismo atento e perseverante  que acompanhe as nebulosas questões dos bastidores do esporte. Na  avaliação de Marcos Augusto Gonçalves, o interesse em investir na  publicação de reportagens ou colunas sobre os bastidores do esporte deve  partir da direção de redação dos jornais. O jornalista lembrou que em  um grande veículo de comunicação há uma hierarquia de temas que diminui  as chances de assuntos ligados aos bastidores do Esporte ganharem  destaque no noticiário. “O público do Esporte não configura uma opinião  pública que repercuta este tipo de assunto. Se você pega um jogador  enchendo a cara em um baile funk, isso repercute dez vezes mais do que  se você pega um dirigente – que na cabeça do torcedor já não é muito  confiável – em uma situação de corrupção”, assegurou o jornalista. Outro  ponto importante nesta questão, segundo ele, é interferência de  interesses financeiros das empresas de comunicação na atuação dos  profissionais da redação. Um exemplo é a compra dos direitos de  transmissão de um campeonato de futebol, que pode influir na cobertura  do evento. Sociedade cega Para Walter de Mattos Jr. não há garantia de  que os delitos na alta cúpula do esporte sejam punidos caso a cobertura  migre para as páginas de Política. Para ele, , há um “cinismo” da  sociedade, que ignora as sequências de “delitos gravíssimos” envolvendo a  administração da CBF e permanece passiva diante do noticiário. “Esse  escândalo do Ricardo Teixeira, que mereceu uma repercussão muito  pequena, não muda uma relação que é da maior importância para a  sociedade brasileira. É isso que me intriga muito. Nós somos um país que  vai sediar a Copa e as Olimpíadas.&lt;br /&gt;Nunca se fez uma Olimpíada, na história, em que o presidente do  Comitê Organizador fosse presidente do Comitê Olímpico – e, aqui, é o  caso. Não tem governança nenhuma de controle em cima disso”, criticou o  presidente o Lance! . Walter de Mattos comentou uma frase de Joseph  Blatter sobre a crise na Fifa: “Nós vamos resolver isso em família”.  “Essa ‘família’ funciona no Comitê Olímpico Internacional (COI),  funciona na CBF, na Fifa. As instituições que estão por baixo são parte  desta ‘família’, elas funcionam também no mesmo modelo. Você pega uma  entidade brasileira e ela tem os seus afiliados. E eles todos precisam  beijar a mão daquele capo que está lá em cima”, lamentou Walter de  Mattos. Para o presidente do Lance!, é preciso refundar a questão do  esporte. Hoje, o esporte envolve altas somas de dinheiro, mas os modelos  usados na administração são praticamente os mesmos do passado, quando a  importância do esporte na sociedade era apenas simbólica.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*** Sob o império da impunidade Alberto Dines # editorial do Observatório da Imprensa na TV exibido em 7/6/2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A impunidade está em vantagem no mundo esportivo brasileiro porque os  ilícitos são denunciados nas páginas de Esporte. Com o mesmo destaque,  porém nas páginas frequentadas por políticos e empresários, este  noticiário já teria incriminado muita gente e os escândalos não se  repetiriam com tanta freqüencia. A importância de uma notícia depende  basicamente da repercussão que provoca.&lt;br /&gt;Os leitores dos cadernos esportivos são em sua maioria torcedores  apaixonados e torcedores apaixonados estão preocupados com o que se  passa ou vai passar nos gramados e quadras. As malfeitorias no futebol  ficam geralmente impunes, embora denunciadas com veemência e galhardia  por alguns ases do nosso jornalismo esportivo, porque aqueles que  decidem não dão a devida atenção ao noticiário esportivo e talvez nem  cheguem até ele ao folhear o jornal.&lt;br /&gt;Os últimos escândalos envolvendo a Fifa, seu presidente Joseph  Blatter e a compra de sedes para as próximas Copas do Mundo ganharam uma  surpreendente reverberação porque foram denunciados em páginas ditas  “nobres” de prestigiosos veículos como o Economist, a BBC, o Wall Street  Journal e o El País.&lt;br /&gt;No Brasil, as denúncias foram parar na primeira página do Valor  Econômico e, em seguida, na emérita página 2 da Folha de S.Paulo porque o  seu principal colunista, Clóvis Rossi, considerou-a tão importante  quanto as denúncias contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio  Palloci. A eleição para a presidência da Fifa não foi adiada e o seu  eterno presidente, Joseph Blatter, foi mantido no cargo.&lt;br /&gt;Em parte porque seu principal opositor, a Inglaterra, também estava  sob suspeição. No caso da próxima Copa e da Olímpiada de 2016, convém  não esquecer que as obras interessam a toda a sociedade, já não se trata  de convocar este ou aquele técnico ou atleta, está em jogo o placar  nacional contra a corrupção.&lt;br /&gt;De qualquer forma, está desvendada a arma secreta capaz de enquadrar  cartolas nacionais e internacionais. Basta derrubar o muro que impede os  escândalos esportivos de chegarem às páginas “nobres” como fez Clóvis  Rossi com muita coragem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2650607826365128555?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2650607826365128555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2650607826365128555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2650607826365128555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2650607826365128555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/sem-saudesem-educacaoa-legitima-copa-do.html' title='SEM SAUDE,....SEM EDUCAÇÃO.....A LEGITIMA COPA DO MUNDO 2014....O BRASIL VAI ENTRAR EM FRIA,OU MELHOR NÓS'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2776885662673404097</id><published>2011-06-20T14:33:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T14:33:16.831-03:00</updated><title type='text'>A Redução do Pensamento à Palavra</title><content type='html'>&lt;span class="titulo"&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="conteudo"&gt;&lt;span style="color: #464545;"&gt;O homem parecia  ter desapontadamente perdido o sentido do que queria anotar. E hesitava,  mordia a ponta do lápis como um lavrador embaraçado por ter que  transformar o crescimento do trigo em algarismos. De novo revirou o  lápis, duvidava e de novo duvidava, com um respeito inesperado pela  palavra escrita. Parecia-lhe que aquilo que lançasse no papel ficaria  definitivo, ele não teve o desplante de rabiscar a primeira palavra.  Tinha a impressão defensiva de que, mal escrevesse a primeria, e seria  tarde demais. Tão desleal era a potência da mais simples palavra sobre o  mais vasto dos pensamentos. Na realidade o pensamento daquele homem era  apenas vasto, o que não o tornava muito utilizável. No entanto parece  que ele sentia uma curiosa repulsa em concretizá-lo, e até um pouco  ofendido como se lhe fizessem proposta dúbia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Clarice Lispector, in "A Maçã no Escuro"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2776885662673404097?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2776885662673404097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2776885662673404097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2776885662673404097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2776885662673404097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/reducao-do-pensamento-palavra.html' title='A Redução do Pensamento à Palavra'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-8108422913903585949</id><published>2011-06-20T13:55:00.002-03:00</published><updated>2011-06-20T13:55:35.580-03:00</updated><title type='text'>Corrupção na FIFA: Ricardo Teixeira envolvido e Grande Mídia Esconde</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;a href="http://www.osabetudo.com/corrupcao-na-fifa-ricardo-teixeira-envolvido-e-grande-midia-esconde/" rel="bookmark" title="Permanent link to Corrupção na FIFA: Ricardo Teixeira envolvido e Grande Mídia Esconde"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="byline"&gt;&lt;div style="display: block; float: right; padding: 15px 30px 5px 5px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="display: block; float: right; padding: 0px;"&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="addthis_button_expanded" href="http://www.osabetudo.com/corrupcao-na-fifa-ricardo-teixeira-envolvido-e-grande-midia-esconde/#" title="View more services"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;a class="atc_s addthis_button_compact" href=""&gt;&lt;span&gt;Share&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Na  segunda-feira, a TV Britânica BBC mostrou uma reportagem que revelou  que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, admitiu na Suíça pagamentos  de propinas na FIFA, e mais ainda, disse que foi fechado um acordo para  impedir a publicação dessas informações pelo tribunal de Zug, Suíça, no  caso da ISL, que entre 1989 e 1999 foi a responsável pela venda dos  direitos de televisão das copas do mundo. (O vídeo completo em Ingês  pode ser visto aqui &lt;a href="http://www.sportpost.com/video/view/FIFA+Footballs+Shame++Panorama+BBC"&gt;http://www.sportpost.com/video/view/FIFA+Footballs+Shame++Panorama+BBC&lt;/a&gt; )&lt;br /&gt;Esse acordo também passou pelo ex-presidente da FIFA, João Havelange. Teria sido pago em propinas cerca de U$100 milhões.&lt;br /&gt;Quando  a ISL quebrou, ela quase levou a FIFA junto. Foi aberto um processo e  foi constatado que o pagamento de propinas aconteceu dentro da entidade,  e que a empresa de marketing esportivo ISL, era uma empresa laranja  para tentar impedir que o esquema de corrupção fosse revelado.&lt;br /&gt;Apesar  de comprovado o pagamento de propinas, os depoimentos e culpados foram  mantidos em sigilo, porque as partes chegaram num acordo e pagaram, uma  multa de U$5,5 milhões. Na Suíça, quando existe um acordo, todos os  detalhes do processo são mantidos em sigilo.&lt;br /&gt;No total, o pagamento teria chegado a U$120 milhões durante os anos.&lt;br /&gt;Ricardo  Teixeira foi citado em uma CPI no Reino Unido por pedir favores para  dar seu voto para a Inglaterra na escolha da sede da Copa de 2018.&lt;br /&gt;Agora a pergunta, por que será que a grande mídia brasileira não noticia esse caso? Aliás noticiou como vocês podem ver aqui &lt;a href="http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2011/05/apos-denuncias-blatter-tera-que-depor-ao-comite-executivo-da-fifa.html"&gt;http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/noticia/2011/05/apos-denuncias-blatter-tera-que-depor-ao-comite-executivo-da-fifa.html&lt;/a&gt; mas em nenhum momento cita Ricardo Teixeira ou João Havelange, que interessante não?&lt;br /&gt;Seria  a grande mídia brasileira um grande meio para mostrar casos de  corrupção para os brasileiros? Ou será que só são investigados pela  mídia brasileira os que são seus Inimigos?&lt;br /&gt;Aqui está um vídeo do jornalista Andrew Jennings (responsável pela investigação) dando um recado ao povo brasileiro. &lt;a href="http://espn.estadao.com.br/sportscenter/noticia/193447_VIDEO+JORNALISTA+BRITANICO+DISPARA+QUANDO+OS+GOVERNANTES+BRASILEIROS+IRAO+DAR+UM+BASTA"&gt;Link do vídeo aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://m.espn.com.br/vid-aud-notician.php?id_va=191145"&gt;ESPN&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: transparent; border: medium none; color: black; overflow: hidden; text-align: left; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-8108422913903585949?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/8108422913903585949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=8108422913903585949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8108422913903585949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8108422913903585949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/corrupcao-na-fifa-ricardo-teixeira.html' title='Corrupção na FIFA: Ricardo Teixeira envolvido e Grande Mídia Esconde'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-4371776773967523435</id><published>2011-06-14T16:04:00.002-03:00</published><updated>2011-06-14T16:04:30.606-03:00</updated><title type='text'>Sobre o amor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ferreira Gullar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;             &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta:             quando pronunciasse — &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt; —, mentindo, o gatilho disparava e elas             explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma             enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos             a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que             não é tão fácil dizer &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt; sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa             mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer             acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é             mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos.             Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão             — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa             ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento:             fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando             alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição,             anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor             institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas             pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver             juntas. Isso poderia ser uma COisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem             social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e             abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos             maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à             pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o             casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar             nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar             filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria             vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções             — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou             à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas             com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o             vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta             vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos             bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas             respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa             inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas             dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventUra sonhada, o amor louco, o             sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério - o assim             chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa             espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para             curar a ansiedade e reajustar-se ao &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;. Estou curada, ela então se diz             — e volta ao bife com fritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos             teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um             ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo             o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber             que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição             máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da             relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la             enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é             necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços,             querendo e não querendo que acabe, pois &lt;i&gt;o espírito humano não comporta tanta             realidade&lt;/i&gt;, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá             estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio             se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade.             Foi Gogol, no &lt;i&gt;Inspetor Geral&lt;/i&gt; quem captou a decepção desse despertar. O falso             inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho:             homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis             senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua             vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para             chegar. Ele se assusta: mas então está tUdo acabado? Não era verdade o sonho? E assim             é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a             felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível             continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo             normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guarda­roupa, a cômoda, a             camisa usada na cadeira, os chinelos. E tUdo impregnado da ausência do sonho, que é             agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a             gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já             não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia,             na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias             do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de             sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que             te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se             dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma             vez e habituar­se? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes             gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E             chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como             outra qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que,             subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou             fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era             lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e             mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e             nimbos. Em paz com a vida. Ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;O texto acima foi extraído do livro "A estranha vida banal",&amp;nbsp; editora             José Olympio - 1989, e consta da antologia "As 100 melhores crônicas             brasileiras", Editora Objetiva, pág. 279 - Rio de Janeiro - 2005,&amp;nbsp;             organização e introdução de Joaquim Ferreira dos Santos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-4371776773967523435?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/4371776773967523435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=4371776773967523435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4371776773967523435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4371776773967523435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/sobre-o-amor.html' title='Sobre o amor'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5673455779821071389</id><published>2011-06-13T15:28:00.000-03:00</published><updated>2011-06-13T15:28:26.980-03:00</updated><title type='text'>PAULO LEMINSKY</title><content type='html'>&lt;b&gt;A noite - enorme, tudo dorme, menos teu       nome.” (Paulo Leminski)&lt;/b&gt;       &lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;__________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;"nunca       cometo o mesmo erro&lt;br /&gt;duas vezes&lt;br /&gt;já cometo duas três&lt;br /&gt;quatro cinco seis&lt;br /&gt;até esse erro aprender&lt;br /&gt;que só o erro tem vez&lt;/b&gt;&lt;b&gt;"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;o mar o azul o sábado&lt;br /&gt;liguei pro céu&lt;br /&gt;mas dava sempre ocupado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje à noite&lt;br /&gt;lua alta&lt;br /&gt;faltei&lt;br /&gt;e ninguém sentiu&lt;br /&gt;a minha falta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meio dia três cores&lt;br /&gt;eu disse vento&lt;br /&gt;e caíram todas as flores&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;center&gt;&lt;table border="0" cellpadding="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" valign="top" width="100%"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;dd&gt;       &lt;div align="center"&gt;         &lt;center&gt;&lt;dt&gt;&lt;br /&gt;&lt;/dt&gt;&lt;/center&gt;       &lt;/div&gt;&lt;/dd&gt;&lt;dl&gt;&lt;div align="center"&gt;         &lt;center&gt;&lt;dt&gt;&lt;br /&gt;&lt;/dt&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;/dl&gt;&lt;/dl&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5673455779821071389?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5673455779821071389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5673455779821071389&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5673455779821071389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5673455779821071389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/paulo-leminsky.html' title='PAULO LEMINSKY'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5565175147157580729</id><published>2011-06-13T15:05:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T15:05:47.331-03:00</updated><title type='text'>OS CINCO PILARES DA MEMÓRIA</title><content type='html'>Por volta do ano 500 a.C., na Grécia Clássica, um  boxeador chamado Scopas, ao alcançar a mais importante vitória de sua  carreira, contratou o poeta Simônides de Ceos para escrever um hino, em  seu louvor, que registrasse a conquista e fosse apresentado na festa  comemorativa desse feito. Assim aconteceu.&lt;br /&gt;Apontado por alguns como o pai do iluminismo grego,  Simônides não era um poeta qualquer. Platão o chamava de "homem sábio e  divino "  e Gotthold Lessing o intitulou como o "Voltaire grego".  Simônides, autor da frase "pintura é poesia silenciosa e poesia é  pintura falante" , inspirou as teorias de Kandinsky sobre a relação  entre espiritualidade e arte. O pintor russo, mais de dois milenios  depois, desenvolveu a idéia do grego e, em seu livro "Do espiritual na  Arte ", lançou a proposta de escutar, em um piano interno, a música de  cada imagem.&lt;br /&gt;Segundo conta Cícero, quando Scopas percebeu que o poema  que havia encomendado tinha dois terços de sua sofisticada retórica  louvando os deuses desportistas Castor e Pólux e apenas um terço para o  encomendante do poema, se sentiu insultado na alma e declarou que  pagaria apenas um terço da quantia combinada, pois entendia que os  outros dois terços deveriam ser cobrados dos deuses elogiados pelo  poeta.&lt;br /&gt;No banquete desportivo onde o poema foi lido, Simônides foi  chamado, no meio da noite, à entrada pelo porteiro, com o apelo de que  haveriam dois jovens à porta, querendo falar-lhe com urgência. Ao sair, o  poeta não encontrou ninguém lá fora, mas, nesse momento, presenciou o  desabar do teto da grande sala o que redundou na morte de todos os  convidados. Apenas Simônides, retirado da sala a tempo, fora poupado da  tragédia. Diz-se, desde então que os deuses Castor e Pólux pagaram  pessoalmente a dívida pela Canção, enquanto Scopas, mesquinho e  orgulhoso, foi severamente castigado.&lt;br /&gt;Conta Cícero em sua "Ars Memoriae " que, mais tarde, os  familiares dos convidados, querendo enterrar seus parentes falecidos, se  viram incapazes de identificá-los entre tantos cadáveres mutilados e  desfigurados. Nesse momento, se lembraram de acionar o poeta, o único  sobrevivente do incidente e o único que poderia saber a localização dos  diversos convidados no derradeiro jantar. Simônides, dono de uma memória  visual invejável foi capaz de reconstituir o lugar de cada um no  festejo.&lt;br /&gt;Seria a partir dessa reconstituição que Simônides criaria o  seu famoso "Teatro da Memória ", uma técnica de memorização que nos  permite guardar até seis mil palavras ou números em sequência emocional  após uma única escuta.&lt;br /&gt;O primeiro pilar, a meditação, é na verdade o primeiro e o  último. O trabalho de potencializar a memória começa e termina com a  meditação.No primeiro momento, ela é importante porque regula o sistema  endócrino e, principalmente, a produção do hormônio "cortisol" pelas  supra-renais. O cortisol é um hormônio produzido pelo corpo, em resposta  às situações de estresse. Quando liberado em doses excessivas no sangue  (o que acontece na grande maioria das pessoas maiores de idade no  ocidente) o cortisol diminui a memória de três maneiras:ele consome a  glicose do cérebro e essa, constitui o único alimento das células  cerebrais. Assim, quando liberado em quantidade maior que a ideal, ela  vai matando as células cerebrais por inanição. Em segundo lugar, o  cortisol é uma substância corrosiva, que, aos poucos, consome e  sacrifica as ramificações entre os neurônios. Após comer as ramificações  dos neurônios, o cortisol passa a consumir o próprio neurônio, criando  buracos, muitas vezes irreversíveis nas paredes das células. Por último,  o cortisol inibe a ação de importantes neurotransmissores, incluindo a  acetilcolina, o mais importante neurotransmissor da memória. A meditação  sozinha é suficiente para equilibrar quimicamente o funcionamento do  cérebro.&lt;br /&gt;O segundo pilar da memória, a nutrição, é importante no  processo regenerativo do que já foi destruído na pessoa. Normalmente  quando a pessoa passa a não conseguir mais se lembrar de uma ou duas  palavras habituais, que teimam em não vir à sua cabeça quando  necessário, ela acha que está começando um processo de declínio mental.  Na verdade, quando isso acontece, 90% ou até mais das ramificações  nervosas dos neurônios já estão comprometidas. Por esquecer menos de um  por cento dos dados, a pessoa deduz que perdeu um por cento da  capacidade do cérebro de responder a desafios, mas não é verdade; quando  a pessoa perde as primeiras conexões entre as células, as informações  que seriam enviadas por ali, passam por outros caminhos auxiliares e a  pessoa não percebe que perdeu potencial. Quando ela se dá conta, o  processo degenerativo já está bam mais avançado nela. Com algumas  sugestões nutricionais, que incluem vitaminas e aminoácidos adequados, a  pessoa, após neutralizar a produção de cortisol, é capaz de recuperar a  saúde do corpo de cada célula cerebral.&lt;br /&gt;Neste momento entra em cena a respiração, o terceiro pilar.  Se a alimentação devolve saúde ao corpo central da célula, através de  técnicas respiratórias, é possível ativar e dinamizar as mitocôndrias,  os "motores" internos das células, que produzem eletricidade e  magnetismo e estimulam o nascimento de novos dendritos, a capilarização  nervosa dos neurônios. Com isso, eles ganham a capacidade de estabelecer  um sem número de novas conexões, ampliando imensamente a capacidade de  memorizar.&lt;br /&gt;Chega então a hora de colocar em prática o quarto pilar,  que é constituído pelos exercícios de memorização. Pandit Ramesh me  ensinou que essas técnicas eram utilizadas pelos antigos sábios indianos  para memorizar os Vedas, livros sagrados daquele país, antes do  surgimento da linguagem escrita. Nessa época, uns poucos sábios eram  responsáveis por se tornarem uma espécie de biblioteca-viva, que  atravessava gerações. É importante notar, que os vedas inteiros são  muito volumosos. Não caberiam em uma sala de estar de uma casa comum.  Prem Ramesh é um dos poucos guardiães milenares dessa técnica, ainda  vivo em Varanasi, na Índia.&lt;br /&gt;E, por fim, chegamos ao quinto pilar, onde são aplicados os  exercicios de integração entre os corpos físico, mental e emocional.  Essa parte é formada por um conjunto de movimentos que integra a nossa  energia, ativa o sistema imunológico, e, reordena o sistema nervoso,  equilibrando as funções neuro-vegetativas e criando uma base física não  apenas para a memória, mas para reverter a espiral degenerativa pela  idade em uma  espiral regenerativa.&lt;br /&gt;Esses cinco elementos juntos, não apenas desenvolvem uma  memória antes indispensável na pessoa mas, promovem um processo de  rejuvenescimento que se manifesta em suas camadas mais superficiais e  mais profundas.&lt;br /&gt;Pandite Ramesh me disse que era preciso adaptar essas  técnicas para o homem brasileiro quando eu voltasse ao brasil, para  torná-las acessíveis e funcionais ao mais simples dos futuros adeptos  que delas viessem a usufruir. Foi isso o que fiz. O resultado dessa  organização do material herdado é o método "Memória e Rejuvenescimento  através da Meditação"- o nome que encontrei para melhor traduzir essas  práticas.&lt;br /&gt;======================&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5565175147157580729?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5565175147157580729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5565175147157580729&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5565175147157580729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5565175147157580729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/os-cinco-pilares-da-memoria.html' title='OS CINCO PILARES DA MEMÓRIA'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-6526998564214660182</id><published>2011-06-11T11:21:00.000-03:00</published><updated>2011-06-11T11:21:13.710-03:00</updated><title type='text'>clube da luta</title><content type='html'>Nos incomodamos com aquilo que somos, e com o que não gostaríamos de  ser. Aprendermos com o que há de bom, mesmo no que vem de quem é ruim -  pois, em última análise, todos somos ruins! E todos somos Cristo, e nos  lamentamos no Getsêmani, e pedimos que o cálice seja afastado, mas ao  mesmo tempo o provamos. E somos, todos, crucificados.&lt;br /&gt;Isso nos é mostrado no que negamos, e no que usamos para escapar do  que negamos. O que nos é muito próximo, ainda que oposto, nos incomoda.  Afinal, sempre é o que deixamos para trás, ou para frente. É o que  negamos ter sido, ou querer ser. O outro parece ser eu. E o verdadeiro  eu, durante este processo, parece ser outro. E, por melhor ou pior que  seja, no outro, por ser um outro, sempre mostrará uma nova solução, uma  nova abordagem, uma outra válvula de escape e expressão para o que somos  - e se é outra, não é a nossa. E se não estamos bem com a nossa, e há  algo ou alguém que, ao mesmo tempo em que é igual, irmão, espelho, é  também tão diferente... Vai incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Nos deram espelhos - e vimos um mundo doente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Renato Russo)&lt;/center&gt;  Supondo que quem aqui esteja já com alguma maturidade para ver coisas  fortes, e ver seus valores expostos, é um filme que RECOMENDO sim, e  muito! O videoclipe de entrada até poderia (e deveria) ser arrancado,  para ser passado em palestras conscienciais ou evolutivas. &lt;i&gt;Você não é sua casa...&lt;/i&gt;  As palavras são fortes, mas com as cenas, o ritmo, tem um impacto  arrasante. Obra prima - a meus olhos leigos - de direção, de  profundidade, de exposição das máscaras tão grandes e presentes que  construímos verdadeiros personagens violentos em cima delas...&lt;br /&gt;Na abordagem clássica de Freud, temos um inconsciente, que nos puxa  para nossos recalques, traumas, desvios. Por outro lado, temos um  superego, que puxa para o sentido contrário, superior. No meio desta  briga, desta luta entre um e outro, entre o domar o inferior sem se  perder nas contradições com o superior, estamos no terceiro, o do meio, o  ego que somos nós. E, querendo ou não, uma hora vivenciamos estes pólos  - que o digam as sombras dos pedófilos. Como no filme, a negação  sucessiva leva o personagem à implosão. E daí, ele só sairá vivenciando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Sigmund Freud)&lt;/center&gt;  Começa aí a história do filme, nos recalques, nos &lt;a class="overlib" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8192576299003616185"&gt;três homens em um&lt;/a&gt;  - o que se nega, o que se queria ser em oposição - e um ser, perdido e  em conflito, no meio. O que todos vêem e, na verdade, ninguém vê. O que  se processava por dentro vem à tona. E se o que há dentro são conflitos,  negações e violências... Este conflito de inconsciente e superego pode  não ser pacífico. Inclusive para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;O pensamento é a ação ensaiando&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Sigmund Freud)&lt;/center&gt;  E como o que se ensaia vai ao palco, o superego Brad Pitt vai  trazendo à tona, de forma quase religiosa, quase neurótica. A neurose  bem fundamentada traz filosofias, crenças e máximas que tem a força de  um dogma religioso.&lt;br /&gt;"É possível atrever-se a considerar a neurose obsessiva como o  correlato patológico da formação de uma religião, descrevendo a neurose  como uma forma de religiosidade individual, e a religião como uma  neurose obsessiva cultural."&lt;br /&gt;Sigmund Freud; Atos obsessivos e práticas religiosas - 1907&lt;br /&gt;Do mesmo modo, a religião fundamentalista traz em si tantas crenças,  filosofias e máximas que só é possível compreendê-la como neurose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;A religião é comparável com uma neurose da infância&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Sigmund Freud)&lt;/center&gt;  É verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar.&lt;br /&gt;Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão.&lt;br /&gt;Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/center&gt;  Jung aperfeiçoou depois os conceitos Freudianos, estendendo este  inconsciente - que em Freud era individual - para o akáshico do  inconsciente coletivo, adicionando sincronicidades e conceitos quase  espirituais, religiões orientais, mitos e arquétipos. Não adianta olhar  para fora, apenas. Nem para si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;O sonho é a tentativa de satisfazer um desejo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Sigmund Freud)&lt;/center&gt;  Mas Jung vai além, e o filme também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Carl Jung)&lt;/center&gt;  Entretanto, embora mais rico, e (ainda bem) menos sexual que Freud,  os elementos do conflito estão ali, presentes da psiquê do ego  encarnado.&lt;br /&gt;"O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as  supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que  atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de  lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, corremos o  risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada."&lt;br /&gt;Carl Jung&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?&lt;br /&gt;Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?&lt;br /&gt;Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?&lt;br /&gt;Digo: evolua, mesmo se você desmoronar por dentro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Clube da luta)&lt;/center&gt;  Ou seja, é preciso movimentar. E não adianta fugir. A sombra estará  ali, como ensina Jung. Tudo é movimento, como ensinam os hindus. É  preciso esvaziar a taça para receber o novo. Ganha quem perde, tudo  passa. Mas passa mais rápido para quem não se apega, para quem enfrenta -  até um dia descobrir que apenas &lt;b&gt;se&lt;/b&gt; enfrenta. &lt;b&gt;Om Namah Shivaya&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Somente após uma desgraça conseguirá despertar&lt;br /&gt;Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser&lt;br /&gt;Nada é estático&lt;br /&gt;Tudo é movimento&lt;br /&gt;E tudo esta desmoronando&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;e ela acaba um minuto por vez&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/center&gt;  É preciso primeiro perder a religião, que em Freud é ainda a oitava  inferior (que não pode ser negada, pois não se pode transcender de fato  aquilo que não se viveu), o fundamentalismo, o sinônimo de neurose:&lt;br /&gt;"Já uma vez antes, como crianças de tenra idade, nos encontramos em  semelhante estado de desamparo, em relação a nossos pais. Tínhamos  razões para temê-los, contudo estávamos certos de sua proteção. Com  relação à distribuição dos destinos, persiste a desagradável suspeita de  que a perplexidade e o desamparo da raça humana não podem ser  remediados. Isto justifica o anseio do homem pelo pai e pelos deuses,  que mantém sua tríplice missão: exorcizar os terrores da natureza,  reconciliar os homens com a crueldade do destino, particularmente a  demonstrada pela morte, e compensá-los pelos sofrimentos e privações que  a vida lhe impôs. Assim se criou a RELIGIÃO, da necessidade que tem o  homem de tolerar o desamparo, e construída com o material das lembranças  do desamparo de sua própria infância, na continuação de um protótipo  infantil universal."&lt;br /&gt;(Sigmund Freud; O Futuro de uma Ilusão)&lt;br /&gt;E então você não terá mais religião - nem neurose. Neste momento, tudo estará em você:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Deus existiu sempre? Que é sempre?&lt;br /&gt;Deus criou-se a si próprio para depois começar a criar o universo?&lt;br /&gt;Onde é que estava Deus quando se criou a si próprio?&lt;br /&gt;E como é que alguém se cria a si próprio?&lt;br /&gt;Do nada, passando do nada ao ser?&lt;br /&gt;Se o nada existiu, tudo que veio depois estava contido no nada.&lt;br /&gt;Mas se estava contido no nada, então o nada não existia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(José Saramago)&lt;/center&gt;  O personagem do Clube da Luta descobre isso, vive a sua neurose como  religião, mas sua neurose quase religiosa fala da não-religião quase  neurótica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Aprenda a viver, descanse quando morrer. Tudo que você precisa está dentro de você&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/center&gt;  Ocorre que, se tudo estiver em você, é necessário uma nova análise,  pois "tudo" é muito mais do que disseram que você era. Se tudo está em  você, você é Deus, e esta divindade também está em você. Perdemos tudo.  Até a fé. E, na descrença, a encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Renato Russo)  &lt;b&gt;Tyler diz que as coisas que nos pertencem acabam tomando conta de  nós. Só depois de perder tudo é que ficamos livres para fazer qualquer  coisa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/center&gt;  Mas neste momento, só resta o Deus que há em nós.&lt;br /&gt;"E sobrevivi,&lt;br /&gt;Por ser muito mais que o ser fugaz das tramas que criei&lt;br /&gt;Hoje sou muito mais&lt;br /&gt;Do que acharam que eu deveria ser&lt;br /&gt;Sei que estar aberto&lt;br /&gt;É estar bem longe da ferrugem a corroer&lt;br /&gt;Há muito deixei para trás o meu primeiro passo rumo ao infinito&lt;br /&gt;Aonde o vento me levar&lt;br /&gt;Nada nem ninguém me impedirá de experienciar!!!"&lt;br /&gt;(Naviterra; Não Olhar Para Trás)&lt;br /&gt;Após esta negação, sobrevivemos. E, no nada, encontramos o tudo. É  hora de uma outra oitava para vivenciar o mesmo religioso, psicológico.  Somos mais que um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável  convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E  isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na  crença... &lt;u&gt;eu sei&lt;/u&gt; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;(grifo original)&lt;/i&gt;&lt;b&gt; que Ele existe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Carl Jung; Entrevistas e Encontros)&lt;/center&gt;  E, mesmo chegando nesta esfera superior, ainda assim a necessidade  prática citada por Freud continua presente, como estará presente  provavelmente em qualquer outra oitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Nenhuma circunstância exterior substitui a experiência  interna. E é só à luz dos acontecimentos internos que entendo a mim  mesmo. São eles que constituem a singularidade de minha vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Carl Jung; Entrevistas e Encontros)&lt;/center&gt;  O que era conflito se torna religião, mas é ela quem nos levará para o  autoconhecimento, também. Pode ser que arrancar a árvore arraigada ao  solo seja traumático - mas apenas onde as raízes forem muito profundas.  Afinal, não há nada de errado em ser uma árvore - a não ser quando esta  morre e seca a cada dia por agora desejar caminhar. Neste momento, Freud  e Jung são aplicáveis. A experiência do filme é sexual também, é  violenta também, é de negação do passado também. Com a correta ressalva  de que, no fundo, é menos sexual do que parece (a não ser que tenhamos,  como sugerido por Jung a respeito de Freud, recalques nesta área, e aí  vejamos erros no sexo de todos), e mais COLETIVO do que a ciência  cartesiana poderia admitir.&lt;br /&gt;"Freud nunca se interrogou acerca do motivo pelo qual precisava falar  continuamente sobre sexo, porque esse pensamento a tal ponto se  apoderara dele. Nunca percebeu que a '&lt;i&gt;monotonia da interpretação&lt;/i&gt;' traduzia uma fuga diante de si mesmo ou de outra parte de si que ele teria talvez que chamar de '&lt;i&gt;mística&lt;/i&gt;'.  Ora, sem reconhecer esse lado de sua personalidade, era-lhe impossível  pôr-se em harmonia consigo mesmo. (...) Ele tornou-se vítima do único  lado que podia identificar, e é por isso que o considero uma figura  trágica: pois era um grande homem e, o que é principal, tinha o fogo  sagrado."&lt;br /&gt;(Carl Jung)&lt;br /&gt;O filme também avança. Neste nível Junguiano, as ilusões do filme  começam também a interferir em comunidades. O que era apenas religião  pessoal torna-se manifestação arquetípica, passa a ter vida própria. O  inconsciente e o super ego não mais se confrontam em quatro paredes, mas  se relacionam, convencem os outros, lideram, arregimentam. Afinal,  somos todos um só, não somos? O que seria louco até mesmo dentro de nós -  se nós nos enxergássemos - passa a ser aceitável em um mundo externo  também em busca de identidade. E embora parta do sexual, como na análise  Freudiana, o filme aqui começa a trazer intuições, sincronicidades,  como se todo um fluxo levasse o personagem ao seu "destino".  Somos  todos um só, os vários que somos relacionam-se com o coletivo. E se tudo  é coincidência, nada mais é coincidência. O filme fica mais Junguiano,  coletivo, ao extrapolar os conflitos do ego/eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;A dialética ego/eu acontece primeiro através do pensamento  analítico (reflexão). Quando este se esgota, a energia psíquica reflui  do Eu para o Ego. Então nasce uma Intuição&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Carl Jung)&lt;/center&gt;  Mas como da tese e da antítese se faz a síntese - como ensinava Marx -  o filme vai além do lado "mal e bom" da psicanálise, e se torna de  certo modo Gestáltico (matar o pai) ou talvez altamente &lt;a class="overlib" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8192576299003616185"&gt;Lacaniano&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;"Não há outra metalinguagem senão todas as formas de canalhice, se  designarmos assim as curiosas operações que se deduzem do seguinte: de  que o desejo do homem é o desejo do Outro. Toda canalhice repousa nisto,  em querer ser o Outro - refiro-me ao grande Outro - de alguém, ali onde  se delineiam as figuras em que seu desejo será captado."&lt;br /&gt;(Jacques Lacan)&lt;br /&gt;Afinal, Lacan é também o mal-humorado que, ao não querer "baba-ovos",  acaba reverenciando sua origem - sem perceber que se tornara a origem  de novos. É o mesmo que, ao matar o mestre que é, acabou por matar o  Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Aí, Freud se contradiz. Tudo indica - aí está o sentido do  inconsciente - não só que o homem já sabe tudo que tem que saber, mas  que esse saber é perfeitamente limitado a esse gozo insuficiente que  constitui que ele fale&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Jacques Lacan)&lt;/center&gt;  Mas ao contrário da Gestalt, ao mesmo tempo, contraditoriamente  descobre que volta, oroboros, ao mestre que teve. E lá está, como  sempre, o mesmo Pai, renascido das cinzas como outro animal da mitologia  que Jung estudou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Vocês podem ser Lacanianos, eu sou Freudiano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Jacques Lacan)&lt;/center&gt;  Há muito pré-conceito contra este filme, porque, não sei se você já  leu nos sites, é um filme violento; o nome já choca; o videoclipe  (sen-sa-cio-nal!!!) de entrada do filme choca ainda mais que o nome; o  filme como um todo choca mais e mais ainda que o clipe; as pessoas são  despeitadas com o Brad Pitt; cutuca as pessoas na sua luta de ID x  Super-ego; questiona valores hipócritas e acomodados, e, mais grave  ainda (pasme!): Um maluco já matou gente na sessão deste filme,  metralhando vários, no shopping Morumbi!!!&lt;br /&gt;Curioso é que, independente da sessão que ele escolheu para fazer  isso ser a do Clube da Luta, na verdade o psicopata em questão simulou,  em detalhes, os atos do filme "Pânico" (Este sim um tipo de filme  umbralino, não raro mediúnico-negativo). Curiosamente, muito  "espiritualista" assiste e gosta - curioso isso de virar a cara para os  conscienciais e pegar os de terror, que geram o que a consciência  critica, revela e resolve... Mas a sociedade vai torcer o nariz para o  Clube da Luta, e locar o Pânico 2, 3 e cia. Assediadores agradecem. Eles  também acham esta coisa de questionar, discernir e remover hipocrisias  algo "muito violento".&lt;br /&gt;O fato é que quem chegou até aqui, após passar por Humor, Cinema,  Consciência, Freud, Jung e Lacan - vendo em tudo uma só coisa - merece  sim ver o filme, se ainda não viu. Para você, que conseguiu ler, eu  também RECOMENDO.&lt;br /&gt;Afinal, você já sabe que:&lt;br /&gt;"Você abre a porta e entra&lt;br /&gt;Está dentro do seu coração&lt;br /&gt;Imagine que sua dor é uma bola de neve que vai curar você&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;É a última gota pra você&lt;br /&gt;Melhor do que isso não pode ficar&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;Que acaba um minuto por vez&lt;br /&gt;Isto não é um seminário&lt;br /&gt;Nem um retiro de fim de semana&lt;br /&gt;De onde você está não pode imaginar como será o fundo&lt;br /&gt;Somente após uma desgraça conseguirá despertar&lt;br /&gt;Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser&lt;br /&gt;Nada é estático&lt;br /&gt;Tudo é movimento&lt;br /&gt;E tudo esta desmoronando&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;Melhor do que isso não pode ficar&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;E ela acaba um minuto por vez&lt;br /&gt;Você não é um ser bonito e admirável&lt;br /&gt;Você é igual à decadência refletida em tudo&lt;br /&gt;Todos fazendo parte da mesma podridão&lt;br /&gt;Somos o único lixo que canta e dança no mundo&lt;br /&gt;Você não é sua conta bancária&lt;br /&gt;Nem as roupas que usa&lt;br /&gt;Você não é o conteúdo de sua carteira&lt;br /&gt;Você não é seu câncer de intestino&lt;br /&gt;Você não é o carro que dirige&lt;br /&gt;Você não é suas malditas calças&lt;br /&gt;Você precisa desistir&lt;br /&gt;Você precisa saber que vai morrer um dia&lt;br /&gt;Antes disso você é um inútil&lt;br /&gt;Será que serei completo?&lt;br /&gt;Será que nunca ficarei contente?&lt;br /&gt;Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?&lt;br /&gt;Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?&lt;br /&gt;Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?&lt;br /&gt;Digo: você precisa desistir&lt;br /&gt;Digo: evolua mesmo se você desmoronar por dentro&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;Melhor do isso não pode ficar&lt;br /&gt;Esta é sua vida&lt;br /&gt;e ela acaba um minuto por vez&lt;br /&gt;Você precisa desistir&lt;br /&gt;Estou avisando que terá sua chance"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-6526998564214660182?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/6526998564214660182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=6526998564214660182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6526998564214660182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6526998564214660182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/clube-da-luta.html' title='clube da luta'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-17499607496270762</id><published>2011-06-11T11:15:00.000-03:00</published><updated>2011-06-11T11:15:05.992-03:00</updated><title type='text'>ser supersticioso pode trazer vantagens</title><content type='html'>&lt;b&gt;Por Nelson S. Lima, do &lt;a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=1546185839" target="_blank"&gt;Instituto da Inteligência&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;  &lt;br /&gt;Em teoria, não há mal nenhum em ser supersticioso. Você pode  acreditar na "lei da atração", por exemplo. Qual é o problema? A  probabilidade maior é verificar que é apenas uma crença (eu sei que aqui  chegados já temos uma série de leitores a dizer que eu estou errado,  que não sou um "iluminado" e ignoro a relação das forças cósmicas com as  mentais/espirituais). Mas deixem-me continuar pois não vou acusar nem  ofender ninguém. Vou apenas dar uma breve explicação psicológica da  superstição e da magia.&lt;br /&gt;Os fundamentos das superstições estão escondidos nos recônditos das  nossas memórias biológicas. Somos seres supersiticiosos porque durante  milhões de anos fomos forçados a acreditar que forças invisíveis e  estranhas coincidências não compreendidas (como os galos cantarem ao  nascer do Sol) fazem parte do nosso mundo.&lt;br /&gt;O que é interessante é que as superstições - que são baseadas em  sistemas de crenças antigas - podem contribuir para a saúde mental. Sem  essas crenças perdemos um sentido de referência e uma sensação de poder  sobre diversos acontecimentos. Muitas susperstições são inconscientes.  Querem conhecer uma?&lt;br /&gt;Coloque um espectador a acompanhar, ao vivo, um jogo de futebol de  sua equipe predileta. É provável que ele siga, com emoção, os diversos  lances, grite e gesticule para "dentro do campo" como se estivesse no  estádio. Inconscientemente a pessoa "acredita" que pode influenciar a  partida. A prova? Se a mesma pessoa ver apenas uma gravação do jogo  acontece que ele assiste ao espetáculo com muito mais serenidade, sem  gritos nem gestos, pois embora possa não saber o resultado, ele "sabe"  que o jogo já aconteceu e já não tem qualquer influência no mesmo. Para  quê gritar se o jogo já ocorreu antes? &lt;br /&gt;Na verdade, o pensamento supersticioso - semelhante ao pensamento  mágico - baseia-se no chamado "princípio da similitude" defendido pelo  antropólogo escocês James Frazer, há cerca de 100 anos. Este princípio  diz que se uma ação acontece depois de outra acreditamos espontaneamente  que a primeira é a causa da segunda. É o que os psicólogos chamam de  "processo pseudo-causal". Assim surgiram os amuletos, as rezas, fazer  oferendas a santos, o evitar cruzar-se com gatos pretos, fazer certas  coisas em determinadas horas e lugares, etc. Isto é tão forte que até  alguns cientistas revelam ser supersticiosos. Conheço um que entra no  seu gabinete com a perna direita porque acredita que assim o dia correrá  melhor. &lt;br /&gt;A agora famosa "lei da atração" - popularizada pelo livro O SEGREDO -  diz que "se quisermos algo com toda a força e crença, o universo  ouve-nos e os desejos concretizam-se" mesmo que seja ganhar a lotaria e  ficar rico. Acontece, porém, que milhões de leitores chegaram à  conclusão que o acreditar não basta, que a "lei da atração" não é uma  garantia para nada e que tudo não passou de um embuste que ainda  continua a enriquecer muita gente (e quem? os autores que continuam a  escrever sobre a matéria). Consideram-se geralmente pessoas "iluminadas"  e acusam os céticos de "reles materialistas".&lt;br /&gt;Enfim, as superstições são ingênuas e irracionais, mas a verdade é  que os psicólogos estão de acordo quanto ao fato de que elas dão ao  homem a sensação de controlar uma situação, mesmo que ilusória. E isto,  como afirmou o psicólogo austríaco Gustav Jahoda, "pode contribuir para  preservar a integridade do conjunto da personalidade" e talvez tenha  contribuído para que a humanidade sobrevivesse a períodos de grandes  calamidades (catástrofes em grande escala, epidemias perigosas, etc.).&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ANEDÓTICO, MAS REAL:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os animais também desenvolvem crenças. Numa experiência de  laboratório colocou-se um prato vazio a cerca de 2 metros de um ratinho.  Dez segundos depois colocava-se comida. &lt;br /&gt;Agora reparem neste pormenor: sempre que o ratinho, na hora de comer,  corresse e demorasse menos que 10 segundos pra chegar ao prato, este  continuava vazio. Verificou-se que o rato demorava cerca de 2 segundos  pra chegar ao prato. Quando isso acontecia, não havia comida. O que  aconteceu depois de algumas tentativas e erros por parte do animalzinho?  &lt;br /&gt;Ele intuiu que, se fosse logo correr para o prato, não haveria  comida. Associou a sua pressa à falta de comida (processo pseudo-causal,  uma concepção errônea do princípio da autoridade). O ratinho, tal como  os humanos em outras situações, confundia correlação com causalidade,  baseado no tal "princípio da similitude" acima focado. Para ele, o fato  de correr era o que provocava o "prato vazio". Passou a ir devagar e a  demorar 10 segundos convencido que isso é que lhe garantia comida. Pura  ilusão. Superstição adquirida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POST DE SAINDO DA MATRIX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-17499607496270762?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/17499607496270762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=17499607496270762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/17499607496270762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/17499607496270762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/06/ser-supersticioso-pode-trazer-vantagens.html' title='ser supersticioso pode trazer vantagens'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-664951793409230360</id><published>2011-05-28T13:43:00.001-03:00</published><updated>2011-05-28T13:43:54.392-03:00</updated><title type='text'>luis bunuel</title><content type='html'>Luis Buñuel foi um realizador de cinema espanhol, nacionalizado mexicano. Trabalhou com Salvador Dalí, de quem sofreu fortes influências na sua obra surrealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra cinematográfica de Buñuel, aclamada pela crítica mas sempre cercada por uma aura de escândalo, tornou-o um dos mais controversos cineastas do mundo, sempre fiel a si mesmo. Buñuel também influenciou fortemente a carreira do realizador conterrâneo Pedro Almodovar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Buñuel Portolés era filho de Leonardo Buñuel González, proprietário abastado que fizera fortuna em Cuba com um negócio de ferragens, e de María Portolés Cerezuela. Pouco depois, a família estabeleceu a sua residência em Saragoça, e só ia a Calanda durante a Semana Santa e nas férias de Verão. Luis era o mais velho de sete irmãos e irmãs, com quem teve uma infância feliz, saudável e despreocupada, em contacto com a rica natureza campestre da sua terra. Teve, desde cedo, uma grande sensibilidade em relação ao inusual e ao extraordinário, e facilmente se encantava com animais, plantas e fenómenos naturais, que observava atentamente, imbuído de uma religiosidade pagã. Foi também na infância que adquiriu um enorme fascínio pela morte, quando inadvertidamente, deparou com um burro putrefacto numa valeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1908 viu o seu primeiro filme num cinema de Saragoça. Estudou num colégio de Jesuítas, cuja influência se faria sentir para o resto da sua vida. Com a adolescência, perdeu a fé, tornando-se anti-clerical e ateu, e, em 1915, foi expulso do colégio, tendo terminado os seus estudos secundários no Instituto de Saragoça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pais, ricos fazendeiros, lhe proporcionaram uma vida muito distanciada da realidade espanhola: estudos de música, verões em São Sebastião e Calanda. Estudou em Zaragoza em São Salvador e fez seus estudos universitários em Madri, na Residência dos Estudantes. Ali teve a oportunidade de embeber-se das correntes culturais e renovadoras do momento (o Jazz, o Darwinismo, o Comunismo...) e de conhecer Dali e Lorca. Licenciou-se em Filosofia e letras ainda que seu objetivo fosse escrever poesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou-se para Paris, onde arranjou diversos trabalhos relacionados ao cinema, incluindo um emprego como assistente de Jean Epstein. Interessado pela obra de André Breton e o movimento surrealista, o incorporaran no cinema ao realizar sua obra-prima, "Um cão andaluz" (1928), em colaboração com Salvador Dalí. Em Paris também conheceu sua mulher, a ginasta Jeanne Rucar com quem viveu toda sua vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao regressar à Espanha não dirigiu nenhum filme, a não ser um documentário: "Terra sem pão" (Las Hurdes Tierra sin Pan, 1932), a cuja produção se dedicou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao estourar a guerra civil na Espanha, emigrou aos Estados Unidos onde trabalhou no Museu de Arte Moderna como dublador para a Warner Bros. A oportunidade de dirigir de novo chegou no México. E ali, com 46 anos começou a realizar filmes de maneira estável pela primeira vez. Filma clássicos como "Os esquecidos" (Los olvidados, 1950), que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes. O prestígio destes filmes lhe deu reconhecimento mundial e no início da década de 1960 o General Franco o convidou a voltar à Espanha. Aí filmou "Viridiana", um manifesto anti-católico que acabou por ser proibido na Espanha acusado de blasfêmia, apesar de ter ganhado a Palma de Ouro também no Festival de Cannes. A partir de então as viagens à Espanha e à França foram constantes. Realizou seus últimos filmes, os mais conhecidos, na França, em colaboração com o produtor Serge Silberman e o escritor Jean-Claude Carrière, entre eles "O discreto charme da burguesia" (Le charme discret de la bourgeoisie, 1972) e "O fantasma da liberdade" (Le fantôme de la liberté, 1974). Faleceu na Cidade do México aos 83 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Diretor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Obscuro Objeto do Desejo 18 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fantasma da Liberdade 49 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Discreto Charme da Burguesia 6 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristana, Uma Paixão Mórbida 4 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Via Láctea 63 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bela da Tarde 56 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anjo Exterminador 25 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viridiana 3 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazarin 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte Neste Jardim 4 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaio de um Crime 3 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Aventuras de Robinson Crusoé 5 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ilusão Viaja de Bonde 2 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escravos do Rancor 17 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Esquecidos 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una mujer sin amor 1 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bruto 2 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susana 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha do engano 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gran Casino 6 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra Sem Pão 207 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Cão Andaluz 5 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simão do Deserto 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subida ao céu 1 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Adolescente 8 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alucinado 5 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário de uma Camareira 29 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Idade do OuroRoteirista em 11 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Obscuro Objeto do Desejo 18 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fantasma da Liberdade 49 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Discreto Charme da Burguesia 6 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristana, Uma Paixão Mórbida 4 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Via Láctea 63 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bela da Tarde 56 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Anjo Exterminador 25 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viridiana 3 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazarin 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Morte Neste Jardim 4 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaio de um Crime 3 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Aventuras de Robinson Crusoé 2 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escravos do Rancor 17 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Esquecidos 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una mujer sin amor 1 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bruto 2 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Susana 6 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra Sem Pão 207 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Cão Andaluz 13 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Queda da Casa de Usher 5 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simão do Deserto 0 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subida ao céu 8 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Alucinado 5 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário de uma Camareira 29 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Idade do OuroProdutor em 6 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristana, Uma Paixão Mórbida 6 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra Sem Pão 207 # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Cão Andaluz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Artistas com quem mais trabalhou &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean-Claude Carrière &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Alcoriza &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julio Alejandro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar Dancigers &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Rey &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michel Piccoli &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernard Musson &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julien Bertheau &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Rabal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milena Vukotic&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-664951793409230360?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/664951793409230360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=664951793409230360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/664951793409230360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/664951793409230360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/luis-bunuel-foi-um-realizador-de-cinema.html' title='luis bunuel'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-8638225540952525227</id><published>2011-05-28T13:37:00.001-03:00</published><updated>2011-05-28T13:37:22.859-03:00</updated><title type='text'>AMOR E SEU TEMPO</title><content type='html'>Amor é privilégio de maduros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estendidos na mais estreita cama,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se torna a mais larga e mais relvosa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;roçando, em cada poro, o céu do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto, amor: o ganho não previsto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o prêmio subterrâneo e coruscante,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;leitura de relâmpago cifrado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que, decifrado, nada mais existe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;valendo a pena e o preço do terrestre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;salvo o minuto de ouro no relógio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minúsculo, vibrando no crepúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é o que se aprende no limite,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;depois de se arquivar toda a ciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;herdada, ouvida. Amor começa tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-8638225540952525227?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/8638225540952525227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=8638225540952525227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8638225540952525227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8638225540952525227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/amor-e-seu-tempo.html' title='AMOR E SEU TEMPO'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1176006515447519881</id><published>2011-05-28T13:34:00.000-03:00</published><updated>2011-05-28T13:34:12.046-03:00</updated><title type='text'>JOÃO DA CRUZ</title><content type='html'>Ele nasceu como João de Ypes de Alvares em Fontiveros, Castilha, Espanha e foi criado pela sua mãe após a morte de seu pai, quando ainda era menino. Ele estudou no Colégio Jesuíta em Medina e já era aprendiz com a idade de 15 anos no hospital de Nossa Senhora da Conceição. Em 1563 ele entrou para o Monastério das dos Carmelitas em Medina do Campo e tomou o nome de João de São Mathias, e após o noviciado foi enviado para o monastério Carmelita perto da Universidade de Salamanca. Ele estudou ali de 1564 a 1568 e foi ordenado em 1567.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João sentiu que os Carmelitas estavam com excesso de frouxidão e ele considerou passar para a Ordem mais dura dos Cartuzianos, mas foi dissuadido por Santa Tereza d‘Ávila. Ela logo depois lançava a famosa reforma na Ordem das Carmelitas. João imediatamente conseguiu permissão para aderir ao rígido ascetismo da regra original da ordem e imediatamente se juntou a Santa Teresa em sua causa. Os dois se tornaram bons amigos e eles em pouco tempo estabeleceram o primeiro monastério dos Descalços em Duruelo, adotando ao mesmo tempo o nome de João da Cruz. O resto de sua vida foi devotado a promoção, reformas e escritos. De 1571 ele foi o reitor do monastério em Alcala ,de 1572 a 1577 foi o confessor do convento da Incarnação em Ávila e conseguiu em 1579 a separação das Carmelitas em Carmelitas Calçadas Descalças, duas comunidades separadas, sendo a Segunda com regras bem mais duras. De 1579 a 1582 ele foi o Reitor do Colégio que ele fundou em Baeza e depois Reitor em Granada e Prior em Segovia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos anos João sofreu grandes provações. Sofreu vários julgamentos e severas oposição às suas reformas mesmo dentro da Ordem, especialmente daqueles frades que recusavam a validade dos Carmelitas Descalços e tramavam intrigas e esquemas contra Santa Tereza d’Ávila e São João da Cruz. Em 1577, por exemplo, ele ficou preso em uma cela no Monastério de Toledo, escapando após nove meses com um corda feita de pedaços de pano e subiu para a liberdade no dia da Festa da Ascensão. Ele se refugiou no Monastério de El Calvário em Andaluzia . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele viveu em constante ameaça da Inquisição Espanhola e foi muito maltratado por Nicola Doria eleito superior da Ordem dos Carmelitas Descalços em 1583. A política de Doria era tão cruel que João se opôs a ele no Conselho Geral em 1791. Isto levou a Doria a retirar dele todos os postos e bani-lo para o Monastério de La Peneula, em Andaluzia. João morreu em 14 de dezembro de 1591 no Monastério de Ubeba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fundou a Ordem dos Hospitaleiros de São João da Cruz destinada a atender os pobres e doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecido como Doutor em Teologia Mística, João era um místico, teólogo e poeta que compôs ricos trabalhos onde encontramos profundas expressões místicas em tratados, em forma de poemas com comentários teológicos. Estes renomados poemas incluem o "Cântico Espiritual ", "Ascensão ao Monte Carmel", "Chama de Amor" e "Noite Sombria da Alma". Através destes trabalhos João apresenta o desenvolvimento da alma humana através da purgação, iluminação e união com Jesus. Ele permanece um dos mais expressivos e profundos teólogos místicos da historia da Igreja. Foi beatificado em 1675, canonizado em 1726 pelo Papa Benedito XIII e declarado Doutor da Igreja em 1926 pelo Papa Pio XI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua festa é celebrada no dia 14 de dezembro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-1176006515447519881?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/1176006515447519881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=1176006515447519881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1176006515447519881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1176006515447519881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/joao-da-cruz.html' title='JOÃO DA CRUZ'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-6975321752825726396</id><published>2011-05-28T13:32:00.000-03:00</published><updated>2011-05-28T13:32:46.784-03:00</updated><title type='text'>Escrito por Robert Graves, para o livro "Os Sufis", de Idries Shah</title><content type='html'>Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual cujas origens nunca foram traçadas nem datadas; nem eles mesmos se interessam muito por esse tipo de pesquisa, contentando-se em mostrar a ocorrência da sua maneira de pensar em diferentes regiões e períodos. Conquanto sejam, de ordinário, erroneamente tomados por uma seita muçulmana, os sufis sentem-se à vontade em todas as religiões: exatamente como os "pedreiros-livres e aceitos", abrem diante de si, em sua loja, qualquer livro sagrado - seja a Bíblia, seja o Corão, seja a Torá - aceito pelo Estado temporal. Se chamam ao islamismo a "casca" do sufismo, é porque o sufismo, para eles, constitui o ensino secreto dentro de todas as religiões. Não obstante, segundo Ali el-Hujwiri, escritor sufista primitivo e autorizado, o próprio profeta Maomé disse: "Aquele que ouve a voz do povo sufista e não diz aamin (amém) é lembrado na presença de Deus como um dos insensatos". Numerosas outras tradições o associam aos sufis, e foi em estilo sufista que ele ordenou a seus seguidores que respeitassem todos os "Povos do Livro", referindo-se dessa maneira aos povos que respeitavam as próprias escrituras sagradas - expressão usada mais tarde para incluir os zoroastrianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco são os sufis uma seita, visto que não acatam nenhum dogma religioso, por mais insignificante que seja, nem se utilizam de nenhum local regular de culto. Não têm nenhuma cidade sagrada, nenhuma organização monástica, nenhum instrumento religioso. Não gostam sequer que lhes atribuam alguma designação genérica que possa constrangê-los à conformidade doutrinária. "Sufi" não passa de um apelido, como "quacre", que eles aceitam com bom humor. Referem-se a si mesmos como "nós amigos" ou "gente como nós", e reconhecem-se uns aos outros por certos talentos, hábitos ou qualidades de pensamento naturais. As escolas sufistas reuniram-se, com efeito, à volta de professores particulares, mas não há graduação, e elas existem apenas para a conveniência dos que trabalham com a intenção de aprimorar os estudos pela estreita associação com outros sufis. A assinatura sufista característica encontra-se numa literatura amplamente dispersa desde, pelo menos, o segundo milênio antes de Cristo, e se bem o impacto óbvio dos sufis sobre a civilização tenha ocorrido entre o oitavo e o décimo oitavo séculos, eles continuam ativos como sempre. O seu número chega a uns cinqüenta milhões. O que os torna um objeto tão difícil de discussão é que o seu reconhecimento mútuo não pode ser explicado em termos morais ou psicológicos comuns - quem quer que o compreenda é um sufi. Posto que se possa aguçar a percepção dessa qualidade secreta ou desse instinto pelo íntimo contato com sufis experientes, não existem graus hierárquicos entre eles, mas apenas o reconhecimento geral, tácito, da maior ou menor capacidade de um colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sufismo adquiriu um sabor oriental por ter sido por tanto tempo protegido pelo islamismo, mas o sufi natural pode ser tão comum no Ocidente como no Oriente, e apresentar-se vestido de general, camponês, comerciante, advogado, mestre-escola, dona-de-casa, ou qualquer outra coisa. "Estar no mundo mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso temor às pessoas de posição mais elevada - tal é o ideal do sufi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sufis respeitam os rituais da religião na medida em que estes concorrem para a harmonia social, mas ampliam a base doutrinária da religião onde quer que seja possível e definem-lhe os mitos num sentido mais elevado - por exemplo, explicando os anjos como representações das faculdades superiores do homem. Oferecem ao devoto um "jardim secreto" para o cultivo da sua compreensão, mas nunca exigem dele que se torne monge, monja ou eremita, como acontece com os místicos mais convencionais; e mais tarde, afirmam-se iluminados pela experiência real - "quem prova, sabe" - e não pela discussão filosófica. A mais antiga teoria de evolução consciente que se conhece é de origem sufista, mas embora muito citada por darwinianos na grande controvérsia do século XIX, aplica-se mais ao indivíduo do que à raça. O lento progresso da criança até alcançar a virilidade ou a feminilidade figura apenas como fase do desenvolvimento de poderes mais espetaculares, cuja força dinâmica é o amor, e não o ascetismo nem o intelecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iluminação chega com o amor - o amor no sentido poético da perfeita devoção a uma musa que, sejam quais forem as crueldades aparentes que possa cometer, ou por mais aparentemente irracional que seja o seu comportamento, sabe o que está fazendo. Raramente recompensa o poeta com sinais expressos do seu favor, mas confirma-lhe a devoção pelo seu efeito revivificante sobre ele. Assim, Ibn El-Arabi (1165-1240), um árabe espanhol de Múrcia, que os sufis denominam o seu poeta maior, escreveu no Tarju-man el-Ashwaq (o intérprete dos desejos):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se me inclino diante dela como é do meu dever E se ela nunca retribui a minha saudação Terei, acaso, um justo motivo de queixa? A mulher formosa a nada é obrigada"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tema de amor foi, posteriormente, usado num culto extático da Virgem Maria, a qual, até o tempo das Cruzadas, ocupara uma posição sem importância na religião cristã. A maior veneração que ela recebe hoje vem precisamente das regiões da Europa que caíram de maneira mais acentuada sob a influência sufista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz de si mesmo, Ibn El-Arabi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sigo a religião do Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, às vezes, me chamam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastor de gazelas [divina sabedoria]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora monge cristão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora sábio persa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha amada são três -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três, e no entanto, apenas uma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas coisas, que parecem três,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são mais do que uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lhe dêem nome algum,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se tentassem limitar alguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cuja vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda limitação se confunde"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poetas foram os principais divulgadores do pensamento sufista, ganharam a mesma reverência concedida aos ollamhs, ou poetas maiores, da primitiva Irlanda medieval, e usavam uma linguagem secreta semelhante, metafórica, constituída de criptogramas verbais. Escreve Nizami, o sufi persa: "Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Essa linguagem era ao mesmo tempo uma proteção contra a vulgarização ou a institucionalização de um hábito de pensar apropriado apenas aos que o compreendiam, e contra acusações de heresia ou desobediência civil. Ibn El-Arabi, chamado às barras de um tribunal islâmico de inquisição em Alepo, para defender-se da acusação de não-conformismo, alegou que os seus poemas eram metafóricos, e sua mensagem básica consistia no aprimoramento do homem através do amor a Deus. Como precedente, indicava a incorporação, nas Escrituras judaicas, do Cântico erótico de Salomão, oficialmente interpretado pelos sábios fariseus como metáfora do amor de Deus a Israel, e pelas autoridades católicas como metáfora do amor de Deus à Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua forma mais avançada, a linguagem secreta emprega raízes consonantais semíticas para ocultar e revelar certos significados; e os estudiosos ocidentais parecem não ter se dado conta de que até o conteúdo do popular "As mil e uma noites" é sufista, e que o seu título árabe, Alf layla wa layla, é uma frase codificada que lhe indica o conteúdo e a intenção principais: "Mãe de Lembranças". Todavia, o que parece, à primeira vista, o ocultismo oriental é um antigo e familiar hábito de pensamento ocidental. A maioria dos escolares ingleses e franceses começam as lições de história com uma ilustração de seus antepassados druídicos arrancando o visco de um carvalho sagrado. Embora César tenha creditado aos druidas mistérios ancestrais e uma linguagem secreta - o arrancamento do visco parece uma cerimônia tão simples, já que o visco é também usado nas decorações de Natal -, que poucos leitores se detêm para pensar no que significa tudo aquilo. O ponto de vista atual, de que os druidas estavam, virtualmente, emasculando o carvalho, não tem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, todas as outras árvores, plantas e ervas sagradas têm propriedades peculiares. A madeira do amieiro é impermeável à água, e suas folhas fornecem um corante vermelho; a bétula é o hospedeiro de cogumelos alucinógenos; o carvalho e o freixo atraem o relâmpago para um fogo sagrado; a raiz da mandrágora é antiespasmódica. A dedaleira fornece digitalina, que acelera os batimentos cardíacos; as papoulas são opiatos; a hera tem folhas tóxicas, e suas flores fornecem às abelhas o derradeiro mel do ano. Mas os frutos do visco, amplamente conhecidos pela sabedoria popular como "panacéia", não têm propriedades medicinais, conquanto sejam vorazmente comidos pelos pombos selvagens e outros pássaros não-migrantes no inverno. As folhas são igualmente destituídas de valor; e a madeira, se bem que resistente, é pouco utilizada. Por que, então, o visco foi escolhido como a mais sagrada e curativa das plantas? A única resposta talvez seja a de que os druidas o usavam como emblema do seu modo peculiar de pensamento. Essa árvore não é uma árvore, mas se agarra igualmente a um carvalho, a uma macieira, a uma faia e até a um pinheiro, enverdece, alimenta-se dos ramos mais altos quando o resto da floresta parece adormecido, e a seu fruto se atribui o poder de curar todos os males espirituais. Amarrados à verga de uma porta, os ramos do visco são um convite a beijos súbitos e surpreendentes. O simbolismo será exato se pudermos equiparar o pensamento druídico ao pensamento sufista, que não é plantado como árvore, como se plantam as religiões, mas se auto-enxerta numa árvore já existente; permanece verde, embora a própria árvore esteja adormecida, tal como as religiões são mortas pelo formalismo; e a principal força motora do seu crescimento é o amor, não a paixão animal comum nem a afeição doméstica, mas um súbito e surpreendente reconhecimento do amor, tão raro e tão alto que do coração parecem brotar asas. Por estranho que pareça, a Sarça Ardente em que Deus apareceu a Moisés no deserto, supõem agora os estudiosos da Bíblia, era uma acácia glorificada pelas folhas vermelhas de um locanthus, o equivalente oriental do visco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja mais importante o fato de que toda a arte e a arquitetura islâmicas mais nobres são sufistas, e que a cura, sobretudo dos distúrbios psicossomáticos, é diariamente praticada pelos sufis hoje em dia como um dever natural de amor, conquanto só o façam depois de haverem estudado, pelo menos, doze anos. Os ollamhs, também curadores, estudavam doze anos em suas escolas das florestas. O médico sufista não pode aceitar nenhum pagamento mais valioso do que um punhado de cevada, nem impor sua própria vontade ao paciente, como faz a maioria dos psiquiatras modernos; mas, tendo-o submetido a uma hipnose profunda, ele o induz a diagnosticar o próprio mal e prescrever o tratamento. Em seguida, recomenda o que se há de fazer para impedir uma recorrência dos sintomas, visto que o pedido de cura há de provir diretamente do paciente e não da família nem dos que lhe querem bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de conquistadas pelos sarracenos, a partir do século VIII d.C, a Espanha e a Sicília tornaram-se centros de civilização muçulmana renomados pela austeridade religiosa. Os letrados do norte, que acudiram a eles com a intenção de comprar obras árabes a fim de traduzi-las para o latim, não se interessavam, contudo, pela doutrina islâmica ortodoxa, mas apenas pela literatura sufista e por tratados científicos ocasionais. A origem dos cantos dos trovadores - a palavra não se relaciona com trobar, (encontrar), mas representa a raiz árabe TRB, que significa "tocador de alaúde" - é agora autorizadamente considerada sarracena. Apesar disso, o professor Guillaume assinala em "O legado do Islã" que a poesia, os romances, a música e a dança, todos especialidades sufistas, não eram mais bem recebidas pelas autoridades ortodoxas do Islã do que pelos bispos cristãos. Árabes, na verdade, embora fossem um veículo não só da religião muçulmana mas também do pensamento sufista, permaneceram independentes de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1229 a ilha de Maiorca foi capturada pelo rei Jaime de Aragão aos sarracenos, que a haviam dominado por cinco séculos. Depois disso, ele escolheu por emblema um morcego, que ainda encima as armas de Palma, a nossa capital. Esse morcego emblemático me deixou perplexo por muito tempo, e a tradição local de que representa "vigilância" não me pareceu uma explicação suficiente, porque o morcego, no uso cristão, é uma criatura aziaga, associada à bruxaria. Lembrei-me, porém, de que Jaime I tomou Palma de assalto com a ajuda dos Templários e de dois ou três nobres mouros dissidentes, que viviam alhures na ilha; de que os Templários haviam educado Jaime em le bon saber, ou sabedoria; e de que, durante as Cruzadas, os Templários foram acusados de colaboração com os sufis sarracenos. Ocorreu-me, portanto, que "morcego" poderia ter outro significado em árabe, e ser um lembrete para os aliados mouros locais de Jaime, presumivelmente sufis, de que o rei lhes estudara as doutrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi para Idries Shah Sayed, que me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A palavra árabe que designa o morcego é KHuFFaasH, proveniente da raiz KH-F-SH. Uma segunda acepção dessa raiz é derrubar, arruinar, calcar aos pés, provavelmente porque os morcegos freqüentam prédios em ruínas. O emblema de Jaime, desse modo, era um simples rébus que o proclamava "o Conquistador", pois ele, na Espanha, era conhecido como "El rey Jaime, Rei Conquistador". Mas essa não é a história toda. Na literatura sufista, sobretudo na poesia de amor de Ibn El-Arabi, de Múrcia, disseminada por toda a Espanha, "ruína" significa a mente arruinada pelo pensamento impenitente, que aguarda reedificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro único significado dessa raiz é "olhos fracos, que só enxergam à noite". Isso pode significar muito mais do que ser cego como um morcego. Os sufis referem-se aos impenitentes dizendo-os cegos à verdadeira realidade; mas também a si mesmos dizendo-se cegos às coisas importantes para os impenitentes. Como o morcego, o sufi está cego para as "coisas do dia" - a luta familiar pela vida, que o homem comum considera importantíssima - e vela enquanto os outros dormem. Em outras palavras, ele mantém desperta a atenção espiritual, adormecida em outros. Que "a humanidade dorme num pesadelo de não-realização" é um lugar-comum da literatura sufista. Por conseguinte, a sua tradição de vigilância, corrente em Palma, como significado de morcego, não deve ser desprezada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A absorção no tema do amor conduz ao êxtase, sabem-no todos os sufis. Mas enquanto os místicos cristãos consideram o êxtase como a união com Deus e, portanto, o ponto culminante da consecução religiosa, os sufis, só lhe admitem o valor se ao devoto for facultado, depois do êxtase, voltar ao mundo e viver de forma que se harmonize com sua experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sufis insistiram sempre na praticabilidade do seu ponto de vista. A metafísica, para eles, é inútil sem as ilustrações práticas do comportamento humano prudente, fornecidas pelas lendas e fábulas populares. Os cristãos se contentame em usar Jesus como o exemplar perfeito e final do comportamento humano. Os sufis, contudo, ao mesmo tempo que o reconhecem como profeta divinamente inspirado, citam o texto do quarto Evangelho: "Eu disse: Não está escrito na vossa Lei que sois deuses?" - o que significa que juizes e profetas estão autorizados a interpretar a lei de Deus - e sustenta que essa quase divindade deveria bastar a qualquer homem ou mulher, pois não há deus senão Deus. Da mesma forma, eles recusaram o lamaísmo do Tibete e as teorias indianas da divina encarnação; e posto que acusados pelos muçulmanos ortodoxos de terem sofrido a influência do cristianismo, aceitam o Natal apenas como parábola dos poderes latentes no homem, capazes de apartá-lo dos seus irmãos não-iluminados. De idêntica maneira, consideram metafóricas as tradições sobrenaturais do Corão, nas quais só acreditam literalmente os não-iluminados. O Paraíso, por exemplo, não foi, dizem eles, experimentado por nenhum homem vivo; suas huris (criaturas de luz) não oferecem analogia com nenhum ser humano e não se deviam imputar-lhes atributos físicos, como acontece na fábula vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abundam exemplos, em toda a literatura européia, da dívida para com os sufis. A lenda de Guilherme Tell já se encontrava em "A conferência dos pássaros", de Attar (séc. XII), muito antes do seu aparecimento na Suíça. E, embora dom Quixote pareça o mais espanhol de todos os espanhóis, o próprio Cervantes reconhece sua dívida para com uma fonte árabe. Essa imputação foi posta de lado, como quixotesca, por eruditos; mas as histórias de Cervantes seguem, não raro, as de Sidi Kishar, lendário mestre sufista às vezes equiparado a Nasrudin, incluindo o famoso incidente dos moinhos (aliás de água, e não de vento) tomados equivocadamente por gigantes. A palavra espanhola Quijada (verdadeiro nome do Quixote, de acordo com Cervantes) deriva da mesma raiz árabe KSHR de Kishar, e conserva o sentido de "caretas ameaçadoras". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sufis muçulmanos tiveram a sorte de proteger-se das acusações de heresia graças aos esforços de El-Ghazali (1051-1111), conhecido na Europa por Algazel, que se tornou a mais alta autoridade doutrinária do islamismo e conciliou o mito religioso corânico com a filosofia racionalista, o que lhe valeu o título de "Prova do Islamismo". Entretanto, eram freqüentemente vítimas de movimentos populares violentos em regiões menos esclarecidas, e viram-se obrigados a adotar senhas e apertos de mão secretos, além de outros artifícios para se defenderem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o frade franciscano Roger Bacon tenha sido encarado com respeitoso temor e suspeita por haver estudado as "artes negras", a palavra "negra" não significa "má". Trata-se de um jogo de duas raízes árabes, FHM e FHHM, que se pronunciam fecham e facham, uma das quais significa "negro" e a outra "sábio". O mesmo jogo ocorre nas armas de Hugues de Payns (dos pagãos), nascido em 1070 ,que fundou a Ordem dos Cavaleiros Templários: a saber, três cabeças pretas, blasonadas como se tivessem sido cortadas em combate, mas que, na realidade, denotam cabeças de sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual..." De fato, a própria maçonaria começou como sociedade sufista. Chegou à Inglaterra durante o reinado do rei Aethelstan (924-939) e foi introduzida na Escócia disfarçada como sendo um grupo de artesãos no princípio do século XIV, sem dúvida pelos Templários. A sua reformação, na Londres do início do século XVIII, por um grupo de sábios protestantes, que tomaram os termos sarracenos por hebraicos, obscureceu-lhes muitas tradições primitivas. Richard Burton, tradutor das "Mil e uma noites", ao mesmo tempo maçom e sufi, foi o primeiro a indicar a estreita relação entre as duas sociedades, mas não era tão versado que compreendesse que a maçonaria começara como um grupo sufista. Idries Shah Sayed mostra-nos agora que foi uma metáfora para a "reedificação", ou reconstrução, do homem espiritual a partir do seu estado de decadência; e que os três instrumentos de trabalho exibidos nas lojas maçônicas modernas representam três posturas de oração. "Buizz" ou "Boaz" e "Salomão, filho de Davi", reverenciados pelos maçons como construtores do Templo de Salomão em Jerusalém, não eram súditos israelitas de Salomão nem aliados fenícios, como se supôs, senão arquitetos sufistas de Abdel-Malik, que construíram o Domo da Rocha sobre as ruínas do Templo de Salomão, e seus sucessores. Seus verdadeiros nomes incluíam Thuban abdel Faiz "Izz", e seu "bisneto", Maaruf, filho (discípulo) de Davi de Tay, cujo nome sufista em código era Salomão, por ser o "filho de Davi". As medidas arquitetônicas escolhidas para esse templo, como também para o edifício da Caaba em Meca, eram equivalentes numéricos de certas raízes árabes transmissoras de mensagens sagradas, sendo que cada parte do edifício está relacionada com todas as outras, em proporções definidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o princípio acadêmico inglês, o peixe não é o melhor professor de ictiologia, nem o anjo o melhor professor de angelologia. Daí que a maioria dos livros modernos e artigos mais apreciados a respeito do sufismo sejam escritos por professores de universidades européias e americanas com pendores para a história, que nunca mergulharam nas profundezas sufistas, nunca se entregaram às extáticas alturas sufistas e nem sequer compreendem o jogo poético de palavras pérseo-arábicas. Pedi a Idries Shah Sayed que remediasse a falta de informações públicas exatas, ainda que fosse apenas para tranqüilizar os sufis naturais do Ocidente, mostrando-lhes que não estão sós em seus hábitos peculiares de pensamento, e que as suas intuições podem ser depuradas pela experiência alheia. Ele consentiu, embora consciente de que teria pela frente uma tarefa muito difícil. Acontece que Idries Shah Sayed, descendente, pela linha masculina, do profeta Maomé, herdou os mistérios secretos dos califas, seus antecessores. É, de fato, um Grande Xeque da Tariqa (regra) sufista, mas como todos os sufis são iguais, por definição, e somente responsáveis perante si mesmos por suas consecuções espirituais, o título de "xeque" é enganoso. Não significa "chefe", como também não significa o "chefe de fila", velho termo do exército para indicar o soldado postado diante da companhia durante uma parada, como exemplo de exercitante militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade que ele previu é que se deve presumir que os leitores deste livro tenham percepções fora do comum, imaginação poética, um vigoroso sentido de honra, e já ter tropeçado no segredo principal, o que é esperar muito. Tampouco deseja ele que o imaginem um missionário. Os mestres sufistas fazem o que podem para desencorajar os discípulos e não aceitam nenhum que chegue "de mãos vazias", isto é, que careça do senso inato do mistério central. O discípulo aprende menos com o professor seguindo a tradição literária ou terapêutica do que vendo-o lidar com os problemas da vida cotidiana, e não deve aborrecê-lo com perguntas, mas aceitar, confiante, muita falta de lógica e muitos disparates aparentes que, no fim, acabarão por ter sentido. Boa parte dos principais paradoxos sufistas está em curso em forma de histórias cômicas, especialmente as que têm por objeto o Kboja (mestre-escola) Nasrudin, e ocorrem também nas fábulas de Esopo, que os sufis aceitam como um dos seus antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bobo da corte dos reis espanhóis, com sua bengala de bexiga, suas roupas multicoloridas, sua crista de galo, seus guizos tilintantes, sua sabedoria singela e seu desrespeito total pela autoridade, é uma figura sufista. Seus gracejos eram aceitos pelos soberanos como se encerrassem uma sabedoria mais profunda do que os pareceres solenes dos conselheiros mais idosos. Quando Filipe II da Espanha estava intensificando sua perseguição aos judeus, decidiu que todo espanhol que tivesse sangue judeu deveria usar um chapéu de certo formato. Prevendo complicações, o bobo apareceu na mesma noite com três chapéus. "Para quem são eles, bobo?", perguntou Filipe. "Um é para mim, tio, outro para ti e outro para o inquisidor-mor". E como fosse verdade que numerosos fidalgos medievais espanhóis haviam contraído matrimônio com ricas herdeiras judias, Filipe, diante disso, desistiu do plano. De maneira muito semelhante, o bobo da corte de Carlos I, Charlie Armstrong (outrora ladrão de carneiros escocês), que o rei herdara do pai, tentou opor-se à política da Igreja arminiana do arcebispo Laud, que parecia destinada a redundar num choque armado com os puritanos. Desdenhoso, Carlos pedia a Charlie seu parecer sobre política religiosa, ao que o bobo lhe respondeu: "Entoe grandes louvores a Deus, tio, e pequenas laudes ao Diabo". Laud, muito sensível à pequenez do seu tamanho, conseguiu que expulsassem Charlie Armstrong da corte (o que não trouxe sorte alguma ao amo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-6975321752825726396?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/6975321752825726396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=6975321752825726396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6975321752825726396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6975321752825726396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/escrito-por-robert-graves-para-o-livro.html' title='Escrito por Robert Graves, para o livro &quot;Os Sufis&quot;, de Idries Shah'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2639854282193279189</id><published>2011-05-28T13:13:00.000-03:00</published><updated>2011-05-28T13:13:07.665-03:00</updated><title type='text'>FILMES RECOMENDADOS PELO SAINDO DA MATRIX</title><content type='html'>O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ghost - Do outro lado da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexto Sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando com os Mortos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor além da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da Eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Xavier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABRINDO SUA MENTE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Matrix&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Origem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clube da Luta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;K-Pax&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contatos imediatos do 3º grau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vanilla Sky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Network&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metropolis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13º andar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade das sombras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V de Vingança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILOSOFIA E REFLEXÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gattaca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waking life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhos (de Kurosawa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dersu Uzala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ran&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Show de Truman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnólia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da rosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2001: Uma odisséia no Espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última tentação de Cristo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Labirinto do Fauno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensina-me a viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blade Runner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor dos Anéis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder Além da Vida (Peaceful Warrior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APRENDENDO E SE DIVERTINDO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus Cristo Superstar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitiço do Tempo (Groundhog Day)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fabuloso Destino de Amélie Poulain&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wall-E&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerra nas estrelas: O Império Contra-Ataca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exterminador do Futuro 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batman: O Cavaleiro das Trevas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avatar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRON: O legado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FILMES BARRA-PESADA (obsessão, umbral, etc):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drácula (de Bram Stocker)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gin gwai ("The Eye - A Herança", original asiático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ju-On ("O Grito")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shutter ("Espíritos - A Morte Está a Seu Lado")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The ring ("O chamado", tanto o inglês como o original asiático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaio sobre a cegueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hellraiser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advogado do Diabo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Exorcista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Iluminado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A scanner darkly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOCUMENTÁRIOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeitgeist (Manipulação política)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janela da Alma (Percepção de mundo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fahrenheit 9/11 (Atentado às torres gêmeas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No End in Sight (Guerra do Golfo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BBC: Universos Paralelos (Física quântica de verdade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What The Bleep Do We know (Metafísica "quântica")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem somos nós? (Metafísica "quântica")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiros em Columbine (Armas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sicko (Saúde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POST DE SAINDO DA MATRIX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2639854282193279189?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2639854282193279189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2639854282193279189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2639854282193279189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2639854282193279189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/filmes-recomendados-pelo-saindo-da.html' title='FILMES RECOMENDADOS PELO SAINDO DA MATRIX'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-7980054105240545766</id><published>2011-05-21T14:44:00.000-03:00</published><updated>2011-05-21T14:44:59.826-03:00</updated><title type='text'>A Concentrção da Midia</title><content type='html'>Este post&amp;nbsp; mostra como e onde a mídia está concentrada nas mãos de famílias que também controlam a política. Comecemos pelos EUA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GENERAL ELECTRIC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doou 1.1 milhão de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NBC (TV aberta) e MSNBC (cabo e provedor de internet), esta última em parceria com a Microsoft (que doou 2.4 milhões de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ações dos canais Bravo (50%), A&amp;amp;E (25%), History Channel (25%). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Universal Studios (estúdio de cinema)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros investimentos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GE Eletrônicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turbinas pra aviões e reatores nucleares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WESTINGHOUSE &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu diretor Nº 1 é Frank Carlucci (do grupo Carlyle) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CBS (TV aberta) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros investimentos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Westinghouse Electric Company presta serviços à indústria de energia nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIACOM INTERNATIONAL INC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma divisão da Westinghouse/CBS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramount (estúdio de cinema)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MTV, VH-1 (canais de música para jovens)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nickelodeon, Comedy Central&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flix, Blockbuster Video (distribuição de filmes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DISNEY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doou 640 mil dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABC (TV aberta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESPN (esportes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miramax, Buena Vista, Caravan, Marvel Pictures e Touchtone Pictures (estúdios de cinema)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ações minoritárias dos canais A&amp;amp;E, History Channel and E! e TiVo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império Disney, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 selos musicais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 jornais locais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;66 estações de rádio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hyperion (editora de livros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 revistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora Marvel (quadrinhos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infoseek (buscador de internet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oscar.com, NBA.com e NASCAR.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros investimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É grande parceira de Sid R. Bass na produção de petróleo cru e gás natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parceira da Hearst Corporation e General Electric (GE) em 12 canais a cabo e 13 canais fora dos EUA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIME-WARNER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doou 1.6 milhões de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;America Online (AOL) (Provedora de Internet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CNN, HBO, Cinemax, Cartoon Network, Comedy Central (50%), E! (49%), TNT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Warner Brothers, New Line Cinema, Castle Rock (estúdios de cinema e TV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Looney Tunes, Hanna-Barbera (desenhos pra TV, como Tiny Toons e Pernalonga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atlantic, Elektra, Rhino, Sire, EMI, WEA (A Time-Warner é a maior companhia de música do mundo, com 49 empresas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58 revistas, incluindo a Time, Sports Illustrated, People, Fortune, DC Comics (50%) e MAD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amazon.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros investimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos esportes: The Atlanta Braves, The Atlanta Hawks, World Championship Wrestling&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEWS CORPORATION LTD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controlada por Rupert Murdoch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da Philip Morris, doou 2.9 milhões de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controla:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fox (TV aberta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;National Geographic channel, FX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fox International: estações via satélite que incluem a Sky Broadcasting (Inglaterra); VOX (Alemanha); Canal Fox (América latina); FOXTEL (Austrália); STAR TV (Ásia); IskyB (Índia); Bahasa Programming Ltd. (Indonésia) e News Broadcasting (Japão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Twentieth Century Fox, Fox Searchlight (estúdios de cinema)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;132 jornais (113 só na Austrália), incluindo o New York Post e o London Times&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25 revistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HarperCollins (Editora de livros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros investimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Philip Morris USA (braço da multinacional de cigarros)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esportes: LA Dodgers, LA Kings, LA Lakers, National Rugby League&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 companhias aéreas australianas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora você sabe porque qualquer tentativa de investigar à fundo os atentados de 11 de setembro esbarram em silêncio ou descrédito da mídia. Este é um quadro perturbador, com efeitos DIRETOS em todo o mundo (já que todos consomem o american way of life e seus artistas direta ou indiretamente, seja pela TV, shows ou Internet).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil o quadro não é diferente. Segundo artigo de Marco Aurélio Weissheimer, no "Carta Maior":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder midiático no Brasil se concentra nas mãos de algumas poucas famílias e empresas. O maior grupo de comunicação do país, a Rede Globo, possui 227 veículos, entre próprios e afiliados. É o único dos grandes conglomerados que possui todos os tipos de mídia, a maioria dos principais grupos regionais e a única presente em todos os Estados brasileiros. A indústria televisiva domina o mercado da publicidade, detendo cerca de 56,1% de suas verbas. Em segundo lugar vêm os jornais, com 21,5%, as revistas com 10,6% e as rádios com 4,9%. Todos os outros veículos somados chegam a 6,9% do mercado publicitário. Sozinha, a Rede Globo detém mais da metade do mercado televisivo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do imenso poderio da Globo, outros seis grandes grupos regionais se destacam. A família Sirotsky comanda a Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), controlando o mercado midiático no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A família Jereissati está presente no Ceará e em Alagoas. A família Daou tem grande influência no Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. A mídia da Bahia pertence à família Magalhães. No Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, os negócios são controlados pela família Zahran. E, por fim, a família Câmara tem grande influência em Goiás, Distrito Federal e Tocantins. Segundo dados da Associação Nacional de Jornais, relativos ao período 2001-2003, apenas 6 grupos empresariais concentram a propriedade de mais da metade da circulação diária de notícias impressas no país. Sozinhos, estes veículos respondem por cerca de 55,46% de toda produção diária dos jornais impressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele esqueceu o Maranhão, que é dominado pela família Sarney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália temos Silvio Berlusconi (pesquisem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceberam a conexão mídia/política? Então antes de encher a boca pra falar do PIG, ou da mídia golpista, pense nas ligações dessas famílias, de vários partidos que aparentemente "brigam" entre si, mas sempre mantendo seus feudos e seus interesses. São 133 parlamentares que possuem alguma ligação com empresas de comunicação, sejam eles donos ou tendo um parente como dono. Coincidência? Não. Nem o almoço da Dilma com Lili Marinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - Discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este post é dedicado ao deputado Paulo César (PR-RJ), que 2 meses depois de aprovar um aumento de 61% pra ele mesmo, resolveu defender o não-aumento do salário mínimo pra R$ 600 com o brilhante argumento: graças ao governo "Todo trabalhador pode ter seu telefone celular, seu computador, sua televisão de plasma", podendo, assim, esperar um ano pra ter um salário de R$ 612 reais (WOW!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefones, computadores e televisões... mídia, tudo o que nós precisamos pra continuar vivendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAINDIO DA MATRIX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-7980054105240545766?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/7980054105240545766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=7980054105240545766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7980054105240545766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7980054105240545766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/concentrcao-da-midia.html' title='A Concentrção da Midia'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2916244991043645205</id><published>2011-05-21T14:36:00.000-03:00</published><updated>2011-05-21T14:36:55.079-03:00</updated><title type='text'>o excesso de informação nos torna idiotas</title><content type='html'>Quando o escritor norte-americano Nicholas Carr começou a pesquisar se a internet estava arruinando nossas mentes, assunto de seu novo livro, ele restringiu seu acesso à internet, deu um tempo no e-mail e desligou suas contas no Twitter e no Facebook.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu novo livro The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains, ele diz que a rede está nos privando da capacidade aprofundada de raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carr levantou em 2008 a questão controversa de que "o Google estaria nos deixando idiotas" e decidiu aprofundar sua pesquisa sobre como a rede afeta nosso cérebro. Seu livro examina a história da leitura e a ciência de como o uso de diferentes mídias afeta nossa mente. Explorando como a sociedade passou da tradição oral para a palavra escrita e depois para a internet, ele detalha como nosso cérebro se reprograma para se ajustar às novas fontes de informação. Ler na internet mudou fundamentalmente a forma como usamos nosso cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de textos, fotos, vídeos, músicas e links para outras páginas combinada com incessantes interrupções na forma de mensagens de texto, e-mails, atualizações do Facebook e feeds de RSS fez com que nossas mentes se acostumassem a catalogar, arquivar e pesquisar informações. Desta forma, desenvolvemos habilidades para tomar decisões rapidamente, especialmente visuais. Por outro lado, cada vez lemos menos livros, ensaios e textos longos – que nos ajudariam a ter foco, concentração, introspecção e contemplação. Ele diz que estamos nos tornando mais bibliotecários – aptos a encontrar informações de forma rápida e escolher as melhores partes – do que acadêmicos que podem analisar e interpretar dados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência de foco obstrui nossa memória de longo prazo e nos torna mais distraídos. "Nós não nos envolvemos com as funções de interpretação de nossos cérebros", diz. Ele ainda afirma que, por séculos, os livros protegeram nossos cérebros de distrações, ao fazer nossas mentes focalizarem um tema por vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com aparelhos como o Kindle e o iPad tornando-se comuns, Carr prevê que os livros também mudarão. "Novas formas de leitura requerem novas formas de escrita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escritores suprem a necessidade crônica de uma sociedade distraída, eles inevitavelmente evitarão argumentos complexos que requerem atenção prolongada e escreverão de forma concisa e aos pedaços, Carr prevê. Ele inclusive sugere um exercício para aqueles que sentem que a internet os tornou incapazes de se concentrarem: diminuam o ritmo, desliguem a web e pratiquem habilidades de contemplação, introspecção e reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem claro pelo que já sabemos sobre a ciência do cérebro que, se você não exercita habilidades cognitivas específicas, você acaba as perdendo. Se você se distrai facilmente, não pensará da mesma forma que pensa se você presta atenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nicholas Carr)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas dizem que fazer malabarismo com e-mail, celular e outras fontes de informação muda a maneira como as pessoas pensam. Nossa concentração está sendo prejudicada pelo fluxo intenso de informação. Esse fluxo causa um impulso primitivo de resposta a oportunidades ou ameaças imediatas. O estímulo provoca excitação - liberação de dopamina - que vicia. Na sua ausência, vem o tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto muita gente diz que fazer várias coisas ao mesmo tempo aumenta a produtividade, pesquisas mostram o contrário. As multitarefas dificultam a concentração e a seleção necessárias para ignorar informações irrelevantes. E mesmo depois que a pessoa se desliga, o pensamento fragmentado continua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estudiosos de Stanford, a dificuldade de se concentrar só no que interessa mostra um conflito cerebral, que vem da nossa evolução. Parte do cérebro age como uma torre de controle, ajudando a pessoa a se concentrar nas prioridades. Partes primitivas, como as que processam a visão e o som, querem que ela preste atenção às novas informações, bombardeando a torre de controle. Funções baixas do cérebro passam por cima de objetivos maiores, como montar uma cabana, para alertar sobre o perigo de um leão por perto. No mundo moderno, o barulho do e-mail chegando passa por cima do objetivo de escrever um plano de negócios ou jogar bola com o filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas outras pesquisas mostram que o cérebro também se adapta. Usuários de internet têm mais atividade cerebral do que não usuários. Eles estão ganhando novos circuitos de neurônios. Isso não é necessariamente bom, porque não significa que estamos nos tornando mais inteligentes. Nossas crianças nascem sabendo programar o microondas e mexer nas configurações da TV, mas ao crescerem terão menos senso crítico e independência que as outras gerações. Estarão TERRIVELMENTE acostumadas a terem tudo pronto, mastigado, desde a pipoca de microondas até as notícias que recebem. Ficaremos parecidos cada vez mais com os gordinhos do filme Wall-E, imersos na informação de tal ponto que falarão com os colegas DO LADO via MSN (e isso já acontece nas empresas!). Com as relações sociais tradicionais sendo destruídas e trocadas por uma virtual, quem detiver o controle dos meios de tráfego virtual controlará as relações sociais. E vocês acham que os governantes já não sabem disso? Por que será que Obama teve uma reunião com todos os donos dos "corredores de informação"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música também é uma forma de induzir a mudanças no cérebro. Ajuda a manter o "gado", tão interessante para quem controla as engrenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo foi conduzido por cientistas em um grupo de ratos para estudar os efeitos da música rock. O grupo de ratos que foi exposto à música rock foi ficando progrssivamente mais desorientado em testes, e por fim se tornaram incapazes de completar o labirinto. Quando os cérebros destes ratos foram dissecados, verificou-se que eles foram submetidos a mudanças estruturais anormais. Os neurônios em seu cérebro (em especial na região do hipocampo, que é conhecido por ser importante na aprendizagem e na formação da memória) cresceram de forma descontrolada em todos os sentidos, sem fazer conexão com outros neurônios. Aumentos significativos no RNA mensageiro, que está envolvido na formação da memória, também foram encontrados. Eu achei essa notícia um pouco exagerada, e por não ter o NOME dos pesquisadores, resolvi pesquisar mais e encontrei o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante David Merrill repetiu a experiência e chegou a conclusões parecidas, mas não pôde ir muito longe pois os ratos que ouviam rock mataram uns aos outros. O estudo de G. M. Schreckenberg e H. H. Bird (1988) demonstra que ratos expostos a música desarmônica (ou seja, sem harmonia) desenvolveram danos nos nervos cerebrais e "degradação do comportamento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a configuração do cérebro vai mudar SIM, especialmente se forem expostas crianças a isso (como vimos no começo do documentário Zeitgeist: Moving Forward). Nos EUA e no Brasil 20% das crianças sofrem algum tipo de distúrbio mental, enquanto 5 MILHÕES de crianças e adolescentes nos EUA sofrem de distúrbio mental GRAVE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é minha intenção culpar o rock - até porque eu gosto e acho que é apenas UM aspecto do problema - mas sim a exposição a um determinado tipo de som. Ele muda dependendo do país e grupo social, mas somos BOMBARDEADOS por tipos de som cuja semelhança entre eles é ser estressante, percussivo ao extremo e longe de qualquer harmonia. Cada vez mais nossas "musas" e "musos" pop vão promovendo sons mais e mais bizarros, longe do tipo de música que nos cativou no começo de suas carreiras e chegando muito próximo dos sons que são usados pra simular drogas (e não creio que seja uma mera coincidência). Me chamem de teórico da conspiração se quiserem, mas não deixem de meditar no que leram, e observar com certo distanciamento as "informações" que pipocam ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAÚDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar mais de quatro horas por dia em frente à televisão aumenta o risco de sofrer doenças cardiovasculares e inclusive o de morrer, revela um estudo divulgado hoje pela imprensa australiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A probabilidade de sofrer doenças cardiovasculares é 80% superior a de quem passa menos tempo, e a de morrer aumenta 46%. Até porque ver TV engorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concretamente, cada hora em frente a uma televisão representa um risco de morte 11% maior, de acordo com a pesquisa realizada com 8.800 pessoas e divulgada na publicação científica "Circulation: Journal of the American Heart Association". O cientista David Dunstan afirmou que o problema é causado pela falta de mobilidade, que impede que o organismo processe de maneira adequada açúcares e gorduras. Não importa que se façam exercícios diários - o dano vem do tempo prolongado que se passa sentado diante de uma tela, segundo Dunstan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 8.800 pessoas pesquisadas, entre 25 e 50 anos de idade e que se uniram ao projeto entre 1999 e 2000, realizavam entre meia e uma hora de exercícios diários e, no entanto, 284 morreram em seis anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunstan indicou que a pesquisa enfocou particularmente os casos de gente que vive junto à televisão, mas as conclusões são aplicáveis a qualquer outra atividade sedentária, como as pessoas que passam o dia jogando computador. O pesquisador lembrou que "o corpo humano foi feito para se movimentar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três em cada quatro norte-americanos serão obesos em 2020. Você não vê esse padrão de beleza na mídia, vê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os passageiros de Wall-E, não temos interesse no mundo que nos cerca, nem no que nos reserva o futuro. Não enquanto tivermos distração suficiente pra preencher nossos dias vazios e "modelos" pra satisfazer nossos desejos por nós. Quem é a mão que nos "alimenta"? Quem manda no "capitão" desse navio? Pretendo fazer um post sobre os efeitos do que comemos e bebemos diariamente, e como as grandes indústrias estão por trás de um lento envenenamento que nos torna fracos, doentes, estúpidos e favorece o lucrativo comércio dos remédios e planos de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver TV eleva risco de morte;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentração e distração;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abuso de aparelhos eletrônicos provoca conflito cerebral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2916244991043645205?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2916244991043645205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2916244991043645205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2916244991043645205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2916244991043645205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/o-excesso-de-informacao-nos-torna.html' title='o excesso de informação nos torna idiotas'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-8637521734820516755</id><published>2011-05-21T10:30:00.000-03:00</published><updated>2011-05-21T10:30:35.882-03:00</updated><title type='text'>METRÓPOLIS...FRITZ LANG</title><content type='html'>Metropolis foi o filme mais caro de sua época, e um marco do expressionismo alemão. Durou quase 1 ano e meio pra ser feito e envolveu cerca de 37 mil extras. Dirigido por Fritz Lang e escrito por ele e Thea von Harbou (esposa de Lang), mostrava um futuro distópico que influenciou gerações de escritores e cineastas até hoje, e deu fruto a filmes, jogos e livros como 1984, Blade Runner, Robocop, Final Fantasy 7, Bioshock, Bastardos Inglórios, o movimento Steampunk, o cinema Noir, entre outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme estreou em grande estilo, em 1927, em Berlim. O marechal von Hindenburg estava presente à estréia, assim como a nata da sociedade alemã. Apesar da boa reação da estréia e da crítica, o filme foi um fracasso de público e bilheteria, quase afundando a produtora. Muitos acharam o filme longo demais, então ele foi severamente cortado para distribuição no resto do mundo. O filme se tornou cult, mas a versão original ficou perdida para sempre, e durante décadas achamos que nunca mais veríamos Metropolis como fora planejado. Mas eis que em 2008 (isso mesmo, 80 anos depois!) foi encontrada uma cópia do original em péssima qualidade, na Argentina. Fizeram então a versão definitiva, lançada no final de 2010, juntando as melhores partes restauradas de cada cópia que puderam encontrar pelo mundo, e o resultado salta aos olhos. Quem (como eu) viu a versão de Giorgio Moroder - feita em 1984 com uma trilha sonora futurista - vai achar que está vendo outro filme, e de óculos, pois a imagem está nítida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINOPSE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo futurístico - que é a extrapolação da revolução industrial - a sociedade vive em uma verdadeira metrópole não muito diferente da nossa (com direito até a engarrafamentos!). Porém ela está rigidamente dividida em duas grandes classes: Os cidadãos na cidade superior, curtindo o melhor que a tecnologia pode proporcionar em termos de transporte e diversão, e embaixo os operários, vivendo numa cidade subterrânea com suas famílias e trabalhando 10 horas por dia em condições terríveis para manter as máquinas que fazem com que as regalias da cidade superior não parem nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comandados de cima pelo industrial frio e calculista Joh Fredersen, esses operários-escravos vivem uma vida de trabalho duro, e pipocam aqui e ali planos de revolta dos trabalhadores. Essa revolta é aplacada por Maria, uma mulher simples da classe trabalhadora, que com seu encanto prega a compreensão e o amor aos "irmãos" da cidade alta, e lhes promete que um dia chegará um mediador vindo do "alto" que supostamente lhes dará melhores condições de vida (embora isso não seja dito). Esse mediador acaba sendo o filho do industrial Fredersen, Freder, que ao se apaixonar por Maria resolve descer à cidade subterrânea e se comove com a vida dos operários, decidindo até mesmo trocar de lugar com um deles pra se aproximar de Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Joh Fredersen descobre que Maria exerce grande influência nos trabalhadores e resolve, com a ajuda de Rotwang (uma espécie de cientista maluco), raptá-la e trocá-la por uma réplica perfeita - um robô - e assim incitar a revolta de forma desordenada entre os trabalhadores, dando motivos para o poder público usar a violência de forma "justificada" e assim aniquilar qualquer pretensão legítima dos trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de botar o plano em prática, Rotwang (que também usa magia negra) resolve testar a falsa-Maria entre os 100 mais ricos de Metropólis, manipulando-os através do entretenimento e da luxúria. Uma vez corrompida e controlada a burguesia, é hora de incitar os trabalhadores a se rebelar e quebrar as máquinas. Pregando o ódio, a falsa-Maria cega os trabalhadores para o alerta de Freder (a esta altura misturado aos trabalhadores) de que a verdadeira Maria nunca diria isso, e para o fato de que a quebra das máquinas prejudicaria mais aos trabalhadores e suas famílias do que as pessoas de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inconsequentemente, os trabalhadores quebram a máquina principal - com a conivência de Joh Fredersen, no que me lembrou muito o 11 de setembro - mas esquecem suas crianças na cidade subterrânea, que começa a quebrar e ser inundada pelas águas. O clímax do filme eu não vou contar, até porque não importa na análise, mas no fim chega-se a termos entre a cabeça (Joh Fredersen) e as mãos (Os trabalhadores) através do coração .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANÁLISE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos tirar várias "lições" do filme, e ver claramente a recriação do mito cristão do Salvador com aspectos gnosticistas. O Demiurgo é o industrial Joh Fredersen, criador de Metrópolis, que no começo do filme pode ser visto com um compasso na mão (Arquiteto do Universo). O filho dele é o Salvador, o eon Christós, que literalmente DESCE ao plano de existência dos necessitados para trazer auxílio e esperança. Maria é a profeta que pregava a vinda do Salvador, mas também é o aspecto feminino do mesmo, a Anima (a luz nas trevas, enquanto prega nas catacumbas, como os primeiros cristãos), mas que se converte na Sombra (a falsa-Maria) através da ganância, manipulação e maldade, representadas pela ciência/conhecimento/magia à serviço de um monopólio (simbolizando o anti-natural, o maquinal, o estafante e o opressor, tirando a humanidade das pessoas). Na Gnose o povo eleito do Demiurgo são os judeus, e é impossível não notar que o cientista tem por toda a sua casa o símbolo do pentagrama em todas as portas (lembrem-se, essa era a Alemanha 6 anos antes de Hitler chegar ao poder, e o caldeirão de despeito e ódio aos judeus já estava em ebulição em várias partes da Europa). Esse antisemitismo disfarçado estava mais na mente da autora do que do diretor, pois em 1933 ela se tornou uma nazista devotada, enquanto Lang - que não era simpatizante do regime (sua mãe era judia convertida) - acabou o casamento e fugiu da Alemanha para Paris, onde chegou a dirigir filmes anti-nazistas, para então refugiar-se nos EUA, onde continuou sua carreira de diretor e ajudou a criar o estilo cinematográfico "cinema noir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos também uma pitada de Hermetismo tanto no texto que apresenta a cidade como na disposição visual do mesmo, que começa com uma pirâmide e termina com outra pirâmide invertida, lembrando o aforismo "O que está em cima é análogo ao que está em baixo", ambos os lados com líderes e massas manipuláveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na revolta contra as máquinas percebe-se que a massa, instigada por uma figura carismática (a falsa-Maria, em quem confiavam) ficou cega para o verdadeiro foco do problema (tratamento sub-humano e segregação social) e para as consequências de seus atos, e assim quase sacrificou seu futuro (representado pelas crianças). É irônico perceber que a sociedade alemã (e a própria autora) cairia poucos anos depois nesse truque e sacrificaria, de bom grado, toda uma geração de jovens e adolescentes na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final é ambíguo. Parece sinalizar uma oportunidade de melhores condições de vida para os trabalhadores (através do mediador), mas também pode ser lido como um engodo, uma solução pacífica para manter o status quo: a figura do intermediário, a mídia, apelando para os sentimentos. Infelizmente é a leitura cínica do final que prevaleceu na cartilha dos poderosos, que utilizam Metropolis como um guia para nos manter sedados, oprimidos e sem voz, com ocasionais "líderes de fachada" que parecem ter vindo da classe trabalhadora, mas que no fim só representam os interesses da burguesia.&lt;br /&gt;DESIGN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O design do filme e seus personagens marcaram o mundo do cinema, e consciente ou inconscientemente suas imagens inspiraram centenas de filmes, capas de revistas, discos e games até os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura de Metropolis influenciou não só "Blade Runner"... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...como a Gotham City de "Batman Begins", com seus monotrilhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem as tiras no corpo de Leeloo ("O quinto elemento") e Maria. Ambas estão em um tubo de vidro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família reunida: C3PO, Maria e Robocop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotwang perdeu a mão enquanto criava o robô - uma alusão ao preço que se paga pelo poder do mal - e a substituiu por uma prótese mecânica. O personagem do filme de Kubrick, "Dr. Strangelove", é uma homenagem a Rotwang, assim como George Lucas o fez em "O Retorno de Jedi", quando Luke Skywalker olha pra mão mecânica (coberta com a mesma luva preta) e percebe que está sendo tomado pelo lado negro da Força&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme "As Panteras" homenageou Metropolis incorporando um personagem do filme, o vilão conhecido apenas como "Thin-Man" (homem magro). Como é um personagem de cinema mudo, ele simplesmente não fala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Brown ("De volta para o futuro") possui uma clara inspiração no Rotwang, cuja atuação exagerada (caracteristica do expressionismo alemão) se perpetua como o registro definitivo do cientista louco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princesa Amidala, do filme Star Wars Ep. I, quando está disfarçada de camponesa/trabalhadora usa esta coisa na cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janelle Monáe fez dois álbuns inspirados em Metropoli&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Kraftwerk fez uma música chamada "Metropolis" (do album "The Man machine") que sincroniza com os primeiros minutos do filme:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-8637521734820516755?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/8637521734820516755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=8637521734820516755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8637521734820516755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8637521734820516755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/metropolisfritz-lang.html' title='METRÓPOLIS...FRITZ LANG'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2170673444164447812</id><published>2011-05-21T10:24:00.000-03:00</published><updated>2011-05-21T10:24:53.250-03:00</updated><title type='text'>Assasino de Realengo</title><content type='html'>Embora a conclusão pareça chocante ou pedante, é preciso encarar com frieza a situação em que nos encontramos e separar o joio do trigo. Existem denominações cristãs que se baseiam fundamentalmente no Velho Testamento. Como já disse aqui, é mais fácil de arranjar desculpas pra o dízimo no Velho Testamento. O problema é que, enquanto o Velho Testamento é estudado com afinco e cuidado pelos judeus (de preferência em HEBRAICO, a língua original), preservando muito mais uma interpretação espiritual do que uma literal, os nossos cristãos são exatamente o oposto: incultos quanto ao significado histórico e social do que lêem, vítimas das interpretações distorcidas dos pastores (que ficam usando frases aleatoriamente em contextos diversos) e profundamente impressionáveis. São presas fáceis do fundamentalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassino usou em sua carta de despedida termos como "impuros" de forma puramente sexual (pessoas que tiveram relação antes do casamento ou que praticaram adultério) igonorando que no Evangelho uma pessoa pode ficar "impura" por mil outras razões (comer porco, por exemplo). Não consigo tirar da cabeça que a maioria esmagadora das vítimas foi de meninas, o que pode ser OUTRA distorção religiosa da cabeça dele, de que as mulheres como um todo são "impuras" (no judaísmo elas só ficam "impuras" no período de menstruação). Querem ver como isso é possível? Pesquisei no Google as palavras "mulheres impura" e um dos primeiros links me levou a um site que contém generalizações que acabam por englobar a mulher, em seu aspecto sensual, como IMPURA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sete pecados... O pecado da impureza, também conhecido pelo nome de “luxúria”, a princípio não parece ser muito venenoso. Ele vem disfarçado em beleza, em algo desejável e vantajoso.., o diabo embala a impureza como se fosse uma jóia preciosa, e a sua aparência tem iludido os homens mais fortes do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. O homem sem discernimento que ler isso (ainda mais um esquizofrênico passando por sérios problemas de rejeição) vai associar imediatamente a luxúria à mulher, e a mulher ao diabo. E continua:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impureza tem a ver com todos os tipos de pecados relacionados com o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está presente na vida de quem tem apreciação por revistas eróticas, ou filmes e programas de televisão desse tipo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impureza está presente no namoro com beijos, abraços e carícias íntimas, em locais públicos ou escondidos, ao ponto de levar o casal à excitação sexual.., isso é impureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paixão por piscina ou praia, onde os homens vão interessados em ver mulheres sensuais e onde as mulheres vão interessadas em mostrar seus dotes físicos tentadores.., é impureza. Não é impuro frequentar piscina ou ir à praia, mas a motivação pode ser impura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impureza também está presente nas conversas com palavreados obscenos ou palavrões e em certos gestos do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora temos um prato cheio pra o fundamentalista olhar pela sua janela e apontar uma impura a cada 2 minutos. Nossa sociedade exala sensualidade, as roupas são mínimas, o jeito de andar das brasileiras é naturalmente sensual, e infelizmente essa sensualidade exarcebada chega cada vez mais com força em nossas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, o pecado de cor vermelha carmesim, hoje tem ganhado cores e zomba do moço e da moça que buscam uma vida pura e limpa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo da escravidão no nosso país, os escravos eram identificados pela marca do seu dono. Assim também acontece quando as pessoas se deixam dominar pelo pecado... as marcas dele ficam estampadas, bem nítidas, nos escravos do pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você sabe, alguns têm olhos vermelhos... outros têm olheiras, aquela cor cinza-azulado em volta dos olhos.., outros tem as bochechas do rosto inchadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que são escravos do pecado do orgulho, tem o sobranceiro levantado.., os que são escravos da impureza, tem o olhar lascivo, sensual, marcas bem nítidas de suas perversões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WTF!? Agora os impuros podem ser identificados? A esquizofrenia aqui alcança seu apogeu. Primeiro com a diferenciação dos "moços que buscam uma vida pura e limpa" (lembram da carta?) e os impuros com certas "marcas" que deixam muito pra imaginação do louco que se identificar com esta paranóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém também deve subestimar o poder da impureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sansão, o homem mais forte da História, brincou com a impureza... fez dela uma espécie de esporte, pensando que podia controlá-la.., mas acabou sendo controlado por ela, porque a impureza arruinou toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei Davi também se deixou levar pelo engano da impureza, e num momento de fraqueza, foi dominado por ela... teve anos de vida muito tristes, até que se arrependeu e voltou para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, duas referências a mulheres, agora chamadas literalmente de "impurezas". E o único modo de se limpar das impurezas é aceitar Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Jesus acharia disso tudo? Olha, ele tem uma resposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mat 15:7-11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina. [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.] (...) Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios, a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mar 7:15-23)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não tem nada a ver com diabo, beleza, sedução, mulher, sexo, coisas EXTERNAS, mas sim do seu CORAÇÃO. Seus PENSAMENTOS. Se seus pensamentos gravitam em torno de quão impuro é seu vizinho gay, ou o quanto aquela mulher está "perdida" por se divertir na balada a chance de que os SEUS pensamentos impuros estejam deixando VOCÊ impuro é muito maior do que aquele que você está julgando ser de fato impuro. Nunca esqueça da soberba (listada ali em cima) e de que Jesus não julgou a mulher adúltera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fato digno de nota que distingue a natureza de Jesus da do Velho Testamento é no episódio de Elias, descrito em II Reis 1:9-12:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei Acazias adoeceu e pediu a mensageiros que fossem consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom, sobre sua saúde. Eis que Elias ficou sabendo e disse aos mensageiros: "Por acaso não existe Deus em Israel, pra você ir consultar o outro?". Então o rei enviou um capitão com cinqüenta soldados para buscar Elias, o tisbita. O capitão achou Elias, e ordenou dizendo: "Homem de deus, o rei diz: Desce conosco". Elias respondeu: "Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu, e te consuma a ti, e aos teus cinqüenta”. E desceu fogo do céu, e os consumiu. O rei mandou outro capitão com mais cinqüenta, e o episódio se repetiu. Morreram 102 pessoas inocentes, tudo pra provar que o Deus de Israel é quem devia ter sido consultado pelo rei, no lugar do deus do vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que Jesus acha disso? Em Lucas 9:51-56 Jesus estava indo pra Jerusalém e enviou dois mensageiros na frente, pra lhe reservarem uma pousada numa aldeia de samaritanos. Ora, os samaritanos (que nem se consideram judeus) negam estadia a Jesus! Mas que despeito, pensam logo seus discípulos, Tiago e João. Como ousam? Tomados de brio, eles disseram a Jesus: "Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?" (como Elias também fez). Jesus, porém, repreendeu-os e disse: "Vocês não sabem qual tipo de espírito vocês são. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las". E foram para outra aldeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui procurar no original grego pra conseguir essa frase em negrito na tradução mais próxima do fiel, pois sinto que ela possui uma profundidade pra se meditar por dias, meses, quiçá uma vida. Dois dos discípulos de Jesus, entre eles João, o evangelista (talvez o "discípulo mais amado" por Jesus), carregados de soberba, tramam contra a vida daqueles que, por crenças e pensamentos diferente dos deles, lhes negam alguma coisa que não lhes é de direito (importante frisar). Procuram invocar a ira de Deus contra os "infiéis", mas o que Jesus lhes diz? "Vocês não sabem qual tipo de espírito vocês são". Desmontou-os. De "Portadores da Vontade de Deus na Terra" a NADA em uma frase. Estavam completamente enganados... que bom que havia um Jesus ali para lhes dizer. E quantos aqui não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da Matrix&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2170673444164447812?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2170673444164447812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2170673444164447812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2170673444164447812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2170673444164447812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2011/05/assasino-de-realengo.html' title='Assasino de Realengo'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-3700950545333571666</id><published>2010-08-16T09:30:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T09:30:43.684-03:00</updated><title type='text'>Lady Gaga, Britney Spears, Shakira, Christina Aguilera.........</title><content type='html'>Lady Gaga, Britney Spears, Shakira, Christina Aguilera. Além de serem "cantoras" e loiras, qual a outra semelhança entre elas? Seus clipes, onde o sensual se confunde com o grotesco. Propositalmente. &lt;p&gt;A perversão do sexo não é algo novo; é tão velho quanto a humanidade, e segue a tendência do ser humano de perverter tudo. Boas idéias às vezes surgem disso, como duas mulheres besuntadas de óleo se agarrando num ringue de gel, mas a verdadeira perversão a que me refiro é a das IDÉIAS, conceitos, e não de posições ou preferências sexuais (então não adianta vir com bandeiras e defesa de movimentos, que não tem nada a ver com isso).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A gota d'água que me fez escrever isso foi o clipe da Christina Aguilera "&lt;a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=iQQvmjHoB00"&gt;Not Myself Tonight&lt;/a&gt;". Eu estou longe (muito longe) de ser um puritano, e confesso que a experiência de ver a Christina de calcinha vermelha foi maravilhosa, mas o saldo geral que ficou foi triste, uma saturação de imagens e situações que eu preferia não ter tido, ainda mais vendo um videoclipe. O último clipe da Lady Gaga foi como uma visita ao inferno, com ela de guia turístico. Não era sexy, não era atraente, então qual o atrativo aqui? Perversão? É isso que estamos cultivando como valores visuais, sociais e de promoção? (não vou falar de moral aqui, afinal clipes não são aulas de moral e cívica). É inegável que o entretenimento em massa exerce uma influência considerável na sociedade, especialmente nas novas gerações. Somos irmãos mais novos da Madonna, da sua fase "Vogue" e "Erotica", e hoje vemos ela ser imitada na MTV (algo que é publicamente reconhecido por todas essas cantoras listadas acima). Só que Madonna seguiu em frente: Ela teve fase sexy, espanhola, eletrônica, wicca, mãe-de-família, disco, etc. A imagem que Madonna passa é de uma mulher completa, bem resolvida, que curtiu tudo o que tinha de curtir e pode assumir qualquer faceta de sua personalidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E hoje, o que cultuamos? Uma fração do que Madonna foi, e potencializamos isso ao ponto do grotesco. A imagem que passa para as mulheres (especialmente as novinhas, que estão em formação de caráter e são "amamentadas" pela mídia) é a de que pra se impor é preciso ser uma &lt;i&gt;dominatrix&lt;/i&gt;, ou seja, transbordando sexo pelos poros e com uma postura excessivamente MASCULINA. ISSO é perversão. Se formos buscar isso em Madonna vamos achar sua fase andrógina, com várias posturas masculinizadas (demonstrações de "força" e "poder") aqui e ali mas nunca uma &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('A coisa está tão ridícula que pra o próximo clipe da Lady Gaga ser realmente chocante ela vai ter de se VESTIR com saia até os tornozelos.');" onmouseout="nd();"&gt;caricatura&lt;/a&gt; como vemos hoje. Então não, isso não é uma homenagem à Madonna, isso não é uma libertação da mulher, na verdade isso não é nem uma mulher, e sim um subproduto grotesco da mídia que tem por trás o desejo de uma certa parcela dos produtores de conteúdo (que dominam o mundo da moda) de subtrair o verdadeiro poder e papel da mulher na sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando se diz o ditado "por trás de um grande homem tem sempre uma grande mulher" erroneamente se concebe um verdadeiro líder, viril, e uma mulher submissa e compreensiva que, com seu sacrifício, ajudou-o a estar ali. Quando crescemos e conhecemos a natureza feminina é que percebemos que ELA é quem o moldou (ou manipulou) para que ele chegasse ali (muitas vezes sem que ele o perceba). Seja como mãe, namorada, amiga ou esposa, a mulher é como um rio que, com sua força, marca a fundo a geografia masculina e nos irriga com vida e, às vezes, destruição. É uma potência divina, e como tal deve ser usada e dosada. Quando se &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Ou seja, se pega um potencial e o enfraquece até se transformar na caricatura de um outro (como botar orelhas de coelho num cachorro). Quero deixar bem claro o uso dessa frase pra evitar flames nos comentários. Sei que há aqueles que SÃO coelhos e estão num corpo de cachorro.');" onmouseout="nd();"&gt;PERVERTE&lt;/a&gt; essa energia (e não estou falando de sexo) estamos na verdade criando diques e desvios nesse rio que, sabemos, irão causar transtornos ao ecossistema e até mesmo a morte desse rio (e o &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mar_morto"&gt;Mar Morto&lt;/a&gt; é um exemplo dessa exploração errada).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conheço adolescentes "criadas" por Britney Spears que acham legal se comportarem e se vestirem como prostitutas (embora não o sejam de fato). Numa fase onde a auto-afirmação é fator predominante e a personalidade está cristalizando, que tipo de gente estamos criando? Os japoneses são os reis da perversão. E são o exemplo mais pungente do sentido em que quero usar essa palavra. Primeiro, porque a sociedade CASTRA a sexualidade explícita japonesa em TODAS as mídias de forma cínica, que foca tão-somente nos órgãos genitais (o que já é uma perversão). O resultado é que os japoneses desenvolveram novas formas de explorar sua sexualidade graficamente, e com o passar do tempo o que era uma metáfora virou o objeto de adoração! Calcinhas usadas são mais valorizadas por eles que o "conteúdo", se é que você me entende. Os caras lá tem uma tara por tentáculos (isso mesmo, TENTÁCULOS de polvo! Freud explica) penetrando por todos os orifícios das mulheres. A mulher de lá, submissa culturalmente por milênios, até hoje é uma "vítima" do sexo e aprendeu a associar dor e violação como "prazer" no ato sexual. E tudo isso são perversões que vão destruindo o bom viver (se não acham, perguntem às japonesas molestadas nos metrôs) e corrompendo um dos pontos de maior sustentação de uma sociedade, que são as mulheres! Mas, mesmo com toda essa perversão, os japoneses ainda têm arraigados na sociedade a idéia de família e educação como base de lançamento para a vida. Nós, ocidentais, não temos. Então, o que será da gente?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Posso parecer um velho rabujento valorizando o passado, mas não é o caso. Adoro os tempos atuais, onde a pessoa pode ser o que ela QUER ser. Só não curto quando vejo que, mesmo num mundo aberto a tantas fontes de informação a manipulação da mídia continua atuando pra influenciar as pessoas a serem o que ela (a mídia) quer produzir. É como o cachorro correndo atrás do próprio rabo, onde o desejo alimenta a mídia, que alimenta (e cria) o desejo. E fica nisso! Não há novas aspirações no sentido de mudar o foco, apenas um desejo cada vez mais doentio! E novamente invoco a figura da Madonna (que estou usando propositalmente como a personificação da mulher), que acompanhou (diria até liderou) a libertação da mulher na sociedade machista e competitiva, e que soube se TORNAR um produto sem SER um produto. As músicas são um atestado dessa transformação/busca: O sofrimento e insegurança feminino em &lt;i&gt;Borderline&lt;/i&gt;, a aceitação e inversão do papel de mulher-objeto em &lt;i&gt;Material Girl&lt;/i&gt;, a ode à independência em &lt;i&gt;Express Yourself&lt;/i&gt;, a transição da garotinha pra mãe em &lt;i&gt;Papa don't preach&lt;/i&gt;, a dominatrix em &lt;i&gt;Erotica&lt;/i&gt;, a valorização da elegância em &lt;i&gt;Vogue&lt;/i&gt;, a instrospecção de &lt;i&gt;The Power of goodbye&lt;/i&gt;, a tristeza de &lt;i&gt;Take a bow&lt;/i&gt;,a fase TPM em &lt;i&gt;What It Feels Like For A Girl&lt;/i&gt; e o pingo nos is de &lt;i&gt;Human nature&lt;/i&gt;... enfim, várias facetas do feminino, sem se deter em nenhuma. Madonna é conhecida por ser um camaleão, mas o que é a mulher senão uma esfinge que, se não decifrarmos, nos devorará? (especialmente na TPM).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ei você,&lt;br /&gt;Lembre-se disso&lt;br /&gt;Nada disso é real&lt;br /&gt;Incluindo o jeito que você se sente&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Primeiro ame a si mesmo&lt;br /&gt;Então você pode amar alguém&lt;br /&gt;Se você conseguir mudar alguém&lt;br /&gt;Então você salvou alguém&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(Madonna)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-3700950545333571666?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/3700950545333571666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=3700950545333571666&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/3700950545333571666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/3700950545333571666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2010/08/lady-gaga-britney-spears-shakira.html' title='Lady Gaga, Britney Spears, Shakira, Christina Aguilera.........'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5101987706323732651</id><published>2009-10-12T08:15:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T21:03:52.588-03:00</updated><title type='text'>Rio</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#ba231b;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;           Certa vez perguntei ao compositor Antônio Nássara, genuíno filho da Rua Ibituruna, no             Maracanã, como ele definia um bom carioca. Isso foi num tempo em que por aqui ainda havia             políticos. Ele me respondeu:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — Bom carioca é o que aceita sem ressentimento o fato irremediável de que os bons             empregos não foram feitos para ele. E que inútil é disputar com o filho ou o genro de             um político mineiro os melhores cargos burocráticos. Uma boca pequena em qualquer             repartição pública, onde não tenha que assinar ponto, lhe basta, é o suficiente para             que se sinta realizado e agradecido a São Jorge.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Por sua vez, J. Carlos, o fabuloso chargista, costumava dizer que carioca legítimo é             aquele que "tendo de resolver um problema urgente, adia-o para o dia seguinte, entre             as 3 e 6 da tarde, chega às 8 e ainda bronqueia porque a pessoa com quem marcou encontro             não o esperou".&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           E Marques Rebelo, carioca do Trapicheiro, escreveu que "o carioca está sempre pronto             para se divertir, e o Rio, em verdade, não é mais que um imenso parque de             diversões". Mas, acrescentava, "com que o carioca se diverte, mesmo, é com as             coisas sérias".&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           A esses três julgamentos-definições, emitidos por inegáveis conhecedores do assunto,             eu poderia enumerar uma série sem conta de características e marcas especiais que             compõe essa singular criatura sorridente, urbana e versátil, engenhosa e sem             complicações, ao mesmo tempo íntima e eqüidistante, esgarçada e vária, a quem se             chama de carioca, ente de "alma estóica, sensual e carnavalesca" (Manuel             Bandeira). Há quem diga, por exemplo, que carioca legítimo nunca foi ao Pão de Açúcar             ou ao Corcovado. Eu mesmo conheci pelo menos três, dos mais genuínos, que nunca lá             estiveram: o citado Nássara, o pintor Di Cavalcanti, carioca da Rua Riachuelo, e Paulo             Portela. Sei disso porque eles mesmos me contaram. Diz-se também que um bom carioca está             sempre em dia com a geografia e a topografia da sua cidade, sabendo perfeitamente             distinguir (sem que seja preciso recorrer ao livrojá clássico de Brasil Gérson) a Rua             D. Mariana, em Botafogo, da Travessa Mariana, em Ramos; e não desconhece que a Rua da             Coragem ("quem mora lá" — dizia Di Cavalcanti — "resiste ao             calor local, o mais quente do Rio, abraçado à placa da rua") fica na Penha; a Rua             Emerenciana, em São Cristóvão; e a Visc. de Abaeté, em Vila Isabel. Esse povo do Rio,             do qual se afirma ser o mais tratável e lhano de todo o mundo, é, como se sabe, uma             mistura feliz das mais diferentes tribos.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           São tribos nacionais na maioria, que para cá emigraram e continuam emigrando; e,             conseqüentemente, uma mistura também de virtudes e defeitos (serão mesmo defeitos?) que             já existira aqui ou que para cá foi trazida pelas sucessivas levas migratórias e que             muito raramente (na verdade não sei de outro exemplo) pode ser encontrada ao mesmo tempo,             conjuntamente, numa pessoa ou mesmo numa população, como acontece com a gente carioca.             Enumero de cabeça apenas alguns destes atributos, os mais flagrantes: irrefreável             tendência para a vida mansa; bom humor intrínseco e extrínseco; naturalidade;             impossibilidade física e mental de se deixar dirigir pelo relógio; alergia ao             formalismo, ao dramalhão, à hipocrisia (não confundir com cinismo — às vezes,             para safar-se, o carioca é de um cinismo que beira ao descaramento); desprendimento;             solidariedade; imunização nata ("carioca já nasce pasteurizado", me disse uma             madrugada Ari Barroso) contra a inveja e o ressentimento; improvisação; enraizado             otimismo que às pessoas mais graves pode parecer irresponsabilidade — e muitas vezes             o é; conversa fácil e colorida, mesmo quando quem fala é de poucas letras; espírito             gregário (carioca não sabe viver sozinho); e muitos outros mais. Claro, não é todo             carioca que possui todos esses defeitos e virtudes, ao mesmo tempo, mas o fato é que eles             se combinam perfeitamente, como as contas de um rosário. E fazem do povo do Rio essa             "gente que anda, dança, canta". E que, "entre os morros e as praias, faz a             vida, com os altos e os baixos, e protesta, e ri e vê que, afinal, tudo está bom, e que             mais valem todos os pássaros voando do que um só na mão..." (Álvaro Moreyra).&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Levando em conta o rol de características cariocas acima enumeradas, e que somente a             má-vontade e despeito (e como o Rio tem sido vítima dos dois!) poderiam negar, é             evidente que a pergunta — &lt;i&gt;O carioca é feliz?&lt;/i&gt; — pode ser respondida             afirmativamente. Claro que é — está na cara, na dele, carioca, e na de sua cidade,             moldura perfeita para a gente que a habita. E vou além: o carioca não é apenas feliz             — mas&lt;i&gt; se sente feliz&lt;/i&gt;, o que é ainda mais importante. A filosofia mais barata,             a de cordel, ensina que existe uma grande diferença entre ser feliz e sentir-se feliz.             Há por aí uma porção de gente que tem tudo para ser feliz — materialmente feliz             —, a começar por dinheiro e saúde, e não o é. Já o carioca, que raramente tem             tudo e quase sempre não tem nada, é um ser fisiologicamente feliz, como as crianças e             os gatos — porque se sente feliz. Além dos predicados referidos, que fazem do             carioca um ser que se sente feliz, há ainda um outro fator que, na minha opinião             (opinião de quem já é carioca há décadas), torna possível esse sentimento de             felicidade e lhe garante a perenidade. Refiro-me ao profundo, total entendimento entre o             carioca e sua cidade. Os dois se compreendem perfeitamente, completam-se, um está             entranhado no outro. Estabeleceu-se entre ambos um salutar estado de mútua complacência             e de estima recíproca — milagroso status urbano que, pelo que sei por já ter visto             ou ouvido dizer, não se encontra em nenhuma outra cidade do mundo do tamanho e da             importância do Rio.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Essa suave atmosfera que se origina das tranqüilas e ternas relações de amizade entre o             carioca e a cidade onde ele mora é que faz com que, no Rio, não só sua gente se sinta             feliz e descontraída, mas igualmente todas as demais gentes que aqui aportam — de             passagem ou para ficar. O Rio, como a crase do poeta Ferreira Gullar, não foi feito para             humilhar ninguém. Foi feito para deixar as pessoas à vontade, despojando-as, sem que             elas sintam inibições, reservas e preconceitos que aqui não têm nenhuma razão de ser.             O Rio é a única cidade do Brasil onde o paulista desencabula e o mineiro toma partido.             Além disso, e mercê do seu &lt;i&gt;cosmopolitismo&lt;/i&gt; mental, que dela faz uma das             metrópoles mais &lt;i&gt;naturalmente civilizadas&lt;/i&gt; do mundo (civilização, aqui, no sentido             de antiprovincianismo), o Rio é uma cidade que possui o raríssimo dom de não se             espantar com coisa alguma, dom que nem Paris tem. A soberba também não é o seu forte.             Feito, como queria Mem de Sá, para ser a &lt;i&gt;Rainhas das Províncias&lt;/i&gt;. Isso o Rio tem             sido e será sempre. Mas se não chegar a ser o &lt;i&gt;empório das riquezas do mundo&lt;/i&gt;,             como dela queria também o mesmo Mem de Sá, que as riquezas do mundo se lixem. Chicago             (onde passei os dez dias mais opressivos de toda a minha vida, castigado ininterruptamente             pelos gemidos gelados de um vento de filme de terror) está montada nelas e nem por isso             é feliz. E não é por que não tem condições subjetivas para isso; falta-lhe, como em             tantas outras cidades ricas, o que o Rio e os cariocas têm de sobra — competência             para ser feliz. Voltando ao fator entendimento recíproco, que faz com que o Rio e o             carioca se completem e se confundam, não sei se é preciso acrescentar aqui que o carioca             só é integralmente feliz (e conseqüentemente alegre) nó Rio. Fora do seu &lt;i&gt;habitat&lt;/i&gt;             natural ele se transforma de maneira radical, como certas flores especiais tiradas da             estufa protetora.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Como estas, longe do Rio o carioca murcha, perde a cor e o tom, azinhavra-se e enevoa-se,             e se a ausência do &lt;i&gt;habitat&lt;/i&gt; é mais demorada acaba por fenecer por completo. Por             já ter visto com os próprios olhos, e um número sem conta de vezes, sei que não pode             existir pessoa mais triste e sem graça do que o carioca exilado, mesmo que o exílio seja             o mais confortável e bem-remunerado — em Paris, em Londres, em Nova Iorque, numa             ilha grega ou em Papeete. Não adianta — longe do Rio, carioca não funciona. Perde o             viço e, rendido e indefeso, deixa que dentro de si um lamentável, doentio e suspiroso             estado de espírito tome o lugar da sadia e espontânea alegria que foi expulsa; essa             alegria que é a sua marca especial e inimitável, a que melhor o define e o destaca em             meio ao vário rebanho humano. Ainda na semana passada, em São Paulo, surpreendi num dos             esplêndidos bares da cidade um grupo de jornalistas cariocas, todos meus velhos             conhecidos, que eu sabia terem trocado por magníficos, irresistíveis salários as             amenidades da beira de praia carioca. Do canto do bar, fiquei a olhá-los por alguns             minutos. Lá estavam eles bebendo o uísque de classe (25 cruzeiros a dose), elegantes e             bem-postos em seus ternos bem cortados. Que tristeza em seus olhos! Que tédio mortal em             seus gestos! Apagados, murchos, via-se que bebiam e comiam sem prazer; e não falavam; e             quando falavam era aos cochichos, como num velório. Quem os viu e quem os vê, pensei             comigo mesmo, e meu primeiro impulso foi o de me juntar a eles e, com a ajuda do brasonado             uísque que estavam bebendo, alegrar um pouco aquela ciciante missa de sétimo dia. Mas             achei melhor não. Era muita tristeza (a deles) para uma alegria só (a minha).&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           À semelhança da esmagadora maioria dos cariocas, sinto-me perfeitamente feliz nesta             cidade. Aqui cheguei numa tórrida manhã de fevereiro (mais precisamente, na manhã do             dia 13 de fevereiro de 1937), vindo pelo &lt;i&gt;Itagiba&lt;/i&gt;, simpático ferro-velho que os             alemães iriam afundar, cinco anos depois, exatamente na boca do rio Real, lugar onde             acaba Sergipe e começa o resto do mundo. Quando desembarquei no Armazém 13 (numerozinho             jóia!) tinha de mim 18 anos incompletos, 200 mil réis e uma carta de apresentação para             um figurão federal, carta que, aliás, nunca foi entregue, pois o destinatário mandava             dizer sempre que não estava quando eu ia procurá-lo (já morreu o infeliz, e que a terra             lhe seja leve.) Vim — e aqui estou. O meu querido Paulo Mendes Campos escreveu certa             vez, e acertou em cheio, que "o carioca tem o gosto e o dom de igualar os homens, de             refugar as sofisticações, de considerar apenas em cada pessoa, independente de qualquer             valor, a sua capacidade de convívio". Sem querer ser imodesto, acho que sou também             mais ou menos assim. Como igualmente me repugna, como ao Rio, na citação de PMC,             "qualquer pose ou afetação". De forma que sendo o Rio como é e sendo eu como             sou, nosso convívio tem sido bastante fácil — e só não é mais por culpa             exclusiva minha, que às vezes engrosso sem motivo. Mas isso só se dá quando, movido por             incontroláveis impulsos telúricos, deixo por alguns instantes de ser carioca e volto a             ser nordestino. O que, graças a Deus, vem acontecendo cada vez mais raramente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;           &lt;/i&gt;&lt;b&gt;Joel Silveira &lt;/b&gt;&lt;i&gt;é sergipano de Aracajú, onde nasceu em 23 de setembro de             1918. Veio para o Rio em 1937, tendo se destacado como jornalista e escritor.  Tem             hoje cerca de 40 livros publicados.  Foi agraciado com o prêmio "Machado de             Assis", o mais importante da Academia Brasileira de Letras, em 1998, pelo conjunto de             sua obra.  Foi também ganhador dos prêmios "Líbero Badaró",             "Prêmio Esso Especial", "Prêmio Jabuti" e o "Golfinho de             Ouro".&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           O escritor e jornalista faleceu no dia 15 de agosto de 2007 na cidade do Rio de Janeiro.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;           Texto extraído do livro "&lt;/i&gt;Memórias de Alegria&lt;i&gt;", Editora Muad — Rio             de Janeiro, 2001, pág. 131.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5101987706323732651?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5101987706323732651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5101987706323732651&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5101987706323732651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5101987706323732651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/rio.html' title='Rio'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-4727898337241970589</id><published>2009-10-12T08:12:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T21:08:02.531-03:00</updated><title type='text'>Ferreira Gullar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;               &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;             Minha amada tem palmeiras&lt;br /&gt;             Onde cantam passarinhos&lt;br /&gt;             e as aves que ali gorjeiam&lt;br /&gt;             em seus seios fazem ninhos&lt;br /&gt;             Ao brincarmos sós à noite&lt;br /&gt;             nem me dou conta de mim:&lt;br /&gt;             seu corpo branco na noite&lt;br /&gt;             luze mais do que o jasmim&lt;br /&gt;             Minha amada tem palmeiras&lt;br /&gt;             tem regatos tem cascata&lt;br /&gt;             e as aves que ali gorjeiam&lt;br /&gt;             são como flautas de prata&lt;br /&gt;             Não permita Deus que eu viva&lt;br /&gt;             perdido noutros caminhos&lt;br /&gt;             sem gozar das alegrias&lt;br /&gt;             que se escondem em seus carinhos&lt;br /&gt;             sem me perder nas palmeiras&lt;br /&gt;             onde cantam os passarinhos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-4727898337241970589?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/4727898337241970589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=4727898337241970589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4727898337241970589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4727898337241970589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/ferreira-gullar.html' title='Ferreira Gullar'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-6734431148837386440</id><published>2009-10-12T08:01:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T21:06:11.025-03:00</updated><title type='text'>Dona Doida</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#ba231b;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                          &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;Adélia             Prado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;blockquote&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;             Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;com trovoadas e clarões, exatamente como               chove agora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Quando se pôde abrir as janelas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;as poças tremiam com os últimos pingos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Minha mãe, como quem sabe que vai escrever               um poema,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;decidiu inspirada: chuchu novinho, angu,               molho de ovos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Fui buscar os chuchus e estou voltando               agora,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;trinta anos depois.  Não encontrei               minha mãe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;A mulher que me abriu a porta, riu de dona               tão velha, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;com sombrinha infantil e coxas à               mostra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Meus filhos me repudiaram envergonhados,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;meu marido ficou triste até a morte,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;eu fiquei doida no encalço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;               &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Só melhoro quando chove.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;/blockquote&gt;             &lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;           O texto acima foi extraído do livro "&lt;/i&gt;Poesia Reunida&lt;i&gt;", Editora Siciliano             - 1991, São Paulo, página 108.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-6734431148837386440?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/6734431148837386440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=6734431148837386440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6734431148837386440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6734431148837386440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/dona-doida.html' title='Dona Doida'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1778239877431650386</id><published>2009-10-12T07:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T21:09:58.184-03:00</updated><title type='text'>Que valha a pena</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O jovem contemplava o oceano no convés de um navio cargueiro, quando uma onda inesperada o atirou no mar. Depois de muito esforço, um marinheiro conseguiu resgatá-lo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Obrigado por salvar minha vida”, disse o rapaz.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Tudo bem”, respondeu o marinheiro. “Mas procure vivê-la como algo que valeu a pena salvar”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-1778239877431650386?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/1778239877431650386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=1778239877431650386&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1778239877431650386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1778239877431650386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/que-valha-pena.html' title='Que valha a pena'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5892063780055541182</id><published>2009-10-12T07:50:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T21:09:09.796-03:00</updated><title type='text'>Os tesouros</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;                     &lt;div class="post-time"&gt;                       &lt;small&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;           &lt;/div&gt;                                &lt;div class="entry"&gt;            &lt;p&gt;O mestre sufi Abu Muhammad al-Jurayry costumava dizer:&lt;br /&gt;— A religião possui dez tesouros, que nos enriquecem. São cinco interiores e cinco exteriores; todos aqueles que seguem o caminho espiritual devem estar conscientes disto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Eis os tesouros interiores: capacidade de ser verdadeiro, despreocupação com os nossos bens, humildade na aparência, equilíbrio para evitar dificuldades com os outros, e força para reagir”.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;“Eis os tesouros exteriores: descobrir um Amor supremo, despertar o desejo de estar junto a este Amor, ter inteligência para ver as próprias faltas, estar consciente de tudo que acontece na vida, e ser grato pelas bênçãos recebidas”.&lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5892063780055541182?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5892063780055541182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5892063780055541182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5892063780055541182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5892063780055541182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/os-tesouros.html' title='Os tesouros'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1630283666262890276</id><published>2009-10-09T11:35:00.002-03:00</published><updated>2009-10-09T11:36:03.474-03:00</updated><title type='text'>A Espiritualidade Budista e a Sombra Psicológica.....</title><content type='html'>&lt;b&gt;"A Espiritualidade Budista e a Sombra Psicológica e suas Relações com a Educação e Formação Humana parte 1"&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Irei propor a todos nós uma reflexão e associação entre Budismo, Psicologia e Educação. De início, são áreas da vida que me interesso por terem contribuições para a formação humanamente humana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas por que Budismo e não outra filosofia oriental, ou mesmo ocidental?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na Psicologia Clínica existem abordagens de conhecimento que podem e devem ser utilizadas para melhor compreensão do ser humano. Muitos Psicólogos Clínicos, originalmente treinados nas abordagens ocidentais de psicoterapia, têm sido atraídos pelo caráter introspectivo da "psicologia budista", que é vista como um suporte capaz de auxiliar o homem em sua busca do significado da vida e, na tentativa de compreensão de si mesmo, da mente e da natureza da experiência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Psicoterapia Transpessoal é uma delas, e decorre de uma expansão ou ampliação do campo da pesquisa psicológica. Tem sido profundamente influenciada pelo Budismo, um dos mais antigos sistemas médico-filosóficos conhecidos, cujo conteúdo ético, religioso e espiritual é de grande profundidade. Porém, inicialmente irei expor as interlocuções entre Budismo e Educação, posteriormente incluindo como a Psicologia foi se apropriando de novos olhares para integrar o ser humano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para uma compreensão adequada das possíveis contribuições do budismo à educação é necessário que noções centrais de ambos os campos sejam desenvolvidas. Não se pode pensar na educação, quer do ponto de vista teórico, quer do prático, sem pressupor que a mesma está fundada na admissão de que o ser humano deve atingir uma &lt;b&gt;determinada condição que ainda não se encontra desenvolvida&lt;/b&gt;, atualizada ou presente. Segundo o Prof. Dr. Policarpo Junior, o significado de "Educação", em sua forma profunda e ampla, é &lt;b&gt;trazer de dentro para fora&lt;/b&gt;, é saber &lt;b&gt;conviver consigo mesmo e com os outros&lt;/b&gt;, tendo aí uma contribuição grega, no qual &lt;i&gt;crescer&lt;/i&gt; significa &lt;i&gt;crescer juntos&lt;/i&gt;, com todos, com a própria &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('O modelo das antigas cidades gregas.');" onmouseout="nd();"&gt;polis&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A ciência sofreu, ao longo dos séculos, uma conversão progressiva ao estudo daquilo &lt;b&gt;que é&lt;/b&gt;, ou seja, do que existe independentemente do sujeito, e que está despido de toda consideração quanto ao que &lt;b&gt;deve ser&lt;/b&gt;. Assim, para fazer referência apenas às últimas décadas, algumas das finalidades educativas apregoadas com muita influência no Brasil foram: a produção de capital humano, a revolução ou transformação social, a formação para a democracia, a cidadania, as competências e a formação do sujeito aprendente (este último principalmente e quase unicamente, e olhem que nem estou me referindo às escolas públicas). Não se deve negar a pertinência de nenhum desses objetivos, nem mesmo sua relação determinada com a tarefa educativa. No entanto, é importante reconhecer que todas essas finalidades se originam de preocupações exteriores à educação, ou de outros campos de saber - como a economia, sociologia, ciência política, psicologia - que não a própria educação. A teorização sobre o educar muitas vezes termina por consagrar a subordinação da educação aos ditames sociais e culturais, legitimando assim a falsificação do conceito e da prática educacionais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, a dimensão do conhecimento e seu princípio orientador é a busca da verdade (ou deveria ser). Tal princípio está também relacionado à condição da vida humana. Educar para o Amor seria, então, o maior desafio a se conseguir na Educação; e, caso se consiga isto, o objetivo da educação como "&lt;b&gt;Conviver consigo mesmo e com os outros&lt;/b&gt;" terá sido alcançado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/buda-animation.gif" class="imagem" vspace="5" hspace="15" /&gt;Mas, como os homens em meio ao mundo encontram-se ainda na imperfeição - e em um estado que por si só justifica a existência da educação - esta própria finalidade existente acima não pode, portanto, constituir-se em representante final e exclusiva do critério da utilidade, porque aquilo que se configura útil no estado atual não necessariamente reveste-se do sentido daquela utilidade aliada à busca da verdade. Então a dimensão a ser ressaltada na educação, como teoria e prática formativas da humanidade no homem, deve ser o exercício da introspecção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando a vida pessoal é vivida com sabedoria, a tendência é perceber que, de fato, não há separação entre introspecção e ação no mundo. Por meio da auto-reflexão, isto é, os hábitos mentais e comportamentais, os sentimentos e emoções podem se tornar progressivamente mais conhecidos, e com isso é possível que o indivíduo transforme seus limites, fraquezas, medos, potencialidades e virtudes em algo familiar, refletindo sobre eles e passando de fato a conhecê-los (e não apenas vivendo como seu refém). Em outras palavras, em Psicologia Transpessoal, isso significa &lt;b&gt;integrar a sua sombra&lt;/b&gt;. Por intermédio desse exame interno minucioso e freqüente, torna-se possível à pessoa contemplar com serenidade suas atitudes e hábitos mentais, e gradualmente agir de acordo com os princípios da própria auto-reflexão e contemplação; e, embora a coerência não seja atingida imediatamente, surgirá aos poucos a percepção clara dos aspectos pessoais que resistem a se integrar, a fim de que a pessoa possa vir a aceitar-se como é, e assumir de fato a direção de si com plena lucidez, compreensão e coerência. A partir dessa integridade surge a idéia de uma unificação progressiva consigo mesmo (individuação), compreendida como o processo de superação contínua das diversas cisões interiores, o que permite que se dissipem muitas das oposições antes consideradas como conflito, como observou Carl Jung em seus estudos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os aspectos vistos até aqui referem-se à formação humana, aqui entendida como a idéia de que a humanização é um processo. Nosso nascimento biológico, e mesmo as diversas formas de socialização universalmente disponíveis não são, por si só, garantia de realização puramente humana. Formação humana é um modo próprio de viver que se constitui pelo reconhecimento dignificante em relação aos outros seres humanos e à natureza, de modo a ter atitudes de compromisso, respeito e cuidado nos âmbitos pessoais, interpessoais, comunitários, sociais, naturais e ambientais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para o budismo, o entendimento da formação humana consiste na dissolução progressiva da ignorância básica dos seres. Para essa tradição, a natureza fundamental de todos os entes permanece pura, compassiva, amorosa e equânime, em meio às suas inúmeras ignorâncias, de um modo completo, inalterado e incessante. Para facilitar a compreensão e permitir a comparação dos elementos pertencentes a tradição budista com o escrito acima, é preciso pontuar algumas observações sobre o budismo e as contribuições que poderia ter nas escolas ocidentais, assim como as orientais:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A primeira observação budista refere-se ao sofrimento universal dos seres humanos e não-humanos. Esse entendimento alcançado pelo Buda antes mesmo de atingir sua liberação completa foi o principal motivo que o moveu em sua jornada espiritual de autodescobrimento. O Buda descobriu que o sofrimento alimenta-se de causalidades surgidas da ignorância dos seres quanto a sua natureza intrínseca; no entanto, se estes conseguissem reconhecer tal natureza e nela repousassem com estabilidade, poderiam superar seus enganos e remover as causas desses sofrimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao reconhecer a profundidade da origem do sofrimento, a tendência dos ensinamentos budistas é de nutrir um sentimento de compaixão pelos seres, por compreender a condição de igualdade entre aquele que sobre isso reflete e todos os demais seres. Nas palavras do Dalai Lama, essa compreensão aparece como a base da compreensão e agir éticos, que não precisam estar associados a nenhum credo ou tradição, mas podem plenamente ser a base de uma ética leiga, a qual se afirma do seguinte modo: "&lt;b&gt;Todos os seres têm o mesmo direito à felicidade e à libertação do sofrimento&lt;/b&gt;".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dessa forma, ato de reconhecer, acolher e contemplar a condição de sofrimento de todos os seres e seu desejo de felicidade proporciona o desenvolvimento do sentido de igualdade e o surgimento de um sentimento compartilhado: a compaixão. Assim como naturalmente, sem nenhum esforço, qualquer um é capaz de se comover com um amigo ou parente que sofre, ou alegrar-se com seu êxito, do mesmo modo a identificação pessoal e vivenciada com a condição universal dos seres para experimentarem o sofrimento ou a felicidade, que é o pressuposto segundo o qual, de acordo com o ensinamento budista, se pode nutrir uma compaixão progressivamente equânime e profunda para com todos. Assim, a compaixão é o resultado verdadeiro da realização do princípio da igualdade, na tradição budista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outra dimensão observada pelo budismo é a da verdade. O tema da verdade é de grande complexidade em todas as tradições filosóficas, e no budismo não se constitui exceção. De acordo com o Prof. Dr. Aurino Lima, a educação formal ocidental prioriza os ensinamentos escolares como a verdade única, impedindo a ampliação para o sentir, e para outros ensinamentos que não aqueles passados pelo professor na escola.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na maioria das escolas de filosofia budista se reconhece a existência de duas verdades: uma verdade absoluta e uma verdade relativa. Também há variações no entendimento dos sentidos dessas verdades de escola para escola. Adotam-se aqui, entretanto, os sentidos das verdades relativa e absoluta tais como foram concebidos e propagados pela escola de pensamento &lt;b&gt;&lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Mahayana&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;, ou &lt;i&gt;Grande Veículo&lt;/i&gt;, não é só uma escola de pensamento, mas uma grande forma ou princípio de entendimento e prática do budismo. Foi assim considerada por admitir a inseparabilidade entre a iluminação e a compaixão verdadeira. O praticante mahayana faz votos de não buscar a iluminação para si, mas para a liberação de todos os seres.');" onmouseout="nd();"&gt;Mahayana&lt;/a&gt; e a escola &lt;b&gt;&lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('A Escola Madhyamika foi chamada de &amp;quot;Caminho do meio&amp;quot; por afirmar que não há uma realidade objetiva independente da mente, assim como não há mente sem a existência objetiva. Desse modo, tal escola nega tanto o absolutismo da mente quanto o do mundo.');" onmouseout="nd();"&gt;Madhyamika&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; (ou &lt;b&gt;Madhyamaka&lt;/b&gt;), que teve como seu fundador um dos maiores expoentes, o mestre espiritual e erudito &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Eminente mestre e filósofo budista que nasceu no sul da Índia, por volta do início da era cristã. É reconhecido como patriarca e ancestral comum na linhagem dos mestres de diferentes escolas de budismo contemporâneo.');" onmouseout="nd();"&gt;Nagarjuna&lt;/a&gt;. Por meio da compreensão da natureza absoluta e de sua permanente inspiração na vida pessoal e social, o budismo admite que os seres podem finalmente se liberar das causas do sofrimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todos admitem sem questionamento a realidade independente do mundo, das coisas e seres a sua volta. A própria ciência é uma criação sofisticada, que consiste em demonstrar de forma inequívoca a natureza e as propriedades das coisas e fenômenos de um ponto de vista fundamentalmente objetivo, isto é, de um modo que não se restrinja a simples opinião ou preferência. Neste âmbito existe a verdade relativa. Esta se refere, portanto, a um mundo convencional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o fato de os seres humanos poderem visualizar, compreender, apreciar e interagir com o mundo através da sua sensorialidade e estrutura mental, é possível operar a distinção entre erro e acerto, entre verdade e falsidade. No entanto não é preciso muita reflexão para discernir que tal verdade é relativa à experiência humana, e possível apenas em determinados tempos históricos e contextos culturais. Essa análise da verdade relativa, para o budismo, não se aplica apenas aos objetos materiais, mas igualmente às sensações, percepções, pensamentos, formulações abstratas e ao próprio "eu" humano. Assim, a sensação humana de frio ou calor é totalmente relativa. Aqui nem cabe ressaltar o quanto as emoções e a mente são passíveis de relatividade. Mas, em síntese: corporeidade, emoções e pensamentos não gozam de existência intrínseca, e nenhum deles em particular pode definir a natureza do "eu".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Onde se poderia, portanto, encontrar o aspecto da verdade absoluta?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Admitindo-se que toda dualidade entre sujeito e objeto, sejam eles quais forem, significa uma verdade relativa, conclui-se que a verdade absoluta ou última não é algo que possa ser encontrado dessa maneira. A verdade absoluta pode ser experimentada pela percepção não-dual, mas ela mesma não se restringe à experiência. A verdade absoluta é algo que não pode ser apreendida de forma independente da experiência ou da condição do próprio observador. Assim, a verdade absoluta é a própria condição, sem condições, do surgimento dos fenômenos; a dimensão sem-dimensão do surgimento de sujeito e objeto; a vacuidade de fenômenos que também se expressa nos próprios fenômenos. Surgir, estabilizar-se e extinguir-se são aspectos da natureza relativa, que, no entanto, se sustenta na natureza absoluta: que não nasce, não se estabiliza nem se desestabiliza, nem morre. Apenas É.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O principal motivo da compreensão e estabilização da verdade absoluta tem por meta a ação desapegada e compassiva em meio ao mundo e aos seres, visando o bem-estar de todos eles, os quais também são a expressão da verdade absoluta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nota-se assim que os ensinamentos budistas - embora utilizando linguagem distinta das teorias clássicas da educação no ocidente - convergem em seus princípios com a meta educacional. Mais do que simples coincidência, tal convergência parece surgir devido à natureza do objeto educacional, que é a formação humana. Desse modo, o fundamental para o âmbito educativo não parece ser a contribuição de uma tradição ou teoria em particular, mas, principalmente, a clareza sobre os princípios que configuram a natureza do educar. Sem estes, a própria idéia de possíveis contribuições de outros campos teóricos, científicos ou espirituais pode mais atrapalhar do que trazer benefícios à teoria e à prática da formação humana, ou seja, a Educação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Fontes:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Palestra: A Espiritualidade Budista e a Sombra Psicológica e suas Relações com a Educação do Prof. Dr. Aurino Lima Ferreira e Prof. Dr. José Policarpo Júnior dois fundadores do Núcleo de Pesquisa em Educação e Espiritualidade na UFPE. Palestra ministrada no Espaço Cultural Cor do Coque Instituto de Formação Humana, 17 de Setembro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.formacaohumana.org/"&gt;IFH: Instituto de Formação Humana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DALAI LAMA, XIV. O Caminho para a liberdade. Tradução: Beatriz Penna. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2003.&lt;br /&gt;PADMA SAMTEN, Lama. 2000. Os Doze elos da originação interdependente. (Ensinamentos orais transmitidos em agosto e dezembro de 2000, na Fundação Peirópolis, e em Guarulhos, SP, transcritos por Eliane Steingruber). São Paulo: mimeo.&lt;br /&gt;POLICARPO JUNIOR, José. 2004. A Individualidade - concepção negativa e positiva, segundo o budismo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-1630283666262890276?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/1630283666262890276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=1630283666262890276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1630283666262890276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1630283666262890276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/espiritualidade-budista-e-sombra.html' title='A Espiritualidade Budista e a Sombra Psicológica.....'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-677140061591815188</id><published>2009-10-03T21:06:00.001-03:00</published><updated>2009-10-03T21:09:56.891-03:00</updated><title type='text'>A gnose</title><content type='html'>&lt;div class="quotes"&gt;A gnose das correntes esotéricas possui dois traços bem característicos. Por um lado, abole a distinção entre fé e conhecimento (a fé não é mais necessária, a partir do momento em que se &lt;b&gt;sabe&lt;/b&gt;); por outro, supostamente possui uma função soteriológica, isto é, contribui para a evolução individual daquele que a pratica. O termo &lt;i&gt;gnose&lt;/i&gt; serve para designar tanto essa própria atitude espiritual e intelectual quanto os corpus de referência que a ilustram.&lt;br /&gt;(Antoine Faivre)&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul id="imagem" style="width: 290px;"&gt;&lt;b&gt;Hans Zimmer - Chevaliers De Sangreal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="276" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8726241-86c"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8726241-86c" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="276" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jung-redbook-1.jpg" /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;b&gt;Por &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Ph.D. em filosofia da religião da Universidade de Innsbruck em Áustria, escritor, erudito e líder religioso.');" onmouseout="nd();"&gt;Stephan A. Hoeller&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;(contribuição do Coringa)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras gnóstico e gnosticismo não são exatamente comuns no vocabulário dos nossos contemporâneos. De fato, há mais pessoas familiarizadas com o antônimo de gnóstico, isto é, "agnóstico"; literalmente, esse termo significa um desconhecedor ou ignorante, mas em sentido figurativo descreve uma pessoa sem fé religiosa, que não se ressente de ser chamada de ateísta. No entanto os gnósticos já existiam muito antes dos agnósticos, e, na maioria, parecem ter representado uma classe muito mais interessante que o último grupo. Em oposição aos não-conhecedores, eles se consideravam &lt;i&gt;conhecedores&lt;/i&gt; - &lt;b&gt;gnostikoi&lt;/b&gt;, em grego - denotando aqueles que possuem a gnose ou o conhecimento. Os gnósticos viveram, na maior parte, durante os três ou quatro primeiros séculos da Era Cristã. Em geral, provavelmente eles não teriam se autodenominado "gnósticos"; teriam se considerado cristãos, ou mais raramente judeus, ou ainda seguidores das tradições dos antigos cultos do Egito, da Babilônia, da Grécia e de Roma. Não eram sectários nem membros de uma nova religião específica, como queriam seus detratores, mas pessoas que compartilhavam entre si certa atitude perante a vida. Pode-se dizer que essa atitude consistia na convicção de que o conhecimento direto, pessoal e absoluto das verdades autênticas da existência é acessível aos seres humanos, e, mais ainda, que a obtenção de tal conhecimento deve sempre constituir a suprema realização da vida humana.  &lt;p&gt;Esse conhecimento ou Gnose não era concebido como um saber racional de natureza científica, ou mesmo um saber filosófico da verdade, mas um conhecimento que brota no coração de forma misteriosa e intuitiva, sendo, portanto, chamado em pelo menos uma obra gnóstica (o Evangelho da Verdade) de &lt;b&gt;Gnosis Kardias&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;o conhecimento do coração&lt;/i&gt;). Trata-se, é claro, de um conceito que é ao mesmo tempo religioso e altamente psicológico, pois o significado, o propósito da vida não aparece então nem como a fé - com sua ênfase na crença cega, e na também cega repressão - nem como as ações, com sua extrovertida orientação para as boas ações, mas sim como uma transformação e uma visão interior; em suma, um processo ligado à psicologia profunda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se passarmos a considerar os gnósticos como os primeiros profissionais da psicologia profunda, torna-se imediatamente aparente a razão pela qual a prática e o ensinamento gnóstico, de forma radical, diferia da prática e do ensinamento da ortodoxia cristã e judaica. O conhecimento do coração, em favor do qual os gnósticos se empenhavam não podia ser adquirido por meio de uma barganha com Jeová, ou através de um tratado ou aliança que garantisse bem-estar espiritual e físico ao homem, em troca do cumprimento servil de um conjunto de regras. Da mesma forma, não se poderia obter a Gnose pela mera crença fervorosa de que a atitude de sacrifício de um homem divino na história pudesse aliviar a carga de culpa e frustração de nossos ombros e assegurar bem-aventurança perpétua, além dos limites da existência mortal. Os gnósticos não negaram o benefício do Torá nem a magnificência da figura de Cristo, o ungido do Deus supremo. Eles consideravam a Lei necessária a um certo tipo de personalidade, que precisa de regras para o que atualmente poderíamos chamar de "a formação e o fortalecimento do ego psicológico". Também não negaram a importância da missão do personagem misterioso que, em seu disfarce, era conhecido pelos homens como o rabino Joshua de Nazaré. A Lei e o Salvador, os dois mais reverenciados conceitos de judeus e cristãos tornam-se, para os gnósticos, apenas meios para um fim maior que esses mesmos conceitos. Eles configuravam incentivos e artifícios, de alguma forma capazes de conduzir ao conhecimento pessoal que, uma vez obtido, prescinde tanto da lei como da fé. Para eles, como para Carl Jung muitos séculos depois, a teologia e a ética constituíam apenas pontos de partida no caminho do autoconhecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dezessete ou dezoito séculos separam-nos dos gnósticos. Durante esse período, o gnosticismo tornou-se não apenas uma fé esquecida (como um de seus intérpretes, G. R. S. Mead, chamou-o), mas também uma fé e uma verdade reprimidas. Aparentemente, quase nenhum outro grupo foi temido e odiado de forma tão incansável e persistente, por quase dois milênios, quanto os infelizes gnósticos. Textos de teologia ainda se referem a eles como os primeiros e mais perniciosos de todos os hereges, e a era do ecumenismo não lhes parece ter estendido nenhum dos benefícios do amor cristão. Muito antes de Hitler, o imperador Constantino e seu cruel episcopado iniciaram a prática do genocídio religioso contra os gnósticos, sendo esses primeiros holocaustos seguidos por muitos outros no decorrer da história. A última grande perseguição terminou com o sacrifício de aproximadamente duzentos gnósticos em 1244, no castelo de Montségur, na França, um acontecimento que Laurence Durell descreveu como "as Termópilas da alma Gnóstica". Apesar disso, alguns proeminentes representantes das vítimas do último holocausto não consideraram a minoria religiosa mais perseguida da história como companheira de infortúnio, como indicam os ataques de Martin Buber a Jung e ao gnosticismo. Judeus e cristãos, católicos, protestantes e os ortodoxos orientais (e, no caso da Gnose Maniqueísta, até os zoroastristas, os muçulmanos e os budistas) odiaram e perseguiram os gnósticos com persistente determinação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por quê? Seria apenas porque seu antinomianismo ou sua desconsideração pela lei moral escandalizava os rabinos, ou porque suas dúvidas relativas à encarnação física de Jesus e sua reinterpretação da ressurreição enfurecia os sacerdotes? Seria porque eles rejeitavam o casamento e a procriação, como afirmam alguns de seus detratores? Eram eles detestados devido a licenciosidades e orgias, como alegam outros? Ou poderia ocorrer que os gnósticos realmente tivessem algum conhecimento, e que esse conhecimento os tornasse sumamente perigosos às instituições, tanto seculares como eclesiásticas?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não é fácil responder a essa indagação; contudo, deve-se fazer uma tentativa. Poderíamos ensaiar uma resposta dizendo que os gnósticos diferiam da maior parte da humanidade, não apenas em detalhes de crença ou de preceitos éticos, porém em sua visão mais essencial e fundamental da existência e de seu propósito. Sua divergência era "radical" no sentido mais exato da palavra, por reportar-se à &lt;i&gt;raiz&lt;/i&gt; (latim: &lt;b&gt;radix&lt;/b&gt;) das atitudes e conjeturas da humanidade com respeito à vida. Independentemente de suas crenças filosóficas e religiosas, a maioria das pessoas acalenta certas suposições inconscientes, pertencentes à condição humana, que não originam das atividades convergentes de formulação da consciência, mas que irradiam de um profundo e inconsciente substrato da mente. Essa mente é regida pela biologia, e não pela psicologia; ela é automática, e não está sujeita a escolhas conscientes nem a percepções. A mais importante dessas suposições, a qual poder-se-ia dizer que sintetiza todas as outras, consiste na crença de que o mundo é bom e que o nosso envolvimento nele é de alguma forma desejável e fundamentalmente benéfico. Essa premissa conduz a inúmeras outras, todas mais ou menos caracterizadas pela submissão às condições externas e às leis que parecem governá-las. A despeito dos incontáveis acontecimentos incoerentes e maléficos em nossas vidas, dos incríveis fatos que se sucedem, dos desvios das reiteradas insanidades da história humana, tanto coletiva como individualmente, acreditaremos ser nossa incumbência prosseguir com o mundo, pois ele é, afinal, o mundo de Deus, devendo, portanto, haver significado e bondade ocultos em seus processos, mesmo que seja difícil discerni-los. Assim, devemos continuar no cumprimento de nosso papel dentro do sistema, da melhor maneira possível, sendo filhos obedientes, maridos zelosos, esposas respeitosas, bem-comportados açougueiros, padeiros, fabricantes de velas, esperando contra toda a esperança, que uma revelação do significado resulte, de algum modo, dessa vida de resignação sem sentido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não é assim, disseram os gnósticos. Dinheiro, poder, governo, constituição de famílias, pagamento de impostos, a infinita série de armadilhas das circunstâncias e obrigações - nada disso foi jamais rejeitado tão total e inequivocamente na história humana como pelos gnósticos. Estes nunca esperaram que alguma revolução política ou econômica pudesse ou devesse eliminar todos os elementos iníquos do sistema em que a alma humana encontra-se aprisionada. Sua rejeição não se referia a um governo ou sistema de propriedade em favor de outro; ao contrário, dizia respeito à total e predominante sistematização da vida e da experiência. Portanto, os gnósticos eram, na verdade, conhecedores de um segredo tão fatal e terrível que os governantes deste mundo - i.e., os poderes secular e religioso, que sempre lucraram com os sistemas estabelecidos da sociedade - não podiam permitir ver esse segredo conhecido, e muito menos tê-lo publicamente proclamado em seus domínios. De fato, os gnósticos sabiam algo: a vida humana não alcança a sua realização dentro das estruturas e instituições da sociedade, porque estas representam, na melhor das hipóteses, apenas obscuras projeções de outra realidade mais fundamental. Ninguém atinge sua verdadeira natureza individual sendo o que a sociedade espera nem fazendo o que ela deseja. Família, sociedade, igreja, ocupação e profissão, lealdade patriótica e política, bem como regras e normas morais e éticas, na realidade de modo algum conduzem ao verdadeiro bem-estar espiritual da alma humana. Ao contrário, constituem, com maior freqüência, as próprias algemas que nos alienam de nosso real destino espiritual.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esse aspecto do gnosticismo foi considerado herético em épocas passadas e até hoje costuma ser chamado de "negação do mundo" e "anti-vida"; porém constitui, obviamente, nada mais que boa psicologia e boa teologia espiritual, por se tratar de bom senso. O político e o filósofo social podem considerar o mundo um problema a ser resolvido, mas o gnóstico, com seu discernimento psicológico, reconhece-o como uma condição da qual precisamos nos libertar pela visão interior. Isso porque os gnósticos, como os psicólogos, não buscam a transformação do mundo, mas a transformação da mente, com sua consequência natural - uma mudança de postura perante o mundo. A maior parte das religiões também tende a ratificar uma atitude familiar de interiorização na teoria; contudo, como resultado de sua presença dentro das instituições da sociedade, &lt;b&gt;elas sempre negam isso na prática&lt;/b&gt;. As religiões costumam se iniciar como movimentos de libertação radical seguindo linhas espirituais mas, inevitavelmente, terminam como pilares das próprias sociedades, as carcereiras de nossas almas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se desejamos obter a Gnose, o conhecimento do coração que liberta os seres humanos, devemos nos desvencilhar do falso cosmo criado pela nossa mente condicionada. A palavra grega &lt;b&gt;Kosmos&lt;/b&gt;, bem como o vocábulo hebraico &lt;b&gt;Olam&lt;/b&gt;, embora quase sempre mal traduzidos como &lt;i&gt;Mundo&lt;/i&gt;, realmente designam mais o conceito de &lt;i&gt;Sistemas&lt;/i&gt;. Quando os gnósticos diziam que o "sistema" à sua volta era mau e que precisaríamos sair dele para conhecer a verdade e descobrir o seu significado, comportavam-se não só como precursores de inúmeros alienados da sociedade - de São Francis de Assis até os Beatniks e os Hippies - mas também exprimiam um fato psicológico desde então redescoberto pela moderna psicologia profunda: Jung reafirmou uma antiga percepção gnóstica ao dizer que o extrovertido ego humano deve, em primeiro lugar, tomar plena consciência de sua própria alienação do "Self Superior" antes de poder começar a retornar ao estado de união mais íntima com o inconsciente. Até nos conscientizarmos inteiramente da inadequação de nosso estado de extroversão e de sua insuficiência quanto às nossas necessidades espirituais mais profundas, não obteremos nenhum grau sequer de &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('O conceito de individuação (e não &amp;quot;individualização&amp;quot;) foi criado pelo psicólogo Carl Gustav Jung e é um dos aspectos centrais da sua psicologia analítica. É um processo através do qual o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implica uma ampliação da consciência. Através desse processo, o indivíduo identifica-se menos com as condutas e valores encorajados pelo meio no qual se encontra e mais com as orientações emanadas do Si-mesmo, a totalidade (entenda-se totalidade como o conjunto das instâncias psíquicas sugeridas por Carl Jung, tais como persona, sombra, self, etc.) de sua personalidade individual.  Eventuais resistências em permitir o desenrolar natural do processo de individuação são uma das causas do sofrimento e da doença psíquica. Jung ressaltou que o processo de individuação não entra em conflito com a norma coletiva do meio no qual o indivíduo se encontra, uma vez que esse processo, no seu entendimento, tem como condição para ocorrer, que o ser humano tenha conseguido adaptar-se e inserir-se com sucesso dentro de seu ambiente, tornando-se um membro ativo de sua comunidade. O psicólogo suíço afirmou que poucos indivíduos alcançavam a meta da individuação de forma mais ampla. Um dos passos necessários para a individuação seria a assimilação das quatro funções (sensação, pensamento, intuição e sentimento), conceitos definidos por Jung em sua teoria dos tipos psicológicos.');" onmouseout="nd();"&gt;individuação&lt;/a&gt;, através da qual uma personalidade mais madura e ampla surge. O ego alienado é o precursor e uma pré-condição inevitável do ego individualizado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como Jung, os gnósticos não rejeitavam necessariamente a Terra &lt;i&gt;per se&lt;/i&gt;, mas a reconheciam como uma tela sobre a qual o &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demiurgo"&gt;Demiurgo&lt;/a&gt; projeta seu sistema ilusório. Quando nos deparamos com uma condenação do mundo nos escritos gnósticos, o termo usado é fatalmente &lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Ordem, organização.');" onmouseout="nd();"&gt;&lt;b&gt;Kosmos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; ou &lt;b&gt;Este eon&lt;/b&gt;, e nunca a palavra &lt;b&gt;Ge&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Terra&lt;/i&gt;), que consideravam neutra, se não totalmente satisfatória.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Era desse conhecimento - o conhecimento que se tem no próprio coração a respeito da inutilidade espiritual e absoluta insuficiência das instituições e valores estabelecidos do mundo exterior - que os gnósticos valiam-se para construir tanto uma imagem de ser universal como um sistema de inferências coerentes a serem extraídas dessa imagem (Como era de esperar, eles o realizaram não tanto em termos de filosofia e teologia, mas em termos de mito, ritual e cultivo das qualidades imaginativas e mitopoéticas da alma). Como muitas outras pessoas inteligentes e sensíveis, antes e depois de sua época, eles se sentiram estrangeiros num país desconhecido, uma semente abandonada dos mundos distantes de luz infinita. Alguns, tal como a juventude alienada dos anos 60, retiraram-se para comunidades e eremitérios à margem da civilização. Outros, mais numerosos talvez, permaneceram em meio à vasta cultura metropolitana das grandes cidades, como Alexandria e Roma, aparentemente desempenhando seus papéis na sociedade, enquanto no íntimo serviam a um mestre diferente - no mundo, mas não do mundo. A maioria deles tinha instrução, cultura e riqueza; entretanto, continuavam conscientes do inegável fato de que todas essas realizações e tesouros perdem a cor perante a Gnose do coração, o conhecimento do que existe. Não surpreende que o mago de Küstnacht, que desde sua primeira infância buscou e encontrou a própria Gnose, tivesse afinidade com esse povo estranho e solitário, esses peregrinos da eternidade, prontos para voltar ao lar entre as estrelas.&lt;/p&gt;  &lt;center&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jung-redbook-2.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Referência:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://books.google.com.br/books?id=1kx81mofUxgC&amp;amp;printsec=frontcover"&gt;A Gnose de Jung e os sete sermões aos mortos&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;a target="_blank" href="http://gnosis.org/bookstore3.htm"&gt;The Gnostic society bookstore&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;Imagens: &lt;a target="_blank" href="http://www.nytimes.com/2009/09/20/magazine/20jung-t.html?pagewanted=1"&gt;Carl Jung: The Holy Grail of the Unconscious (The New York Times)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-677140061591815188?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/677140061591815188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=677140061591815188&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/677140061591815188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/677140061591815188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/10/gnose.html' title='A gnose'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2283153162922207869</id><published>2009-09-30T17:40:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T17:49:25.779-03:00</updated><title type='text'>100 anos de José Antonio da Silva</title><content type='html'>&lt;h2 class="date-header"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;a name="1649693813061813554"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://apaginadavida.blogspot.com/2009/03/100-anos-de-antonio-jose-da-silva-o.html"&gt;100 anos de José Antonio da Silva , o  pintor mais naïf e primitivista de todos os tempos&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;div class="post-body entry-content"&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblBKiCyvfI/AAAAAAAALRA/t-RZUvWfUaE/s1600-h/Image0041.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312348884653227506" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 400px; height: 298px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblBKiCyvfI/AAAAAAAALRA/t-RZUvWfUaE/s400/Image0041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;José Antonio da Silva ao lado do polêmico vereador João Benvindo, que lhe rendeu as homenagens de Cidadão Honorário pela Câmara de São José do Rio Preto e abaixo caricatura de Lézio Junior &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblAamLlLWI/AAAAAAAALQw/LjN56-o8Vfo/s1600-h/chargepintorsilvaporl%C3%A9zioj%C3%BAnior.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312348061130108258" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 220px; height: 240px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblAamLlLWI/AAAAAAAALQw/LjN56-o8Vfo/s400/chargepintorsilvaporl%C3%A9zioj%C3%BAnior.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o começo do mês venho inserindo obras deste extraordinário pintor, poeta, escritor juntamente com poesias, poemas relacionados a mulher, homenageadas este mês pelo seu dia internacional. José Antonio da Silva tem uma vasta obra que seria impossível deste modesto blog inserir todas, publiquei algumas somente para que meu leitor tenha uma idéia de seus traços e o estilo naïf e seu modo de viver. &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblAPo75owI/AAAAAAAALQo/MFqmUj_3RVw/s1600-h/Mar%C3%A7o+012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312347872891085570" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 300px; height: 400px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblAPo75owI/AAAAAAAALQo/MFqmUj_3RVw/s400/Mar%C3%A7o+012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quadro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ao lado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a pintura &lt;/div&gt;&lt;div&gt;de sua &lt;/div&gt;&lt;div&gt;mãe &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brasilina&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e as &lt;/div&gt;&lt;div&gt;vibrantes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;cores que&lt;/div&gt;&lt;div&gt;predomina &lt;/div&gt;&lt;div&gt;em todos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;seus&lt;/div&gt;&lt;div&gt;trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/Sbk_x5IOyII/AAAAAAAALQg/jNHfmSCkfMg/s1600-h/HPIM0973.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312347361841694850" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 300px; height: 400px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/Sbk_x5IOyII/AAAAAAAALQg/jNHfmSCkfMg/s400/HPIM0973.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;   &lt;span class="post-author vcard"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="post-timestamp"&gt;&lt;a class="timestamp-link" href="http://apaginadavida.blogspot.com/2009/03/100-anos-de-antonio-jose-da-silva-o.html" rel="bookmark" title="permanent link"&gt;&lt;abbr class="published" title="2009-03-12T13:59:00-03:00"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/abbr&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2283153162922207869?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2283153162922207869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2283153162922207869&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2283153162922207869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2283153162922207869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/100-anos-de-jose-antonio-da-silva.html' title='100 anos de José Antonio da Silva'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_DQ66ubN4xxk/SblBKiCyvfI/AAAAAAAALRA/t-RZUvWfUaE/s72-c/Image0041.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1538068148002700104</id><published>2009-09-30T17:39:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T17:48:48.774-03:00</updated><title type='text'>Biografia de José Antônio da Silva</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                                                                                                                                          &lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.pinturabrasileira.com.br/images/artistas/da%20Silva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;                                                   &lt;br /&gt;                                                                                                                                           “Não admito que me chamem de primitivo, caipira ou ingênuo. Tem que me chamar de gênio. Já provei que sou”. “Há anos me chamam de gênio. Apenas endosso. Não tenho complexo de inferioridade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, ser modesto não era o forte do pintor José Antônio da Silva, nascido em 1909 na cidade de Sales de Oliveira, interior paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhador rural, na infância conduzia bois junto com o pai. Por isso, a imagem de destes animais sempre esteve muito presente em sua obra. Viveu de fazenda em fazenda, e há dúvidas sobre quando começou a pintar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um de seus livros, “Romance de minha vida”, ele conta que desenhava desde pequeno, em folhas de café e na areia. Mas também fala que fez visitas ao céu e ao inferno, portanto há que se analisar cuidadosamente suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que em 1930 Antônio foi para São José do Rio Preto, onde fez sua primeira exposição em 1946 e foi “descoberto” pelos críticos Paulo Mendes de Almeida e Lourival Gomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes se empenharam para trazer sua obra para São Paulo, o que aconteceu em 1948, ano de sua primeira exposição individual na Galeria Domus. O sucesso foi grande e entre os compradores de sua obra estava Pietro Maria Bardi, que adquiriu 10 quadros para o Museu de Arte de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aceito para a primeira Bienal, em 1951, teve um quadro seu incorporado ao acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York, fez exposições internacionais. Mas sua mais célebre exposição talvez tenha sido a que não participou: a quarta Bienal. Deixado de fora pelo júri, que incluía Lourival Machado, Silva ficou profundamente chateado e irritado. Certa noite acordou e disse à sua esposa que iria matar os membros do júri. No entanto, ao invés de fazê-lo literalmente, foi para seu ateliê e pintou o enforcamento dos cinco membros (O Enforcamento do Júri, 1967, Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva). Em cima da forca, uma figura que lembra Jesus Cristo e que segura uma plaqueta: “A justiça divina não falha”. Fios ligam o pescoço dos enforcados a uma figura ao lado, representando o inferno: “Aqui é o esquinto (sic) dos infernos”. Abaixo dos enforcados, a frase: “(...) o mesmo crítico que mi (sic) deu o título de maior primitivo brasileiro foi o primeiro a me jogar fora da Bienal(...)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esta obra resuma um pouco da personalidade e obra controvertidas de José Antônio da Silva que, em 1980 recebeu um museu em sua homenagem: o Museu Municipal de Arte Primitiva José Antônio da Silva, em São José do Rio Preto, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua origem humilde, de seu pouco estudo e domínio da linguagem culta, Silva era conhecido por sua facilidade de expressão, de articulação de idéias e pensamentos, o que o levou a ser, além de pintor, autor de livros, como o “Romance de minha vida”, publicado em 1949, “Maria Clara” em 1970 e “Sou pintor, sou poeta” em 1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cores vibrantes, um colorido quase circense, dão tom às suas obras. Primitivista, teve como tema constante em suas telas o ambiente rural, principalmente cenas onde aparecem bois e plantações, e também as manifestações culturais do povo, como os ritos religiosos. Como ele mesmo explicou em seus versos: “pinto a lavoura/ Também pinto as pastaria/ Pinto a empregada e a patroa/ Pinto a Joana e a Maria./ Pinto carroça e carreta/ Pinto carro e carretão/ Pinto o pedreiro na picareta/ Pinto o colono no enxadão” (em “Sou pintor, sou poeta”, de 1982).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua última exposição individual foi no museu de Arte Sacra em São Paulo: “A paixão e morte de Nosso Senhor segundo Silva”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Antônio Silva morreu em 1996, na cidade de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-1538068148002700104?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/1538068148002700104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=1538068148002700104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1538068148002700104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1538068148002700104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/biografia-de-jose-antonio-da-silva.html' title='Biografia de José Antônio da Silva'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-3762606323569731106</id><published>2009-09-26T09:27:00.001-03:00</published><updated>2009-09-26T09:29:38.140-03:00</updated><title type='text'>Kabir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu não sou devoto nem ateu,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não me guio por lei nem por razão,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não sou conferencista e não sou ouvinte,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não sou nem servo nem senhor,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não estou acorrentado, tampouco sou livre,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não estou ligado nem desligado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não estou longe de ninguém:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não estou próximo de ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não irei nem para o inferno nem para o céu,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Cumpro todos os meus deveres,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Embora deles esteja apartado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Poucos compreendem o que quero dizer:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Aquele que compreende, permanece impassível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;Kabir&lt;/em&gt; não procura nem estabelecer nem destruir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-3762606323569731106?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/3762606323569731106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=3762606323569731106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/3762606323569731106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/3762606323569731106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/kabir.html' title='Kabir'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-7240191177536668494</id><published>2009-09-24T15:34:00.000-03:00</published><updated>2009-09-24T15:34:45.666-03:00</updated><title type='text'>TALENTO DA TERRA: Chiang Sing</title><content type='html'>&lt;a href="http://talentodaterra.blogspot.com/2009/09/chiang-sing.html"&gt;TALENTO DA TERRA: Chiang Sing&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-7240191177536668494?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://talentodaterra.blogspot.com/2009/09/chiang-sing.html' title='TALENTO DA TERRA: Chiang Sing'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/7240191177536668494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=7240191177536668494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7240191177536668494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7240191177536668494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/talento-da-terra-chiang-sing.html' title='TALENTO DA TERRA: Chiang Sing'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-4700323107870741221</id><published>2009-09-21T16:05:00.000-03:00</published><updated>2009-09-21T16:06:27.439-03:00</updated><title type='text'>A Espiral da Ética</title><content type='html'>&lt;p class="font2" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;              &lt;span class="font1b"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;*por Tom Coelho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;i&gt;“Não é o cérebro que importa mais, mas sim o que o orienta:&lt;br /&gt;o caráter, o coração, a generosidade, as idéia.”&lt;br /&gt;(Dostoievski) &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A violência e a intolerância têm dominado o mundo. Observe como elas estão ao seu redor. Nos noticiários da televisão, nas páginas dos jornais e das revistas, nas conversas em rodas de amigos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Impotentes que nos sentimos diante de sua escalada, recorremos às leis, contratos firmados entre os homens para regular a convivência em sociedade. Passamos a defender a pena de morte, um maior rigor na aplicação das normas, a antecipação da maioridade penal. Buscamos proteção e sequer percebemos que pouco contribuímos para alcançá-la.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O efeito estufa ganha notoriedade e o aquecimento global deixa de ser retórica de cientistas e ecologistas para mostrar sua face real. Estamos comprometendo nossa sustentabilidade e as gerações futuras.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os males que nos afligem decorrem de nossa natureza egoísta. Não basta sermos ambiciosos. Precisamos cultivar a ganância. Queremos sempre mais. Mais posses, mais bens, mais exposição. Mais coisas quantificáveis, palpáveis, que possam ornamentar uma parede ou serem vistas sobre um móvel de mármore. E, em contrapartida, temos menos carinho, companhia, afeto. Beijamos pouco e abraçamos menos ainda.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Todo jovem, em algum momento de sua vida, nutre a utopia de construir uma sociedade mais justa onde as diferenças sócio-econômicas sejam abrandadas. Ele sabe de sua força e da importância de suas ações para obter este feito. Mas a idade adulta nos visita e passamos a acreditar que a humanidade não pode ser salva e que uma atitude pontual é insuficiente para surtir efeito.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aqui reside a grande quebra de paradigma. São as pequenas ações individuais, tomadas coletiva e sucessivamente, a gênese da transformação. Lembro-me de um provérbio chinês que diz: “Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo, dá três voltas na tua própria casa”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A este processo contínuo e envolvente denominei “Espiral da Ética”. A imagem da espiral remete a algo flexível e em constante movimento ascendente. E a ética invoca aos preceitos morais que habitam com naturalidade nosso íntimo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Alimentamos esta Espiral da Ética através de nossos comportamentos e atitudes. Obedecendo aos limites de velocidade e não trafegando pelo acostamento. Priorizando pedestres e dando passagem a outro veículo. Respeitando vagas e assentos reservados aos idosos e deficientes físicos. Aguardando o desembarque das pessoas de um elevador e segurando a porta para outras o adentrarem antes de você. Evitando estacionar o carrinho de compras no meio de um corredor no supermercado e impedir a passagem das demais pessoas. Ouvindo com atenção seu interlocutor num debate em vez de preocupar-se apenas em expor suas opiniões. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Poderíamos desfilar muitos outros exemplos. E você poderá fazer sua própria lista e começar a colocá-la em prática imediatamente. Inspirado na obra escrita por minha amiga &lt;i&gt;Rosana Braga&lt;/i&gt;, intitulada “O Poder da Gentileza”, resolvi chamar a cada uma destas ações de “pílulas de gentileza”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Trata-se de pequenas drágeas encapsuladas na mente e sorvidas pelo coração. O princípio ativo é dado pelo amor, com elevada concentração de generosidade e benevolência. A posologia recomenda administrar uma autêntica overdose diária. Os efeitos colaterais são variados e os estudos a este respeito ainda não foram concluídos. Sabe-se apenas que no curto prazo foram observadas a ocorrência de brilho no olhar, redução da angústia e da ansiedade, surtos freqüentes de entusiasmo e alegria. E no longo prazo, a expectativa de um lugar melhor para se viver.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Loren Eiseley foi um antropólogo, arqueólogo e escritor norte-americano, conhecido por suas obras publicadas acerca da teoria evolucionista do homem. Em um de seus escritos, magnificamente retratado em um breve filme intitulado “A História do Jogador de Estrelas”, fragmento de obra de Joel Barker, distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, ele relata que um poeta caminha pela praia quando encontra um jovem arremessando estrelas-do-mar de volta ao oceano, para salvá-las da maré baixa e forte sol que se avizinham. O homem se aproxima e interpela o rapaz dizendo-lhe que sua atitude é inútil diante da imensidão da costa marítima que acometerá fatalmente a maioria daqueles seres. Portanto, seria impossível que sua ação isolada pudesse fazer alguma diferença. O jovem ouve atentamente seu argumento, inclina-se em direção à areia, recolhe outra estrela-do-mar e a atira longe da rebentação. Então, aproxima-se do homem e lhe diz: “Fez diferença para aquela”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;Estou certo de que se conscientizando e agindo em direção a práticas mais nobres e menos superficiais, você encontrará a sua estrela-do-mar. E, com ela, sua essência, a paz e a calma que tanto merece. Ao fazer isso por você, estará fazendo também por mim. E por todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                    &lt;p class="font2"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                       &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-4700323107870741221?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/4700323107870741221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=4700323107870741221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4700323107870741221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4700323107870741221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/espiral-da-etica.html' title='A Espiral da Ética'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-6971430358251620995</id><published>2009-09-19T23:31:00.001-03:00</published><updated>2009-09-19T23:33:05.187-03:00</updated><title type='text'>Jalaluddin Rumi</title><content type='html'>Ontem à noite, confidencialmente, eu disse a um velho sábio:&lt;br /&gt;- Não me esconda nada dos segredos do mundo!&lt;br /&gt;Muito docemente, ele me disse ao ouvido:&lt;br /&gt;- Chut! Podemos compreender, mas não exprimir ( Rumi )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-6971430358251620995?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/6971430358251620995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=6971430358251620995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6971430358251620995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6971430358251620995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/jalaluddin-rumi.html' title='Jalaluddin Rumi'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2385742313220700109</id><published>2009-09-18T08:39:00.001-03:00</published><updated>2009-09-18T08:42:48.305-03:00</updated><title type='text'>O NOVO SEMPRE VEM... (E VAI)</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/09/o_novo_sempre_v.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt; &lt;div class="body"&gt;   &lt;div class="fontsize"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="date"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Gostaria de compartilhar uma imagem que anda ocupando minhas reflexões ultimamente, já que está no desktop do meu computador.&lt;/p&gt;  &lt;center&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/32936167@N02/3703453103/sizes/l/"&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/monge-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;  &lt;p&gt;Os detalhes são interessantíssimos, e seus contrastes suscitam vários paralelos que não vou ficar mencionando pra não dirigir suas próprias divagações. Vale a pena ver a &lt;a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/32936167@N02/3703453103/sizes/l/"&gt;imagem em tamanho grande&lt;/a&gt;, que foi capturada por Thery_lg no Flickr.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;POst do S. Matrix&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2385742313220700109?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2385742313220700109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2385742313220700109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2385742313220700109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2385742313220700109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/o-novo-sempre-vem-e-vai.html' title='O NOVO SEMPRE VEM... (E VAI)'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-633702336863677503</id><published>2009-09-13T10:42:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T09:20:29.260-03:00</updated><title type='text'>Kabir, o poeta apaixonado por Deus</title><content type='html'>&lt;span id="dnn_ctr609_dnnTITLE_lblTitle" class="Head"&gt;&lt;/span&gt; &lt;!-- Start_Module_609 --&gt;  &lt;span id="dnn_ctr609_HtmlModule_lblContent" class="Normal"&gt;&lt;div class="texto_normal" style="width: 500px;"&gt; &lt;p&gt;Reverenciado como santo por hindus, muçulmanos e sikhs, ele combateu o fanatismo religioso e proclamou a unidade profunda de todas as religiões. Seus poemas são ainda hoje recitados em salas de aula e cantados alegremente por milhões de seguidores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O fanatismo religioso tornou-se uma das maiores doenças do mundo contemporâneo. Cristãos contra judeus, judeus contra muçulmanos, muçulmanos contra hindus, hindus contra budistas, a epidemia parece não ter fim, sobrevivendo ao avanço da ciência, à democratização das formas de governo e ao vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação. Neste tempo de conflitos, temos muito a aprender com a experiência dos grandes místicos que, ultrapassando as diferenças exteriores das religiões, foram capazes de alcançar sua unidade profunda. Kabir, o célebre poeta indiano do século XV, foi um dos maiores. Em versos inspirados, ele ironizou a tolice dos fanáticos. E proclamou seu amor irrestrito a Deus. Na Índia, é até hoje reverenciado como santo por adeptos de três religiões: o hinduísmo, o islamismo e o sikhismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O nome que adotou, Kabir Das, já é uma expressão de sua submissão a Deus e de seu ecumenismo religioso. Pois &lt;i&gt;Kabir&lt;/i&gt; é a palavra árabe para "Grande". E &lt;i&gt;Dasa&lt;/i&gt;, o termo sânscrito para "Servo". Kabir Das, o "Servo do Grande", nasceu na cidade santa de Benares (Varanasi), em 1398. Atribuindo-lhe uma existência extremamente longa, de 120 anos, seus seguidores afirmam que ele viveu até 1518. Porém os estudiosos ocidentais tendem a considerar 1448 como o ano mais provável de sua morte.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os europeus – ou ao menos Colombo – ainda não haviam chegado à América. Mas, na Índia, duas tradições místicas, profundamente semelhantes em sua essência, experimentavam um momento de apogeu: o bhakti hinduísta e o sufismo muçulmano. Ambas elegiam o amor apaixonado como forma preferencial de relacionamento entre o homem e Deus. Ambas reivindicariam Kabir como um de seus maiores mestres. O mesmo seria feito pelos sikhs, que incluíram centenas de versos do poeta em seu livro sagrado. A afinidade de Kabir com aquilo que o bhakti e o sufismo possuem de mais característico encontra-se perfeitamente condensada nesta frase magistral: "Desde o dia em que me encontrei com meu Senhor, o jogo de nosso amor não teve fim".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sua biografia atesta que, desde o início, ele estava destinado a transpor as barreiras que separavam as comunidades hinduísta e islâmica. Pois diz a tradição que, tendo sido abandonado pela mãe, uma viúva hindu da casta dos brâmanes, foi adotado como filho por um tecelão muçulmano. Sua educação islâmica não o impediu de, ainda menino, aproximar-se de um importante mestre espiritual hinduísta: Ramananda, discípulo do célebre Ramanuja. Reconhecendo em Ramananda seu guru predestinado, Kabir pediu ao iogue que o aceitasse como discípulo. E assim ocorreu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Em sua famosa &lt;i&gt;Autobiografia de um Iogue&lt;/i&gt;, Paramahansa Yogananda (1893-1952) afirma que Kabir teve também um outro mestre: ninguém menos do que o grande Babaji, o sublime iogue cujos devotos afirmam estar vivo e oculto na Terra há quase dois mil anos. Quaisquer que tenham sido suas fontes de inspiração, é certo que Kabir possuía íntima familiaridade com a cultura da yoga, especialmente com a antiquíssima tradição dos siddhas, os chamados "iogues perfeitos".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Vegetariano e visceralmente contrário aos sacrifícios de animais, pautou sua vida pelo princípio da não-violência (ahimsa). A esse respeito escreveu: "O homem que é gentil e pratica a retidão, que se mantém impassível em meio à turbulência, que considera as criaturas do mundo como seu próprio eu, este alcança o Ser imortal; o verdadeiro Deus está sempre com ele". Mas, ao contrário de tantos ascetas, ele não renunciou às atividades mundanas nem foi celibatário. Consta que, como seu pai adotivo, exerceu o ofício de tecelão. E que casou e teve dois filhos. A tradição atribui à sua esposa o nome de Loi.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Benares era então dominada pelos brâmanes, a casta sacerdotal. Com suas opressivas regras sobre o que podia ou não podia ser feito, os brâmanes atormentavam a vida das pessoas comuns. Por aceitar mulheres em seu amplo círculo de discípulos, Kabir passou a ser hostilizado pelos sacerdotes. Porém não se deixou intimidar. E respondeu aos ataques com poemas satíricos. Mais tarde, quando o muçulmano Tamerlão (Timur, o Coxo) devastou a cidade e as rígidas autoridades islâmicas passaram a mandar na vida religiosa, ele igualmente ridicularizou seus ritos. Suas farpas contra os fanáticos das duas religiões conquistaram o coração do povo, mas despertaram a ira dos poderosos. Objeto de intrigas, o poeta foi exilado de Benares. Isso não impediu que a fama de sua santidade se espalhasse pelo país e que um número cada vez maior de seguidores se reunisse à sua volta.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Seus ataques às formas exteriores das religiões não devem ser entendidos como um menosprezo pela fé das pessoas. Foram, ao contrário, a expressão de um homem que experimentou Deus dentro de si mesmo. E que estava ansioso por comunicar ao mundo a força libertadora dessa experiência, que transcende os dogmas, as regras e os ritos. Como Jesus, Kabir ensinava seus discípulos a rezarem em silêncio, sem ostentação, em íntima comunhão com a Divindade. Em um de seus mais belos poemas, ele afirmou:&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 20px;"&gt;Com a mente imersa no Amor, por que deveria eu falar?&lt;br /&gt;Havendo amarrado o diamante, por que desfazer o nó? (...)&lt;br /&gt;O cisne, alcançando o lago, precisa nadar em poças e pântanos?&lt;br /&gt;Teu Senhor é teu próprio Ser; por que procurá-lo fora?&lt;br /&gt;Kabir diz: Escuta minhas canções!&lt;br /&gt;Eu realizei o Senhor internamente, como o óleo contido na semente.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:smaller;"&gt;(tradução de José Tadeu Arantes)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De volta a Benares, ele continuou ensinando, apontando a diferença entre a experiência religiosa e a superstição. Foi um mestre até a última respiração. Passou seus derradeiros 40 dias vivendo em um lugar do qual diziam que, se alguém nele morresse, renasceria na próxima vida como asno. Quando finalmente morreu, hindus e muçulmanos reclamaram seu corpo, cada comunidade querendo proporcionar-lhe ritos fúnebres de acordo com suas respectivas regras. Conta a lenda que, ao erguer o lençol mortuário, a multidão se surpreendeu ao descobrir que o corpo havia desaparecido. Em seu lugar, havia apenas um belo buquê de flores. Este foi dividido em duas partes iguais: conforme seus costumes, os hindus cremaram uma metade e os muçulmanos enterraram a outra. Seus poemas continuam a ser recitados por crianças em sala-de-aula e cantados por milhões de devotos. Diz um deles:&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 20px;"&gt;Um diamante estava jogado na rua, coberto de sujeira.&lt;br /&gt;Muitos tolos passaram ao largo.&lt;br /&gt;Alguém, que conhecia diamantes, este o colheu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:smaller;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Que o brilho diamantino de sua vida nos ajude a dissipar as trevas deste tempo de ignorância!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fonte Sufismo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-633702336863677503?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/633702336863677503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=633702336863677503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/633702336863677503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/633702336863677503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/kabir-o-poeta-apaixonado-por-deus.html' title='Kabir, o poeta apaixonado por Deus'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-9083815320292897295</id><published>2009-09-13T10:41:00.001-03:00</published><updated>2009-09-14T08:24:21.676-03:00</updated><title type='text'>Rudolf Steiner: o retrato do visionário</title><content type='html'>&lt;span id="dnn_ctr624_dnnTITLE_lblTitle" class="Head"&gt;&lt;/span&gt; &lt;!-- Start_Module_624 --&gt;  &lt;span id="dnn_ctr624_HtmlModule_HtmlModule_lblContent" class="Normal"&gt;&lt;table width="500" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;p class="texto_normal" style="padding-bottom: 0px;" align="left"&gt;Homem universal, ele se dedicou com sucesso aos mais variados campos do conhecimento. E construiu um sistema abrangente que integra o espírito e a matéria. Neste artigo, acompanhamos a fase inicial de sua trajetória.&lt;/p&gt; &lt;p class="autor_materia" style="padding-bottom: 0px;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Numa época em que as atividades humanas se tornam cada vez mais segmentadas e os profissionais se isolam em seus estreitos nichos de especialização, temos muito que aprender com a experiência daqueles que realizaram em suas próprias vidas o ideal do "homem universal". É o caso de Rudolf Steiner (1861-1925). Ele legou ao mundo contribuições importantes em domínios tão diversos como a filosofia, a pedagogia, a medicina, a agricultura, a arquitetura e as artes plásticas. E criou a Antroposofia, um sistema abrangente, que integra conhecimentos do mundo espiritual e do mundo material e oferece orientações originais e criativas para os mais variados campos de atuação. Suas obras científicas, artísticas e espirituais e os sucessos da medicina e pedagogia antroposóficas conquistaram seguidores em todo o planeta. Não é preciso ser antroposofista para reconhecer sua genialidade.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Steiner era um gênio na acepção da palavra. É fascinante acompanhar seus passos na época da infância e da juventude, quando a descoberta do mundo e de si mesmo constituíam o prato diário.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Rudolf Steiner nasceu no dia 27 de fevereiro de 1861, na cidade de Kraljevec, hoje pertencente à Sérvia. Mas era um austríaco, tanto étnica quanto culturalmente. Seus pais, Johann e Franziska, eram originários da Áustria.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;O pequeno Steiner viveu até os oito anos na cidade de Pottschach, cercada de montanhas majestosas e paisagens verdejantes. Sua atenção dividia-se, então, entre a natureza maravilhosa e o mundo tecnológico. Porque a família morava no edifício da estação de trens e ele cresceu vendo o vaivém dos comboios e ouvindo o toque nervoso do telégrafo. Depois de brigar com o professor da escola, o pai decidiu ocupar-se pessoalmente de sua educação, ensinando-o a ler e escrever enquanto executava suas tarefas na estrada de ferro. Steiner era o primeiro filho do casal, mas logo ganhou a companhia de um irmão e uma irmã.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;Uma infância pobre, porém feliz&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Quando tinha oito anos, uma nova transferência do pai arrastou a família para a aldeia de Neudörfl. Os altos cumes dos Alpes, antes tão próximos, tornaram-se marcos distantes no horizonte. Mas a Serra da Rosália, em cuja encosta ficava a aldeia, forneceu ao pequeno Steiner uma abundante cota de natureza. Em suas florestas, ele podia colher amoras, framboesas e morangos, com os quais complementava o pão com manteiga do jantar. E, a uma hora de marcha, havia uma fonte de água gasosa, que ele visitava diariamente na época das férias. As condições econômicas da família eram as mais modestas. O próprio Steiner referiu-se a elas com humor, anos mais tarde, dizendo que seus pais estavam dispostos a sacrificar até o último tostão pelo bem-estar dos filhos, mas que havia cada vez menos tostões.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Em Neudörfl, ele passou a freqüentar a escola, como outros garotos de sua idade. E, aos nove anos, teve o seu primeiro contato com a geometria. Foi uma revolução interior. Muito tempo depois, ele diria que, na geometria, havia encontrado a felicidade pela primeira vez.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;A geometria forneceu a Steiner uma espécie de justificativa para o que ele mesmo experimentava. Pois, desde antes dos oito anos, começara a vivenciar o dom da clarividência. Para ele, o mundo espiritual era tão real quanto o mundo sensorial. E, ao lado das coisas "que se enxergam", percebia a presença daquelas "que não se enxergam". Isso representava uma profunda certeza interior. Mas ele precisava provar para si mesmo que sua experiência não era fruto da ilusão. A indiscutível existência dos entes geométricos ofereceu-lhe, indiretamente, essa "prova".&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;Experiências mantidas em segredo&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;O pequeno Steiner viveu uma dessas experiências inusuais numa sala da estação de Neudörfl. Sozinho, ele percebeu abrir-se uma porta que não pertencia ao mundo físico. Dela saiu uma mulher, que chegou até o meio da sala e disse algo como "procure, agora e no futuro, fazer por mim tudo o que você puder". A entidade fez ainda alguns gestos impressionantes. E desapareceu. Alguns dias mais tarde, o menino soube que, no exato momento em que aquele estranho episódio acontecia, uma pessoa íntima da família se suicidava.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Fenômenos como esse são até hoje encarados com desconfiança. Na inculta e preconceituosa Europa Central do final do século XIX, então, nem se fala. Apesar da pouca idade, Steiner percebeu que, se contasse sua experiência, ele se tornaria alvo de deboches – ou até de coisa pior. Demonstrando um autocontrole que seria surpreendente até mesmo num adulto, ele se calou e só comunicou essa vivência infantil muitos anos mais tarde.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;O episódio da estação foi apenas a primeira experiência propiciada por uma clarividência que, em Steiner, era perfeitamente natural. Uma faculdade psíquica como essa pode produzir efeitos desastrosos numa pessoa mal estruturada. Intuitivamente, o garoto logo percebeu que, se quisesse manter a lucidez e integrar o seu dom numa vida psíquica saudável, precisava construir uma sóbria e sólida visão da realidade. As ferramentas para isso eram as ciências naturais, a matemática e a filosofia.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;Uma inesquecível aula de astronomia&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;O menino teve a felicidade de encontrar, tanto em seu professor quanto no padre da igreja local, não apenas incentivadores calorosos, mas também pessoas esclarecidas, que influenciaram fortemente sua própria evolução intelectual. Esse padre reuniu, certa vez, os alunos mais adiantados e explicou-lhe longamente o sistema planetário de Copérnico, os movimentos de translação e rotação da Terra, a inclinação do eixo terrestre e as estações do ano – assuntos que, ainda naquela época, muitos religiosos consideravam tabus. A Steiner, ofereceu um ensinamento extra sobre os eclipses do Sol e da Lua. O entusiasmo causado por essas informações reverberou durante dias na mente do menino.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;A partir dos 10 anos, Steiner passou a freqüentar o liceu da cidade vizinha de Wiener-Neustadt. O trajeto até lá era feito normalmente de trem. Mas as freqüentes interrupções no serviço ferroviário obrigavam-no, muitas vezes, a fazer o percurso a pé. Isso significava uma hora de marcha, com tempo bom. Ou uma caminhada bem mais lenta e difícil, com neve até os joelhos, nos dias de inverno.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Esses esforços físicos não intimidavam o rapaz. O que o deixava aturdido eram os excessivos estímulos sensoriais da cidade grande. Ele se refugiava, então, no mundo puramente ideal da matemática, onde seu espírito se sentia em casa. Em pouco tempo, dominou sozinho o cálculo integral. E, combinando o que aprendia em aula com suas iniciativas como autodidata, adquiriu também notáveis conhecimentos em geometria descritiva e estatística. Quanto à geometria propriamente dita, ele afirmaria mais tarde que estava "completamente doido por ela". A escola soube reconhecer o seu talento e atribuiu-lhe uma nota que jamais havia sido dada.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;O encontro com a filosofia de Kant&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Aos 14 anos, Steiner adquiriu um exemplar de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;i&gt;A crítica da razão pura&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;, de Kant – uma obra filosófica difícil, que muito intelectual adulto não teria coragem de encarar. Como não tinha tempo para ler em casa, pois precisava realizar os deveres escolares e ajudar no trabalho doméstico, resolveu fazê-lo durante as aborrecidas aulas de história. Desmontou o livro de Kant e colou cuidadosamente cada uma de suas páginas entre as folhas do manual escolar. Fingindo acompanhar as exposições do professor, estudou metodicamente a filosofia kantiana.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Kant estreitara drasticamente o horizonte cognitivo da humanidade, considerando cognoscível apenas aquilo que podia ser apreendido pelos sentidos. Steiner, que conhecia o mundo espiritual até melhor do que o mundo sensorial, sabia, por experiência própria, que essa posição era, no mínimo, insuficiente. Todo o grande trabalho intelectual de sua juventude – desenvolvido a partir dos 21, quando editou e comentou os escritos científicos de Goethe – foi pautado pela necessidade de construir uma teoria do conhecimento alternativa à de Kant. Foi com base nela que ele pode, mais tarde, edificar sua antroposofia.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Mas, aos 14 anos, a atenção de Steiner ainda estava intensamente mobilizada pelo estudo da matemática e das ciências naturais. Bem como pela leitura da história, da doutrina e do simbolismo cristãos. Para custear sua educação, começou a dar aulas particulares, tendo, como alunos, tanto estudantes mais jovens quanto seus próprios colegas de classe. Aos 18 anos, graduou-se com distinção no liceu, recebendo o conceito "exemplar".&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Por pressão do pai, que queria fazer dele engenheiro, Steiner se matriculou na Escola Politécnica de Viena. Enquanto as aulas não começavam, prosseguiu sua investigação pessoal da filosofia. Tendo completado o estudo de Kant, vendeu seus velhos livros escolares e, com o dinheiro recebido, comprou uma série de obras dos grandes filósofos do idealismo alemão: Fichte, Hegel, Schelling e seguidores. A questão que o motivava era a atividade cognitiva do "eu" humano. Por experiência própria, ele estava convencido de que o "eu" era espírito e vivia num mundo de seres espirituais. O processo de conhecimento construía uma ponte que ligava esse domínio supranatural à natureza.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;Personagens enigmáticos, mestres misteriosos&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Steiner continuava a manter em segredo os seus dons paranormais. Apenas com duas pessoas, ele compartilhou, nessa época, suas experiências. O primeiro era um homem do povo, com mais de 40 anos, que colhia ervas medicinais no campo para vendê-las às farmácias vienenses. Chamava-se Felix Koguzki. O jovem Steiner o conheceu no trem. Era uma pessoa simples, que nada sabia de ciências e filosofia. Possuía, porém, uma sabedoria inata, elementar e criativa. E uma experiência profunda tanto do mundo natural quanto do mundo espiritual. Steiner tornou-se amigo desse colhedor de ervas, junto do qual sentia estar na presença de uma alma muito antiga, que lhe trazia o saber instintivo de uma época intocada pela civilização.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;O segundo interlocutor era ainda mais misterioso. Não conhecemos sequer o seu nome. Sabemos apenas que, sob o disfarce de uma profissão modesta, exercia conscientemente uma missão espiritual. Era grande conhecedor de ciências e filosofia e exerceu uma influência profunda na evolução do pensamento de Steiner. Este já havia estabelecido sua grande meta: religar a ciência e a espiritualidade, reintroduzir Deus na ciência e a natureza na religião, e, a partir disso, fecundar de novo a vida e a arte. Seu mestre oculto indicou-lhe o caminho a seguir para alcançar esse objetivo.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;O adversário a ser combatido era a visão de mundo materialista e reducionista, que dominava o pensamento científico e toda a consciência intelectual da segunda metade do século 19. Se quisesse vencer esse modo de pensar, Steiner devia começar por conhecê-lo a fundo e reconhecer a parcela limitada de verdade que existia nele. Só então estaria capacitado a falar ao homem moderno nos termos em que este era capaz de compreender.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;A edição dos escritos de Goethe&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Steiner mergulhou ainda mais fundo no estudo das ciências da natureza. E na vibrante atividade dos círculos intelectuais e artísticos vienenses. Aos 19 anos, conheceu um outro homem que exerceria influência decisiva em sua vida: Karl Julius Schröer, poeta e erudito, que lecionava literatura alemã na Escola Politécnica de Viena. Schröer estava trabalhando na edição e comentário da segunda parte do &lt;span&gt;&lt;i&gt;Fausto&lt;/i&gt;, de Goethe&lt;/span&gt;. Por meio dele, Steiner travou contato com a obra e o pensamento do grande poeta alemão.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;A conexão de Schröer com a herança goethiana era tão profunda que, quando conversava com seu professor, por horas a fio, Steiner tinha a sensação de que uma terceira entidade se fazia presente: o espírito do próprio Goethe. Foi por indicação de Schröer que, em 1882, ele foi convidado a editar os escritos científicos goethianos. Steiner os publicou em cinco livros, acompanhados por comentários que mostram o quanto havia progredido em sua própria reflexão filosófica.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Em oposição às idéias científicas de sua época, que concebiam a natureza como um mecanismo frio e sem alma, constituído apenas por matéria em movimento, Goethe (1749-1832) vira o mundo natural como uma totalidade viva e orgânica, impregnada de espírito. Essa visão de mundo coincidia com tudo o que Steiner havia descoberto por experiência própria. Sua grande tarefa foi tornar explícito e sistemático esse pensamento que, na obra de Goethe, é apenas insinuado. Não é exagero dizer que ele a realizou de maneira magistral. Se hoje podemos apreciar as grandes contribuições filosóficas e científicas de Goethe, e não somente o seu teatro e a sua poesia, isso se deve ao trabalho de Steiner.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Com a edição do último volume dos escritos goethianos se encerrou, em 1897, a etapa inicial de sua vida. Steiner era agora um homem maduro. Ele estava pronto para voar muito alto, com suas próprias asas.&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_bold" style="padding-bottom: 0px;"&gt;Para saber mais&lt;/p&gt; &lt;p class="texto_normal"&gt;Johannes Hemleben, &lt;i&gt;Rudolf Steiner&lt;/i&gt;, Editora Antroposófica.&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-9083815320292897295?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/9083815320292897295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=9083815320292897295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/9083815320292897295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/9083815320292897295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/rudolf-steiner-o-retrato-do-visionario.html' title='Rudolf Steiner: o retrato do visionário'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-809375036131638097</id><published>2009-09-12T18:11:00.002-03:00</published><updated>2009-09-12T19:23:44.108-03:00</updated><title type='text'>A palavra</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#ba231b;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;          ... Sim Senhor, &lt;i&gt;tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e             baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as,             derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente             espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras             coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo             algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ...             Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me             diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como             frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as,             bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu             poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio,             presentes da onda ... Tudo está na palavra ... Uma idéia inteira muda porque uma palavra             mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a             esperava e que a obedeceu ... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo             o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de             tanto ser raízes ... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e             na flor apenas desabrochada ... Que bom idioma o meu, que boa língua herdamos dos             conquistadores torvos ... Estes andavam a passos largos pelas tremendas cordilheiras,             pelas .Américas encrespadas, buscando batatas,&lt;/i&gt; butifarras*&lt;i&gt;, feijõezinhos, tabaco             negro, ouro, milho, ovos fritos, com aquele apetite voraz que nunca. mais,se viu no mundo             ... Tragavam tudo: religiões, pirâmides, tribos, idolatrias iguais às que eles traziam             em suas grandes bolsas... Por onde passavam a terra ficava arrasada... Mas caíam das             botas dos bárbaros, das barbas, dos elmos, das ferraduras. Como pedrinhas, as palavras             luminosas que permaneceram aqui resplandecentes... o idioma. Saímos perdendo... Saímos             ganhando... Levaram o ouro e nos deixaram o ouro... Levaram tudo e nos deixaram tudo...             Deixaram-nos as palavras. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;*Butifarra:             espécie de chouriço ou lingüiça feita principalmente na Catalunha, Valência e             Baleares. (N. da T.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;             &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Pablo Neruda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;             &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;          &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Do livro "Confesso que Vivi &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-809375036131638097?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/809375036131638097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=809375036131638097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/809375036131638097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/809375036131638097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/palavra.html' title='A palavra'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-296406041668718919</id><published>2009-09-12T18:04:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:21:35.635-03:00</updated><title type='text'>Famigerado</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;               &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;color:#ba231b;"&gt;Famigerado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;/blockquote&gt;             &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;color:#000000;"&gt;&lt;b&gt;Guimarães Rosa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;           Foi de incerta feita — o evento. Quem pode esperar coisa tão sem pés nem cabeça?             Eu estava em casa, o arraial sendo de todo tranqüilo. Parou-me à porta o tropel. Cheguei             à janela.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Um grupo de cavaleiros. Isto é, vendo melhor: um cavaleiro rente, frente à minha porta,             equiparado, exato; e, embolados, de banda, três homens a cavalo. Tudo, num relance,             insolitíssimo. Tomei-me nos nervos. O cavaleiro esse — o oh-homem-oh — com cara             de nenhum amigo. Sei o que é influência de fisionomia. Saíra e viera, aquele homem,             para morrer em guerra. Saudou-me seco, curto pesadamente. Seu cavalo era alto, um alazão;             bem arreado, ferrado, suado. E concebi grande dúvida.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Nenhum se apeava. Os outros, tristes três, mal me haviam olhado, nem olhassem para nada.             Semelhavam a gente receosa, tropa desbaratada, sopitados, constrangidos coagidos, sim.             Isso por isso, que o cavaleiro solerte tinha o ar de regê-los: a meio-gesto, desprezivo,             intimara-os de pegarem o lugar onde agora se encostavam. Dado que a frente da minha casa             reentrava, metros, da linha da rua, e dos dois lados avançava a cerca, formava-se ali um             encantoável, espécie de resguardo. Valendo-se do que, o homem obrigara os outros ao             ponto donde seriam menos vistos, enquanto barrava-lhes qualquer fuga; sem contar que,             unidos assim, os cavalos se apertando, não dispunham de rápida mobilidade. Tudo             enxergara, tomando ganho da topografia. Os três seriam seus prisioneiros, não seus             sequazes. Aquele homem, para proceder da forma, só podia ser um brabo sertanejo, jagunço             até na escuma do bofe. Senti que não me ficava útil dar cara amena, mostras de             temeroso. Eu não tinha arma ao alcance. Tivesse, também, não adiantava. Com um pingo no             i, ele me dissolvia. O medo é a extrema ignorância em momento muito agudo. O medo O. O             medo me miava. Convidei-o a desmontar, a entrar.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Disse de não, conquanto os costumes. Conservava-se de chapéu. Via-se que passara a             descansar na sela — decerto relaxava o corpo para dar-se mais à ingente tarefa de             pensar. Perguntei: respondeu-me que não estava doente, nem vindo à receita ou consulta.             Sua voz se espaçava, querendo-se calma; a fala de gente de mais longe, talvez             são-franciscano. Sei desse tipo de valentão que nada alardeia, sem farroma. Mas             avessado, estranhão, perverso brusco, podendo desfechar com algo, de repente, por um             és-não-és. Muito de macio, mentalmente, comecei a me organizar. Ele falou:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           "Eu vim preguntar a vosmecê uma opinião sua explicada..."&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Carregara a celha. Causava outra inquietude, sua farrusca, a catadura de canibal.             Desfranziu-se, porém, quase que sorriu. Daí, desceu do cavalo; maneiro, imprevisto. Se             por se cumprir do maior valor de melhores modos; por esperteza? Reteve no pulso a ponta do             cabresto, o alazão era para paz. O chapéu sempre na cabeça. Um alarve. Mais os ínvios             olhos. E ele era para muito. Seria de ver-se: estava em armas — e de armas alimpadas.             Dava para se sentir o peso da de fogo, no cinturão, que usado baixo, para ela estar-se             já ao nível justo, ademão, tanto que ele se persistia de braço direito pendido, pronto             meneável. Sendo a sela, de notar-se, uma jereba papuda urucuiana, pouco de se achar, na             região, pelo menos de tão boa feitura. Tudo de gente brava. Aquele propunha sangue, em             suas tenções. Pequeno, mas duro, grossudo, todo em tronco de árvore. Sua máxima             violência podia ser para cada momento. Tivesse aceitado de entrar e um café, calmava-me.             Assim, porém, banda de fora, sem a-graças de hóspede nem surdez de paredes, tinha para             um se inquietar, sem medida e sem certeza.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Vosmecê é que não me conhece. Damázio, dos Siqueiras... Estou vindo da             Serra..."&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Sobressalto. Damázio, quem dele não ouvira? O feroz de estórias de léguas, com dezenas             de carregadas mortes, homem perigosíssimo. Constando também, se verdade, que de para uns             anos ele se serenara — evitava o de evitar. Fie-se, porém, quem, em tais tréguas de             pantera? Ali, antenasal, de mim a palmo! Continuava:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Saiba vosmecê que, na Serra, por o ultimamente, se compareceu um moço do             Governo, rapaz meio estrondoso... Saiba que estou com ele à revelia... Cá eu não quero             questão com o Governo, não estou em saúde nem idade... O rapaz, muitos acham que ele é             de seu tanto esmiolado..."&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Com arranco, calou-se. Como arrependido de ter começado assim, de evidente. Contra que             aí estava com o fígado em más margens; pensava, pensava. Cabismeditado. Do que, se             resolveu. Levantou as feições. Se é que se riu: aquela crueldade de dentes. Encarar,             não me encarava, só se fito à meia esguelha. Latejava-lhe um orgulho indeciso. Redigiu             seu monologar.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           O que frouxo falava: de outras, diversas pessoas e coisas, da Serra, do São Ão, travados             assuntos, inseqüentes, como dificultação. A conversa era para teias de aranha. Eu tinha             de entender-lhe as mínimas entonações, seguir seus propósitos e silêncios. Assim no             fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, ele enigmava: E, pá:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que             é: &lt;i&gt;fasmisgerado&lt;/i&gt;... f&lt;i&gt;az-megerado&lt;/i&gt;... &lt;i&gt;falmisgeraldo&lt;/i&gt;... &lt;i&gt;familhas-gerado&lt;/i&gt;...?&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que             se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presença dilatada. Detinha minha             resposta, não queria que eu a desse de imediato. E já aí outro susto vertiginoso             suspendia-me: alguém podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de             ofensa àquele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigir-me,             rosto a rosto, o fatal, a vexatória satisfação?&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Saiba vosmecê que saí ind'hoje da Serra, que vim, sem parar, essas seis             léguas, expresso direto pra mor de lhe preguntar a pregunta, pelo claro..."&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Se sério, se era. Transiu-se-me.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Lá, e por estes meios de caminho, tem nenhum ninguém ciente, nem têm o             legítimo — o livro que aprende as palavras... É gente pra informação torta, por             se fingirem de menos ignorâncias... Só se o padre, no São Ão, capaz, mas com padres             não me dou: eles logo engambelam... A bem. Agora, se me faz mercê, vosmecê me fale, no             pau da peroba, no aperfeiçoado: o que é que é, o que já lhe perguntei?"&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Se simples. Se digo. Transfoi-se-me. Esses trizes:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — &lt;i&gt;Famigerado&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Sim senhor..." — e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos             vermelhões da raiva, sua voz fora de foco. E já me olhava, interpelador, intimativo             — apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. — &lt;i&gt;Famigerado&lt;/i&gt;? Habitei             preâmbulos. Bem que eu me carecia noutro ínterim, em indúcias. Como por socorro, espiei             os três outros, em seus cavalos, intugidos até então, mumumudos. Mas, Damázio:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Vosmecê declare. Estes aí são de nada não. São da Serra. Só vieram             comigo, pra testemunho..."&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Só tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroço: o verivérbio.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — &lt;i&gt;Famigerado&lt;/i&gt; é inóxio, é "célebre", "notório",             "notável"...&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Vosmecê mal não veja em minha grossaria no não entender. Mais me diga: é             desaforado? É caçoável? É de arrenegar? Farsância? Nome de ofensa?"&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — Vilta nenhuma, nenhum doesto. São expressões neutras, de outros usos...&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Pois... e o que é que é, em fala de pobre, linguagem de em             dia-de-semana?"&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — &lt;i&gt;Famigerado&lt;/i&gt;? Bem. É: "importante", que merece louvor, respeito...&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Vosmecê agarante, pra a paz das mães, mão na Escritura?"&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, então eu sincero disse:&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — Olhe: eu, como o sr. me vê, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas             era ser famigerado — bem famigerado, o mais que pudesse!...&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           — "Ah, bem!..." — soltou, exultante.&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;           Saltando na sela, ele se levantou de molas. Subiu em si, desagravava-se, num desafogaréu.             Sorriu-se, outro. Satisfez aqueles três: — "Vocês podem ir, compadres. Vocês             escutaram bem a boa descrição..." — e eles prestes se partiram. Só aí se             chegou, beirando-me a janela, aceitava um copo d'água. Disse: — "Não há como             que as grandezas machas duma pessoa instruída!" Seja que de novo, por um mero, se             torvava? Disse: — "Sei lá, às vezes o melhor mesmo, pra esse moço do Governo,             era ir-se embora, sei não..." Mas mais sorriu, apagara-se-lhe a inquietação.             Disse: — "A gente tem cada cisma de dúvida boba, dessas desconfianças... Só             pra azedar a mandioca..." Agradeceu, quis me apertar a mão. Outra vez, aceitaria de             entrar em minha casa. Oh, pois. Esporou, foi-se, o alazão, não pensava no que o             trouxera, tese para alto rir, e mais, o famoso assunto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;             &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;           Texto extraído do livro "&lt;/i&gt;Primeiras Estórias&lt;i&gt;"&lt;br /&gt;           &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-296406041668718919?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/296406041668718919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=296406041668718919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/296406041668718919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/296406041668718919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/famigerado.html' title='Famigerado'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-9222240946512300692</id><published>2009-09-12T18:01:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:19:34.434-03:00</updated><title type='text'>Borges e eu</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Borges e eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="Style2"  style="margin: 0pt 0cm; text-indent: 0cm; text-align: justify; color: rgb(95, 89, 83); line-height: 18px;font-family:Garamond;"&gt;      &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="CharacterStyle1"&gt;      &lt;span style="letter-spacing: 0pt;color:black;" &gt;      &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;      &lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;Ao outro, a Borges, é       que acontecem as coisas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;       Eu caminho por Buenos Aires e demoro-me, talvez já       mecanicamente, na contemplação do arco de um saguão e da       cancela; de Borges tenho notícias pelo correio e vejo o seu       nome num trio de professores ou num dicionário biográfico.       Agra­dam-me os relógios de areia, os mapas, a tipografia do       século XVIII, as etimologias, o sabor do café e a prosa de       Stevenson; o outro comunga dessas preferências, mas de um       modo vaidoso que as converte em atribu­tos de um actor.       Seria exagerado afirmar que a nossa relação é hostil; eu       vivo, eu deixo-me viver, para que Borges possa urdir a sua       literatura, e essa literatura justifica-me. Não me custa       confessar que conseguiu certas páginas válidas, mas essas       páginas não me podem salvar, talvez porque o bom já não seja       de alguém, nem sequer do outro, mas da linguagem ou da       tradição. Quanto ao mais, estou destinado a perder-me       definitivamen­te, e só algum instante de mim poderá       sobreviver no outro. Pouco a pouco vou-lhe cedendo tudo,       ainda que me conste o seu perverso hábito de falsificar e       magnificar. Espinosa entendeu que todas as coisas querem       perseverar no seu ser; a pedra eternamente quer ser pedra, e       o tigre um tigre. Eu hei-de ficar em Borges, não em mim (se       é que sou alguém), mas reconheço-me menos nos seus livros do       que em muitos outros ou no laborioso toque de uma viola. Há       anos tratei de me livrar dele e passei das mitologias do       arrabalde aos jogos com o tempo e com o infinito, mas esses       jogos agora são de Borges e terei de imaginar outras coisas.       Assim, a minha vida é uma fuga e tudo perco, tudo é do       esquecimento ou do outro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="Style3"  style="margin: 0pt 0cm; text-align: justify; line-height: 18px; color: rgb(95, 89, 83);font-family:Garamond;"&gt;      &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="CharacterStyle1"&gt;      &lt;span style="letter-spacing: 0pt;color:black;" &gt;      &lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não sei qual dos dois escreve       esta página.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Style3"  style="margin: 0pt 0cm; text-align: justify; line-height: 18px; color: rgb(95, 89, 83);font-family:Garamond;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="CharacterStyle1"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0pt;color:black;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Style3"  style="margin: 0pt 0cm; text-align: justify; line-height: 18px; color: rgb(95, 89, 83);font-family:Garamond;"&gt;&lt;span class="CharacterStyle1"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0pt;color:black;" &gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Luis Borges&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-9222240946512300692?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/9222240946512300692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=9222240946512300692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/9222240946512300692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/9222240946512300692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/borges-e-eu.html' title='Borges e eu'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-6378590807041008263</id><published>2009-09-12T17:20:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:24:54.881-03:00</updated><title type='text'>Princípio da Solidariedade -</title><content type='html'>&lt;div class="boxtexto" id="blkTexto"&gt;   &lt;h2 class="titulo"&gt;Princípio da Solidariedade - Texto premiado pela UNESCO&lt;/h2&gt;   &lt;div class="tex"&gt;           Um sorriso nos lábios, um olhar esperançoso, um gesto repleto de gratidão, um coração feliz diante de um ato que concretiza o mais nobre sentimento e se conhece por um nome: solidariedade.Ato de olhar o mundo com cuidado, sabendo o quanto é importante que ele esteja saudável.Ato de ter empatia pelo outro.Ato inerente àqueles que amam verdadeiramente.Não só em palavras, mas em síntese, por completo.&lt;br /&gt;        O mundo é competitivo, muitos querem sempre mais vantagens materiais, intelectuais, mais poder e status que os outros.A linguagem deste tipo de mundo afirma que o importante é ganhar e não medir esforços para isso.E, muitas vezes, esses esforços são: terríveis genocídios, traições, violência gratuita, inveja consumada, egoísmo inaceitável, atitudes irracionais, um verdadeiro coquetel de ambição exacerbada.Mas, o indivíduo não pode precisar este sentimento competitivo, sem analisar o propósito dessas ações.Por que não abolir a competição e ratificar a cooperação? Por que vendar os olhos do coração e anestesiar os sentimentos? Que prêmio é tão importante que não pode ser compartilhado,e deve ser alegria só de alguns?&lt;br /&gt;        O mundo seria muito mais contente, mais aconchegante, muito mais charmoso se fosse mais sorridente.Para isso acontecer, ele precisa ser mais solidário.E, não é difícil como alguns podem pensar.É muito mais fácil e útil fazer brotar um sorriso no rosto de uma pessoa, que leva – lá a chorar.É compreender o mandamento e discernir sobre ele: “ame ao seu próximo, como a si mesmo”.É respeitar as diferenças e discriminar o preconceito.Fazer o bem, mas olhando e respeitando a quem.Enxergar a alma do outro, através do olhar.Ter sensibilidade para identificar suas necessidades.Não esperar algo em troca.Se doar sem querer barganhar vantagens.Chorar com aqueles que choram, gargalhar com aqueles que demonstram seu momento de felicidade.Ver nos outros  retratos de sua própria vida e, abençoar as famílias de todos como quer que a sua seja abençoada.Riscar dos seus princípios a palavra acepção.Confirmar a palavra cooperação.Acender como uma estrela e concretizar este gesto de amor.&lt;br /&gt;          Fora violência, absurda em todas as suas classificações; em suas guerras e ditaduras dispensáveis e alimentadas pela competição. Ajuda a todos os povos; a todas as crianças, sejam elas, africanas, russas, chinesas, judias, palestinas,americanas.Pois, é maravilhoso cumprir de forma consciente o que traz realização ao próximo,sabendo exercer a boa ação, participando ao mundo uma bela e eficaz missão que é a apologia ao amor, ao respeito e cuidado ao ser humano: o princípio da solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                    &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Priscilla Lima&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-6378590807041008263?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/6378590807041008263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=6378590807041008263&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6378590807041008263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6378590807041008263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/principio-da-solidariedade.html' title='Princípio da Solidariedade -'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1137216771486111462</id><published>2009-09-12T17:18:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T09:20:59.136-03:00</updated><title type='text'>Solidariedade... É uma palavra diferente.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:medium;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 204);"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Solidariedade... É uma palavra diferente.&lt;br /&gt;É uma palavra que incomoda um pouco...&lt;br /&gt;Incomoda porque embora seja difícil de pronunciar, é o seu verdadeiro significado que “faz mexer”...&lt;br /&gt;Fundamenta-se em valores que não conseguimos quantificar por maior que seja o número em euros (ou a falta deles).&lt;br /&gt;Mas o que é a Solidariedade?&lt;br /&gt;O que é ser solidário?&lt;br /&gt;Lanço-vos o desfio de lerem esta mensagem até ao fim. Apenas isso.&lt;br /&gt;Ser Solidário, é acima de tudo, respeitar, incondicionalmente tudo o que nos rodeia...&lt;br /&gt;Ser Solidário, é sentir a necessidade ínfima de partilhar...&lt;br /&gt;Ser Solidário, é perceber que as diferenças só existem porque é mais fácil criar distâncias do que gerir dificuldades...&lt;br /&gt;Ser Solidário, é sentir que é possível mudar, o que está errado E que para isso basta acreditar...&lt;br /&gt;Ser Solidário, é querer ir mais além, é ser mais alto interiormente, é ser maior de coração...&lt;br /&gt;Ser Solidário, é perceber que a alegria de dar é indiscutivelmente superior à de receber...&lt;br /&gt;Ser Solidário, é estender a mão, sem olhar à cor, ao sexo, ao estatuto social (ou à falta dele) e à conta bancária (desculpem-me a ironia)...&lt;br /&gt;Parece-vos utópico tudo isto?&lt;br /&gt;Um romancezeco-semi-sonho com final feliz?&lt;br /&gt;Não é garanto-vos!&lt;br /&gt;Apenas defendo, porque acredito, que a interiorização de um sentimento desta índole, torna-nos efectivamente “pessoas melhores “...&lt;br /&gt;E Solidariedade só quando é Natal?&lt;br /&gt;Ou quando a Natureza “avisa” que ainda manda nisto tudo??&lt;br /&gt;NÃO!!! NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER!!!&lt;br /&gt;Sermos solidários, quando percebermos que é possível fazer alguma coisa, dizer NÃO, ao egoísmo em que todos vivemos, ao nosso fácil acomodamento, face à miséria, à solidão; à injustiça social e a tantas mas tantas coisas mais...&lt;br /&gt;É mais fácil pensar que não é connosco se algo de profundamente errado e injusto se passa ao nosso lado:&lt;br /&gt;- Sabia que há pessoas a passar fome?&lt;br /&gt;- Sabia que há crianças com apenas poucos meses que vivem em carros abandonados?&lt;br /&gt;- Sabia que há crianças que têm como companheiros de brincadeiras, nos seus “pseudo-quartos”, muitas baratas, e até cobras?&lt;br /&gt;- Sabia que há famílias como a minha e como a sua a viver em currais de porcos e outras “habitações afins”?&lt;br /&gt;- Sabia que se pode morrer de solidão?&lt;br /&gt;Se não sabia, ficou a saber que tudo isto é real e que se passa bem mais perto de si do que pensa… CONSEGUE, AINDA ASSIM, SENTIR-SE UMA PESSOA FELIZ???&lt;br /&gt;Vivemos num mundo de quimeras adiadas, frustradas e cansadas...&lt;br /&gt;Num mundo de mácula, atolado de “mentes vazias” perdidas no seu “ego”, na sua majestosa moradia, nos seus carros topo de gama...&lt;br /&gt;Completamente mergulhados numa vida egocêntrica, que nos condena irreversivelmente à solidão. Acredita que podemos mudar isto?&lt;br /&gt;Eu acredito, porque afinal a&lt;br /&gt;DISTÂNCIA É A DE UM PASSO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;POST F.GIL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-1137216771486111462?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/1137216771486111462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=1137216771486111462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1137216771486111462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1137216771486111462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/solidariedade-e-uma-palavra-diferente.html' title='Solidariedade... É uma palavra diferente.'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-4324636458496873348</id><published>2009-09-12T17:17:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:23:31.906-03:00</updated><title type='text'>No deserto de Mojave</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;                     &lt;div class="post-time"&gt;                       &lt;small&gt;&lt;br /&gt;&lt;/small&gt;           &lt;/div&gt;                                &lt;div class="entry"&gt;            &lt;p&gt;No deserto de Mojave, é freqüente encontrarmos as famosas cidades-fantasma: construídas perto de minas de ouro, eram abandonadas quando todo o produto da terra tinha sido extraído. Haviam cumprido seu papel, e não tinham mais sentido.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando passeamos por uma floresta, também vemos árvores que - uma vez cumprido seu papel, terminaram caindo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas, diferente das cidades-fantasma, o que aconteceu?   Abriram espaço para que a luz penetrasse, fertilizaram o solo, e seus troncos estão cobertos de vegetação nova.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A nossa velhice vai depender da maneira que vivemos o momento presente. Podemos terminar como uma cidade- fantasma, simplesmente abandonados.  Ou então como uma generosa árvore, que continua a ser importante, mesmo depois de caída por terra.&lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-4324636458496873348?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/4324636458496873348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=4324636458496873348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4324636458496873348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4324636458496873348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/no-deserto-de-mojave.html' title='No deserto de Mojave'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-6662873003629438423</id><published>2009-09-12T17:12:00.001-03:00</published><updated>2009-09-16T09:23:30.568-03:00</updated><title type='text'>POR UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA</title><content type='html'>&lt;div class="body"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post por S.da Matrix&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Lembro que o lema do blog era "Por uma vida menos ordinária". Acho que isso dizia tudo. Os blogs nada mais eram do que registros de futilidades, uma forma de satisfazer a necessidade de atenção que todos nós temos (sim, estou me incluindo aí) em um nível ou outro. Dizem até que o nome Blog vem da sigla "B-log = Bullshit log", ou registro de porcarias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nesse tempo eu já estava há anos engajado no trabalho de fazer da Internet uma "Nova Alexandria", onde o conhecimento devia ser para todos, sem barreiras econômicas, linguísticas ou sociais. O conhecimento era disseminado de forma virótica, as pessoas estavam sedentas de informação, empolgadas com essa nova ferramenta que era a internet, mas confusas com todas as novas dificuldades que o cybespaço trazia. E uma mão lavava a outra, pacientemente, cada um da sua forma, somando forças para reforçar as trincheiras da sociedade livre. Essa fase romântica durou de 96 a 2000, por aí. A navegação foi ficando mais fácil, mais pessoas entrando e trazendo todas as suas bagagens emocionais para dentro desse novo território. E com isso a segregação por países, a má educação, a futilidade, o desprezo. O comércio deu a tônica, e como sempre fazem, investem na individualidade em detrimento da sociedade (dividir para conquistar... e vender mais).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há uma certa decepção em ver aquilo no qual você investiu tanto esforço e esperança crescer e se tornar um adolescente medíocre, mas nem tudo foi perdido: se hoje temos MP3 de graça e filmes pra baixar, isso se deve ao esforço de milhares de anônimos que uniram força para lutar pela liberdade e dizer &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ao paradigma do "pague para ter".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, voltando ao blog, eu considerava essa ferramenta mais um reflexo da estupidez que estava dominando a internet. Mas aí eu pensei: eu poderia subverter o uso dessa coisa, e colocar tudo aquilo que sai da "normalidade" e que a sociedade faz questão de ignorar para manter o povo sem pensar, sem questionar. E minha vida era cheia de "causos" anormais. Então começou o Acid Blogger.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minha idéia era ser o fósforo no palheiro, o detonador que levaria a pessoa a rever seus pré-conceitos, quebrar seus paradigmas e começar a espalhar - ela mesma - sua própria filosofia em outros blogs, nas suas próprias casas, etc. O destino deu sua forcinha quando o blog foi descoberto pelo pessoal do &lt;a target="_blank" href="http://www.somostodosum.com.br/"&gt;Somos Todos Um&lt;/a&gt; e eles passaram a escolher artigos semanais para publicar no site. Com isso o número de acessos foi catapultado de 20 para &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('E essas 100 pessoas hoje formam meu núcleo de amizade na internet.');" onmouseout="nd();"&gt;100 visitas&lt;/a&gt; ao dia. Felizmente há alguns anos não era moda ser esotérico, então somente pessoas com a cabeça boa frequentavam o site, discordando, acrescentando, debatendo, tudo com educação e bom-senso... esses foram os tempos áureos do que já tinha se tornado o Saindo da Matrix. As pessoas tinham seus próprios blogs, que eu visitava e aprendia com elas, e reinava o espírito de &lt;b&gt;comunidade&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com o crescimento ainda maior do blog, achei por bem diminuir os relatos pessoais, e tentei até ocultar meu nick, trocando-o pelo impessoal "Saindo da Matrix". Afinal, sempre frisei aqui que o importante eram as idéias, não a pessoa. Mas as pessoas antigas já me conheciam por &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Que não tem nada a ver com drogas, e sim com a acidez de minhas palavras. Eu procuro ser chato e impessoal, para me distanciar de qualquer coisa que possa parecer um guru, mas tem sempre algumas pessoas malucas que se fixam em uma pessoa como a salvação para todos os problemas espirituais. Por mais que se diga que a solução e o caminho estão dentro de dela, essa pessoa sempre vai procurá-lo fora.');" onmouseout="nd();"&gt;Acid&lt;/a&gt;, e assim começou um processo de identificação do conteúdo do blog com o mantenedor do blog (justo o que eu procurava evitar!). Isso traz dois perigos: um, a adoração, a maior de todas as ciladas. Outro, o ódio e inveja de pessoas medíocres - mergulhadas que estão no individualismo e competitividade, necessitando por isso de auto-afirmação - que não conseguem ver nada ser construído para a prosperidade do próximo sem ficarem profundamente irritadas. E assim o blog atraiu uma leva de espíritos cujo interior são trevas, e que, ao trazer à tona o pior do lado humano, me fizeram cada vez mais desgostar de escrever aqui. Os outros membros da comunidade blogueira também tiveram seus motivos para parar, e assim a corrente se desfez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todos perdem quando uma alma se cala. Cada pessoa é única, e pode (deve!) contribuir desinteressadamente para o crescimento do próximo com sua &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('O velhinho solitário que alimenta os pombos pode ter histórias de vida fantástica para partilhar, mas que vai morrer com ele por pura falta de interesse da sociedade. Essa sociedade cujo lema é &amp;quot;compre agora&amp;quot; e que consome sonhos vendidos pela mídia não tem tempo para aprender com o passado. Tudo que é velho é fora de moda, ultrapassado, obsoleto. Devemos aprender com o passado para lidar com o presente e organizar o nosso futuro. Um povo que não conhece seu passado pode ser facilmente manipulável.');" onmouseout="nd();"&gt;experiência&lt;/a&gt;. Se hoje temos uma lâmpada é porque Thomas Edison tentou mais de 1.000 vezes atingir esse objetivo. Como bem observou Einstein, "&lt;i&gt;cem vezes ao dia eu me lembro de que minha vida &lt;b&gt;interior&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;exterior&lt;/b&gt; é baseada no trabalho de outros&lt;/i&gt;". Não devemos deixar que apenas a Rede Globo ou o Governo Federal cuidem de nossa formação. Precisamos ouvir a dona-de-casa, o lixeiro, o funcionário público, o garotinho da venda, e também um pouco de cada pessoa que passa pela nossa vida. Isso nao significa concordar com elas, mas &lt;b&gt;aprender com elas&lt;/b&gt;! O discernimento é seu, ninguém vai roubá-lo! Só uma pessoa insegura tentará impor sua verdade!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Gostaria que o blog voltasse às raízes, mas sei que é impossível... ainda vou tentar falar um pouco das minhas experiências, porque elas quebram a resistência mental de muitos que também passam a encarar &lt;b&gt;suas próprias&lt;/b&gt; experiências de forma mais natural. Gente, eu já &lt;a target="_blank" href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/03/eu_e_os_ufos.html"&gt;vi coisas&lt;/a&gt; que nunca pensei que veria, passei por &lt;a target="_blank" href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2003/06/causos_de_alma2.html"&gt;experiências&lt;/a&gt; que só lia em livros, como posso ser cético e ignorar isso? Como posso guardar isso só pra mim e deixar milhares de outras pessoas que passam pelas mesmas coisas achando que são loucas, e eventualmente se tornando loucas por conta de remédios que são diagnosticados pelos "sãos"?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Existem dois mundos: o mundo em que vivemos, e o mundo que nós percebemos. E ambos podem ser muito, muito diferentes. E qual dos dois é o "real"? Será que temos de confrontar nosso EU para adequar o mundo que percebemos à expectativa da família, amigos e da sociedade? Tem um filme que gosto muito e me inspira, que é &lt;a target="_blank" href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2002/07/amelie_poulain.html"&gt;Amélie Poulain&lt;/a&gt;. Uma mulher sensível, livre das amarras da Matrix, e por isso mesmo deslocada da sua "realidade". Ela resolve então injetar um pouco do mundo dela na vida dos outros e, assim como um Buda, iluminar a vida das pessoas, nem que seja por um único instante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No filme tem uma música que me serve como lema, e que sempre ouço para criar coragem:&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 5px; padding: 21px 21px 47px; background-color: rgb(245, 246, 246); width: 430px; background-position: center bottom; background-repeat: no-repeat;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Les jours tristes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Por Yann Tiersen &amp;amp; Neil Hannon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's hard, hard not to sit on your hands&lt;br /&gt;And bury your head in the sand&lt;br /&gt;Hard not to make other plans&lt;br /&gt;and claim that you've done all you can... all along&lt;br /&gt;And life must go on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's hard, hard to stand up for what's right&lt;br /&gt;And bring home the bacon each night&lt;br /&gt;Hard not to break down and cry&lt;br /&gt;When every idea that you've tried has been wrong&lt;br /&gt;But you must carry on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's hard but you know it's worth the fight&lt;br /&gt;'cause you know you've got the truth on your side&lt;br /&gt;When the accusations fly, hold tight&lt;br /&gt;Don't be afraid of what they'll say&lt;br /&gt;Who cares what cowards think, anyway&lt;br /&gt;They will understand one day, one day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's hard, hard when you're here all alone&lt;br /&gt;And everyone else has gone home&lt;br /&gt;Harder to know right from wrong&lt;br /&gt;When all objectivity's gone&lt;br /&gt;And it's gone&lt;br /&gt;But you still carry on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'cause you, you are the only one left&lt;br /&gt;And you've got to clean up this mess&lt;br /&gt;You know you'll end up like the rest&lt;br /&gt;Bitter and twisted, unless&lt;br /&gt;You stay strong and you carry on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's hard but you know it's worth the fight&lt;br /&gt;'cause you know you've got the truth on your side&lt;br /&gt;When the accusations fly, hold tight&lt;br /&gt;And don't be afraid of what they'll say&lt;br /&gt;Who cares what cowards think, anyway&lt;br /&gt;They will understand one day, one day.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-6662873003629438423?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/6662873003629438423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=6662873003629438423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6662873003629438423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/6662873003629438423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/por-uma-vida-menos-ordinaria.html' title='POR UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2611188095850318165</id><published>2009-09-11T20:30:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:20:13.073-03:00</updated><title type='text'>A ÉTICA PROFISSIONAL COMO TRADUÇÃO DO AMOR</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/03/a_etica_profiss.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;          &lt;div class="body"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Por Emerson Barros de Aguiar&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Alguém pode não saber ler ou nunca ter ouvido falar de ética, mas só será feliz se for ético. Ética não é uma condição que a gente tem de atender para agradar a empresa ou ao chefe; não é recitar códigos ou doutrinas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ética é o que fica da vida que levamos, das coisas que fazemos todo dia, agora; é o saldo que resta em nosso coração das ações que praticamos. Não se pode aprender ética apenas em livros ou em aulas e, menos ainda, em palestras. Ela está lá no Evangelho de Jesus: no Sermão da Montanha e em muitas outras passagens. Mas não é difícil encontrar a ética dentro de nós, saber o melhor caminho a seguir. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A felicidade de comercial não é sustentável. A satisfação dos cartões de crédito, do consumo, dos vícios ou da corrupção. A felicidade que tira dos outros, diminui muito mais de nós mesmos. Isto não é moralismo, não é pieguice, é realidade! "Ignorante" é o nome dado por Sócrates a quem ainda não sabe disso. Todo mundo vai descobrir que o mal não vale a pena, que o egoísmo não constrói nada, só estraga, destrói. De uma maneira ou de outra vai descobrir disso. A boa vontade será a melhor maneira e a decepção, a pior. . .&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não precisamos sofrer tanto para aprender que a vida é muito mais ajudar e compartilhar do que competir, ferir e derrotar. Quem tem o coração cheio de amor, tem ética, naturalmente. Ética é não estar preocupado com a reputação, mas com o caráter. O comportamento espontâneo, generoso e fraterno, é ética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando a ética não é uma escolha, mas um dever imposto pela consciência, isto é ética. Quando estamos empenhados em dar o melhor de nós e não em sermos os primeiros, isto é ética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando nos esforçamos para ter bondade e não para aparentar bondade, isto é ética. Quando o cuidado com os sentimentos dos outros lapida a dureza das palavras, isto é ética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando olhamos para os outros e nos colocamos no lugar deles, quando vemos Deus nos outros, isto é ética. Quando perdoamos, deixando espaço livre na nossa memória para paisagens de ternura e humanidade, isto é ética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando descobrimos uma qualidade nova em alguém que não gostamos, isto é ética. Quando identificamos em nós algum defeito e enxergamos como a vida é maravilhosa, isto também é ética. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando não nos vingamos de quem nos prejudicou, mesmo tento a oportunidade ideal, isto é ética. Quando olhamos os filhos dos outros como nossos próprios filhos e os empregos dos outros como o nosso "ganha pão", isto é ética. Quando sabemos que o dinheiro, o conforto, a posição ou o status de que desfrutamos são apenas privilégios e não direitos, pois podem nos ser tirados a qualquer momento pelo infortúnio, pelo imponderável ou pela morte: isto é ética!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando aquilo em que acreditamos não é expresso como uma declaração de princípios, mas sai da nossa boca como poesia, isto é ética! Quando somente conseguimos conspirar pela felicidade dos outros, isto é ética. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando sabemos que o amor pela pedra, pelo inseto, pela planta, pela brisa e por todas as coisas, que a ação em benefício de alguém que nem conhecemos e que a gratidão pela vida são tesouros permanentes, isto é ética. Quando sentimos que o amor invadiu cada sílaba que pronunciamos, cada lembrança, cada gesto, olhar e tarefa, enfeitando o templo do coração com as flores do bem, isto é felicidade...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O prof. Emerson Barros de Aguiar é Doutor em Filosofia pela Universidad de Zaragoza (Espanha), Escritor e Professor Universitário em João Pessoa (PB)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2611188095850318165?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2611188095850318165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2611188095850318165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2611188095850318165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2611188095850318165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/etica-profissional-como-traducao-do.html' title='A ÉTICA PROFISSIONAL COMO TRADUÇÃO DO AMOR'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5415585411990620748</id><published>2009-09-11T20:28:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T09:22:42.051-03:00</updated><title type='text'>KEN WILBER: AUSÊNCIA DO EGO</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/10/ken_wilber_ause.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;          &lt;div class="body"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;Do livro &lt;i&gt;One Taste&lt;/i&gt;, de Ken Wilber&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Tradução e notas de Ari Raynsford&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Justamente porque o ego, a alma e o Eu (Self) podem estar presentes ao mesmo tempo, não será difícil entender o sentido verdadeiro de "&lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Egolessness, no original.');" onmouseout="nd();"&gt;ausência do ego&lt;/a&gt;" – expressão que tem causado imensa confusão. Ausência do ego não significa a ausência de um eu (self) funcional (o que seria próprio de um psicótico e não de um sábio); significa que não estamos mais exclusivamente identificados com aquele eu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um dos muitos motivos de não sabermos lidar com a noção de "ausência do ego" é que desejamos que nossos "sábios sem ego" satisfaçam às nossas fantasias relativas a "santidade" ou "espiritualidade", o que, habitualmente, significa que essas pessoas estejam mortas do pescoço para baixo, livres das vontades ou desejos da carne, eternamente sorridentes. Desejamos que esses santos não passem por todas as coisas que nos incomodam – dinheiro, comida, sexo, relacionamentos, desejos. "Sábios sem ego" estão "acima de tudo isso" – assim desejamos. Queremos cabeças que falem. Acreditamos que a religião bastará para livrá-los de todos os instintos básicos, de todas as formas de relacionamento, considerando a religião, não como orientação para viver a vida com entusiasmo, mas, sim, como guia para evitá-la, reprimi-la, negá-la, fugir dela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em outras palavras, o homem típico espera que o sábio espiritual seja "menos que uma pessoa", de alguma forma liberto dos impulsos confusos, difusos, complexos, pulsantes, compulsivos, que guiam a maior parte dos seres humanos. Esperamos que nossos sábios sejam a ausência de tudo o que nos impulsiona. Queremos que não sejam sequer tocados por todas as coisas que nos atemorizam, que nos confundem, que nos atormentam, que nos atordoam. É a essa ausência, a essa falta, a esse "menos que uma pessoa" que, frequentemente, chamamos "sem ego".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto, "sem ego" não significa " menos que uma pessoa"; significa "mais que uma pessoa". Não pessoa menos, mas pessoa mais – isto é, todas as qualidades normais da pessoa mais algumas transpessoais. Pensemos nos grandes iogues, santos e sábios – de Moisés a Cristo, a Padmasambhava. Não foram desfibrados maneirosos, mas dinâmicos e instigantes – desde o episódio dos vendilhões do Templo até a imposição de novos rumos a nações inteiras. Lidaram com o mundo em seus próprios termos, não em termos de uma piedade melosa; muitos deles provocaram revoluções sociais significativas, que se estenderam por milhares de anos. E assim fizeram, não porque tivessem evitado as dimensões físicas, emocionais e mentais da humanidade, e o ego, que é o veículo de todas elas, mas porque as assumiram com tal garra e intensidade que sacudiram as próprias fundações do mundo. Indiscutivelmente, estavam também intimamente ligados com a alma (o psiquismo mais profundo) e o espírito (o Eu informe) – fonte última de sua força – mas expressaram essa força e tiraram dela resultados concretos, exatamente porque assumiram, decididamente, as dimensões menores através das quais ela poderia expressar-se de modo a ser sentida por todas as pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esses grandes mobilizadores e agentes de mudança não foram egos pequenos; foram, na mais completa acepção do termo, grandes egos, justamente porque o ego (veículo funcional do domínio da mente) pode existir e de fato existe com a alma (veículo do sutil) e o Eu (veículo do causal). Na mesma medida em que esses grandes mestres mobilizaram o domínio da mente, eles mobilizaram o próprio ego, porque o ego é o veículo desse reino. Entretanto, não se identificavam meramente com seu ego (isso seria narcisismo); simplesmente perceberam seu ego conectado a uma fonte &lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;cosmos. Mas o significado original de Kosmos era a natureza de padrões ou de processos de todos os domínios da existência, da matéria para a matemática para o divino, e não simplesmente o universo físico, que é o significado usual das palavras &lt;i&gt;cosmos&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;universo&lt;/i&gt; hoje... O Kosmos contém o cosmos (ou fisiosfera), bio (ou biosfera), noo (ou noosfera) e teo (teosfera ou domínio divino)..."');" onmouseout="nd();"&gt;Kósmica&lt;/a&gt; radiante. Os grandes iogues, santos e sábios conseguiram tanto, exatamente porque não foram tímidos bajuladores, mas grandes egos ligados ao seu Eu superior, animados pelo puro Atman (o puro &lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Eu – eu, uma vez que o Self é a autêntica Testemunha do eu.');" onmouseout="nd();"&gt;Eu – eu&lt;/a&gt;) que é um com Brahman; abriram a boca e o mundo estremeceu, caiu de joelhos e pôde ver face a face o Deus radioso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Santa Teresa não foi uma grande contemplativa? Sim, e Santa Teresa foi a única mulher que reformou uma tradição monástica inteira (pensemos nisso). Gautama Buda sacudiu a Índia nos seus fundamentos. Rumi, Plotino, Bodhidharma, Lady Tsogyal, Lao Tsé, Platão, o Baal Shem Tov – estes homens e mulheres deram início a revoluções no mundo que duraram centenas, às vezes milhares de anos – coisa que nem Marx, nem Lenin, nem Locke, nem Jefferson, poderiam afirmar ter conseguido. E não agiram assim porque estivessem mortos do pescoço para baixo. Não, eles eram fantasticamente, divinamente grandes egos, ligados profundamente ao psíquico, que estava diretamente ligado a Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Existe certa verdade na noção do transcender o ego: não significa destruir o ego, mas, sim, conectá-lo a alguma coisa maior. Como afirma &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Filósofo budista do Sec. II D.C., criador do Escola Madhyamika.');" onmouseout="nd();"&gt;Nagarjuna&lt;/a&gt;, no mundo relativo, &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('No Advaita Vedanta, atman é o princípio interior de todos os seres, idêntico a Brahman, o Ser Universal que se desdobra em infinitas individualidades, as quais aparecem e desaparecem no plano dos fenômenos (ou maya), sob o ciclo do samsara (reencarnações), que, por sua vez, é efeito do karma (ação e reação). A identidade Atman/Brahman é expressa nos Upanishads na famosa expressão Tat Tvam Asi - Vós sois Isso.');" onmouseout="nd();"&gt;atman&lt;/a&gt; é real; no absoluto nem atman nem &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('No Budismo, anatman é a negação de qualquer substrato último ou permanente no Universo.');" onmouseout="nd();"&gt;anatman&lt;/a&gt; são reais. Assim, em nenhum caso &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('A polaridade atman/anatman.');" onmouseout="nd();"&gt;annatta&lt;/a&gt; corresponde a uma descrição correta da realidade. O pequeno ego não se evapora; permanece como o centro funcional da atividade no domínio convencional. Como eu disse, perder esse ego significa tornar-se um psicótico, não um sábio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;"Transcender o ego", significa, pois, em verdade, transcender mas incluir o ego num envolvimento mais profundo e mais elevado, primeiro na alma ou psiquismo mais profundo, depois na Testemunha ou Eu superior e, então, após a absorção nos níveis precedentes, envolver-se, incluir-se e abraçar-se na radiância do &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('No original, One Taste – o estado de visão não-dual ou consciência da unidade.');" onmouseout="nd();"&gt;Um Sabor&lt;/a&gt;. E isto não significa, portanto, "livrar-se" do pequeno ego, mas, ao contrário, habitar nele plenamente, vivê-lo com entusiasmo, usá-lo como veículo necessário, através do qual as grandes verdades podem ser transmitidas. Alma e espírito incluem o corpo, as emoções e a mente; não os eliminam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Grosseiramente, podemos dizer que o ego não é uma obstrução ao Espírito, mas uma radiosa manifestação do Espírito. Todas as Formas não são senão o Vazio, inclusive a forma do próprio ego. Não é necessário livrar-se do ego, mas, simplesmente, vivê-lo com certa intensidade. Quando a identificação transborda do ego no Kosmos em geral, o ego descobre que o Atman individual é, de fato, da mesma espécie de Brahman. O Eu superior não é, em verdade, um pequeno ego, e, assim, no caso de estarmos presos ao nosso pequeno ego, a morte e a transcendência são necessárias. Os narcisistas são, simplesmente, pessoas cujos egos não são ainda suficientemente grandes para abraçar o Kosmos inteiro e, para compensar, tentam tornar-se o próprio centro do Kosmos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não queremos que nossos sábios tenham grandes egos; sequer desejamos que exibam qualquer característica evidente. Sempre que um sábio se mostra humano – a respeito de dinheiro, comida, sexo, relacionamentos – sentimo-nos chocados, porque estamos planejando fugir inteiramente da vida, e o sábio que vive a vida nos ofende. Queremos estar fora, queremos ascender, queremos escapar, e o sábio que assume a vida com prazer, vive-a totalmente, pega cada onda da vida e surfa nela até o fim – nos perturba e nos assusta intensamente, profundamente, porque significa que nós, também, deveríamos assumir a vida com prazer, em todos os níveis, e não simplesmente fugir dela numa nuvem etérea, luminosa. Não queremos que nossos sábios tenham corpo, ego, impulsos, vitalidade, sexo, dinheiro, relacionamentos ou vida, porque essas são coisas que habitualmente nos torturam e queremos vê-las longe de nós. Não queremos surfar as ondas da vida, queremos que as ondas desapareçam. Queremos uma espiritualidade feita de fumaça.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O sábio completo, o sábio não-dual está aqui para mostrar-nos o contrário. Geralmente conhecidos como "tântricos", estes sábios insistem em transcender a vida, vivendo-a. Insistem em procurar libertação no envolvimento, encontrando o nirvana no meio do &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('O ciclo contínuo de nascimento e morte.');" onmouseout="nd();"&gt;samsara&lt;/a&gt;, encontrando a liberação total pela completa imersão. Passam com consciência pelos nove círculos do inferno, certos de que em nenhum outro lugar encontrarão os nove círculos do céu. Nada lhes é estranho porque nada existe que não seja Um Sabor.&lt;br /&gt;Na verdade, o segredo consiste em estar inteiramente à vontade no corpo e com seus desejos, com a mente e suas idéias, com o espírito e sua luz. Assumi-los inteiramente, plenamente, simultaneamente, uma vez que todos são igualmente manifestações do Um e Único Sabor. Vivenciar a paixão e vê-la funcionar; penetrar nas idéias e acompanhar seu brilho; ser absorvido pelo Espírito e despertar para a glória que o tempo esqueceu de nomear. Corpo, mente e espírito, totalmente contidos, igualmente contidos, na consciência eterna que é a essência de todo o espetáculo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na quietude da noite, a Deusa sussurra. Na luminosidade do dia, Deus amado brada. A vida pulsa, a mente imagina, as emoções ondulam, os pensamentos vagam. O que são todas estas coisas senão movimentos sem fim do Um Sabor, eternamente jogando com suas próprias manifestações, sussurrando mansamente a quem quiser ouvir: isto não é você mesmo? Quando o trovão ruge, você não ouve o seu Eu? Quando irrompe o raio, você não vê o seu Eu? Quando as nuvens deslizam mansamente no céu, não é o seu próprio Ser ilimitado que está acenando para você?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5415585411990620748?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5415585411990620748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5415585411990620748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5415585411990620748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5415585411990620748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/ken-wilber-ausencia-do-ego.html' title='KEN WILBER: AUSÊNCIA DO EGO'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1618973717746025013</id><published>2009-09-11T20:27:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:20:56.940-03:00</updated><title type='text'>O ÚLTIMO DISCURSO</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2002/11/o_ultimo_discur.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;          &lt;div class="body"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/chaplin-ditador1.jpg" /&gt;&lt;/center&gt; Proferido no final do filme &lt;b&gt;O grande Ditador&lt;/b&gt;, é um dos mais belos textos pacifistas já escrito, um legado para todas as gerações. Não ficou preso a um contexto social ou político, nem ficou parado no tempo. &lt;p&gt;Nós continuamos a luta pela paz, pela esperança. Nós ainda queremos um mundo melhor para os nossos filhos... Mas nos acomodamos nas trincheiras dos sentidos. Por que amar, se é mais fácil odiar? Por que ajudar, se é mais fácil ignorar? Por que lutar, se podemos aguardar em nossos bunkers que o bombardeio acabe e não sobre mais nada a ser destruído? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A mensagem de Chaplin é uma convocação á luta. Sim, uma convocação à boa luta, como disse Paulo de Tarso em &lt;i&gt;Timóteo 4:7&lt;/i&gt;, e como fez Gandhi, durante toda a sua vida pública. Lutemos, pois!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/chaplin-ditador2.jpg" align="right" /&gt;"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio ... negros ... brancos. Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma do homem... levantou no mundo as muralhas do ódio ... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A aviação e o rádio aproximaram-se muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal ... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas ... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam ... que vos escravizam ... que arregimentam as vossas vidas ... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/chaplin-hannah.jpg" align="right" /&gt;É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!"&lt;/p&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-1618973717746025013?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/1618973717746025013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=1618973717746025013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1618973717746025013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/1618973717746025013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/o-ultimo-discurso.html' title='O ÚLTIMO DISCURSO'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-7198464887917884530</id><published>2009-09-11T20:25:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T19:22:55.784-03:00</updated><title type='text'>OS PERIGOS DA ARROGÂNCIA</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;Escrito por Luiz Marins&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;center&gt;&lt;b&gt;"Cuidado! Não caias"&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;  &lt;p&gt;Após uma vitoriosa batalha, havia o "Triunfo". Triunfo era uma das maiores solenidades da antiga Roma e a maior recompensa dada aos generais vitoriosos. Vestido de púrpura com uma coroa de louros na cabeça, sentado num magnífico carro puxado por quatro cavalos brancos e precedido por senadores, rodeado por parentes e amigos, seguido por todo o seu exército e por um grande número de cidadãos, o general vitorioso - o Triunfador - era conduzido em pompa ao Capitólio Romano. Adiante dele iam os despojos dos inimigos vencidos - quadros e objetos de arte das províncias que havia conquistado. Com correntes de ouro e prata iam à frente os reis e os chefes prisioneiros. Atrás, as vítimas que deveriam morrer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/triunfo.jpg" class="imagem" vspace="5" hspace="15" /&gt;Durante essa cerimônia, para abater o orgulho que um aparato tão deslumbrante pudesse inspirar ao Triunfador, um escravo, colocado atrás dele, no mesmo carro, juntava uma voz discordante às aclamações da multidão e fazia ouvir cantos mofadores e palavras satíricas: "Lembra-te que és homem", gritava ele ao vitorioso: "Cuidado! Não caias" (&lt;i&gt;Cave ne cadas&lt;/i&gt;, em latim).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aquele escravo, junto ao Triunfador, repetia a ele aquele alerta para que, em meio à embriaguez da glória, o general romano não se esquecesse de sua condição humana. Para que tanta pompa e circunstância não o fizessem pensar ser um "deus" ou alguém dotado de poderes divinos. O escravo repetia incessantemente o &lt;i&gt;Cave ne cadas&lt;/i&gt; para que o general romano se lembrasse de que muitas vezes a queda segue, de perto, o Triunfo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram tornar arrogantes pelo sucesso de um produto, de um prêmio recebido, de um triunfo qualquer. Fico imaginando quantas pessoas e empresas se deixaram embriagar pela pompa e circunstância de um momento de glória e pouco tempo depois caíram em desgraça, perderam o poder, faliram. Marcas famosas. Impérios indestrutíveis. Fortunas imensas. De repente, tudo acaba sem que o vulgus sequer consiga compreender como a queda ocorreu. Às vezes, rápida demais. Às vezes, logo após o triunfo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fico pensando se essas pessoas e empresas tivessem tido alguém a lhes dizer durante o seu Triunfo: "Cuidado! Não Caias" - &lt;i&gt;Cave ne cadas&lt;/i&gt; - se elas teriam tido mais cuidado, sido menos arrogantes, menos "cheias de si", achando-se menos "deuses" e mais humanas. Talvez não tivessem perdido suas vidas, suas empresas, suas marcas. Talvez tivessem tido a sabedoria de ver que justamente na vitória, a humildade é fundamental.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se você ou sua empresa estão experimentando um grande sucesso ou mesmo um pequeno triunfo, lembre-se de tomar cuidado para não cair. &lt;i&gt;Cave ne cadas&lt;/i&gt; é um conselho que vale para todos nós, sempre.&lt;br /&gt;Pense nisso.&lt;br /&gt;Sucesso!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-7198464887917884530?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/7198464887917884530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=7198464887917884530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7198464887917884530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7198464887917884530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/os-perigos-da-arrogancia.html' title='OS PERIGOS DA ARROGÂNCIA'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-5064288317058116567</id><published>2009-09-11T20:21:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T09:23:16.458-03:00</updated><title type='text'>SUFISMO</title><content type='html'>&lt;div class="date"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;Escrito por Robert Graves, para o livro "Os Sufis", de Idries Shah&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual cujas origens nunca foram traçadas nem datadas; nem eles mesmos se interessam muito por esse tipo de pesquisa, contentando-se em mostrar a ocorrência da sua maneira de pensar em diferentes regiões e períodos. Conquanto sejam, de ordinário, erroneamente tomados por uma seita muçulmana, os sufis sentem-se à vontade em todas as religiões: exatamente como os "pedreiros-livres e aceitos", abrem diante de si, em sua loja, qualquer livro sagrado - seja a Bíblia, seja o Corão, seja a Torá - aceito pelo Estado temporal. Se chamam ao islamismo a "casca" do sufismo, é porque o sufismo, para eles, constitui o ensino secreto dentro de todas as religiões. Não obstante, segundo Ali el-Hujwiri, escritor sufista primitivo e autorizado, o próprio profeta Maomé disse: "Aquele que ouve a voz do povo sufista e não diz &lt;b&gt;aamin&lt;/b&gt; (&lt;a target="_blank" href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2003/03/amen.html"&gt;amém&lt;/a&gt;) é lembrado na presença de Deus como um dos insensatos". Numerosas outras tradições o associam aos sufis, e foi em estilo sufista que ele ordenou a seus seguidores que respeitassem todos os "Povos do Livro", referindo-se dessa maneira aos povos que respeitavam as próprias escrituras sagradas - expressão usada mais tarde para incluir os zoroastrianos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tampouco são os sufis uma seita, visto que não acatam nenhum dogma religioso, por mais insignificante que seja, nem se utilizam de nenhum local regular de culto. Não têm nenhuma cidade sagrada, nenhuma organização monástica, nenhum instrumento religioso. Não gostam sequer que lhes atribuam alguma designação genérica que possa constrangê-los à conformidade doutrinária. "&lt;b&gt;Sufi&lt;/b&gt;" não passa de um apelido, como "&lt;b&gt;quacre&lt;/b&gt;", que eles aceitam com bom humor. Referem-se a si mesmos como "&lt;i&gt;nós amigos&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;gente como nós&lt;/i&gt;", e reconhecem-se uns aos outros por certos talentos, hábitos ou qualidades de pensamento naturais. As escolas sufistas reuniram-se, com efeito, à volta de professores particulares, mas não há graduação, e elas existem apenas para a conveniência dos que trabalham com a intenção de aprimorar os estudos pela estreita associação com outros sufis. A assinatura sufista característica encontra-se numa literatura amplamente dispersa desde, pelo menos, o segundo milênio antes de Cristo, e se bem o impacto óbvio dos sufis sobre a civilização tenha ocorrido entre o oitavo e o décimo oitavo séculos, eles continuam ativos como sempre. O seu número chega a uns cinqüenta milhões. O que os torna um objeto tão difícil de discussão é que o seu reconhecimento mútuo não pode ser explicado em termos morais ou psicológicos comuns - quem quer que o compreenda é um sufi. Posto que se possa aguçar a percepção dessa qualidade secreta ou desse instinto pelo íntimo contato com sufis experientes, não existem graus hierárquicos entre eles, mas apenas o reconhecimento geral, tácito, da maior ou menor capacidade de um colega.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O sufismo adquiriu um sabor oriental por ter sido por tanto tempo protegido pelo islamismo, mas o sufi natural pode ser tão comum no Ocidente como no Oriente, e apresentar-se vestido de general, camponês, comerciante, advogado, mestre-escola, dona-de-casa, ou qualquer outra coisa. "&lt;b&gt;Estar no mundo mas não ser dele&lt;/b&gt;", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso temor às pessoas de posição mais elevada - &lt;b&gt;tal é o ideal do sufi&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os sufis respeitam os rituais da religião na medida em que estes concorrem para a harmonia social, mas ampliam a base doutrinária da religião onde quer que seja possível e definem-lhe os mitos num sentido mais elevado - por exemplo, explicando os anjos como representações das faculdades superiores do homem. Oferecem ao devoto um "jardim secreto" para o cultivo da sua compreensão, mas nunca exigem dele que se torne monge, monja ou eremita, como acontece com os místicos mais convencionais; e mais tarde, afirmam-se iluminados pela experiência real - "quem prova, sabe" - e não pela discussão filosófica. A mais antiga teoria de evolução consciente que se conhece é de origem sufista, mas embora muito citada por darwinianos na grande controvérsia do século XIX, aplica-se mais ao indivíduo do que à raça. O lento progresso da criança até alcançar a virilidade ou a feminilidade figura apenas como fase do desenvolvimento de poderes mais espetaculares, cuja força dinâmica é o amor, e não o ascetismo nem o intelecto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A iluminação chega com o amor - o amor no sentido poético da perfeita devoção a uma musa que, sejam quais forem as crueldades aparentes que possa cometer, ou por mais aparentemente irracional que seja o seu comportamento, sabe o que está fazendo. Raramente recompensa o poeta com sinais expressos do seu favor, mas confirma-lhe a devoção pelo seu efeito revivificante sobre ele. Assim, Ibn El-Arabi (1165-1240), um árabe espanhol de Múrcia, que os sufis denominam o seu poeta maior, escreveu no &lt;b&gt;Tarju-man el-Ashwaq&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;o intérprete dos desejos&lt;/i&gt;):&lt;/p&gt;  &lt;center&gt;&lt;b&gt;"Se me inclino diante dela como é do meu dever E se ela nunca retribui a minha saudação Terei, acaso, um justo motivo de queixa? A mulher formosa a nada é obrigada"&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;  &lt;p&gt;Esse tema de amor foi, posteriormente, usado num culto extático da Virgem Maria, a qual, até o tempo das Cruzadas, ocupara uma posição sem importância na religião cristã. A maior veneração que ela recebe hoje vem precisamente das regiões da Europa que caíram de maneira mais acentuada sob a influência sufista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diz de si mesmo, Ibn El-Arabi:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;"Sigo a religião do Amor.&lt;br /&gt;Ora, às vezes, me chamam&lt;br /&gt;Pastor de gazelas [divina sabedoria]&lt;br /&gt;Ora monge cristão,&lt;br /&gt;Ora sábio persa.&lt;br /&gt;Minha amada são três -&lt;br /&gt;Três, e no entanto, apenas uma;&lt;br /&gt;Muitas coisas, que parecem três,&lt;br /&gt;Não são mais do que uma.&lt;br /&gt;Não lhe dêem nome algum,&lt;br /&gt;Como se tentassem limitar alguém&lt;br /&gt;A cuja vista&lt;br /&gt;Toda limitação se confunde"&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os poetas foram os principais divulgadores do pensamento sufista, ganharam a mesma reverência concedida aos &lt;b&gt;ollamhs&lt;/b&gt;, ou poetas maiores, da primitiva Irlanda medieval, e usavam uma linguagem secreta semelhante, metafórica, constituída de criptogramas verbais. Escreve Nizami, o sufi persa: "&lt;b&gt;Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro&lt;/b&gt;". Essa linguagem era ao mesmo tempo uma proteção contra a vulgarização ou a institucionalização de um hábito de pensar apropriado apenas aos que o compreendiam, e contra acusações de heresia ou desobediência civil. Ibn El-Arabi, chamado às barras de um tribunal islâmico de inquisição em Alepo, para defender-se da acusação de não-conformismo, alegou que os seus poemas eram metafóricos, e sua mensagem básica consistia no aprimoramento do homem através do amor a Deus. Como precedente, indicava a incorporação, nas Escrituras judaicas, do Cântico erótico de Salomão, oficialmente interpretado pelos sábios fariseus como metáfora do amor de Deus a Israel, e pelas autoridades católicas como metáfora do amor de Deus à Igreja.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em sua forma mais avançada, a linguagem secreta emprega raízes consonantais semíticas para ocultar e revelar certos significados; e os estudiosos ocidentais parecem não ter se dado conta de que até o conteúdo do popular "&lt;i&gt;As mil e uma noites&lt;/i&gt;" é sufista, e que o seu título árabe, &lt;b&gt;Alf layla wa layla&lt;/b&gt;, é uma frase codificada que lhe indica o conteúdo e a intenção principais: "&lt;i&gt;Mãe de Lembranças&lt;/i&gt;". Todavia, o que parece, à primeira vista, o ocultismo oriental é um antigo e familiar hábito de pensamento ocidental. A maioria dos escolares ingleses e franceses começam as lições de história com uma ilustração de seus antepassados druídicos arrancando o visco de um carvalho sagrado. Embora César tenha creditado aos druidas mistérios ancestrais e uma linguagem secreta - o arrancamento do visco parece uma cerimônia tão simples, já que o visco é também usado nas decorações de Natal -, que poucos leitores se detêm para pensar no que significa tudo aquilo. O ponto de vista atual, de que os druidas estavam, virtualmente, emasculando o carvalho, não tem sentido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ora, todas as outras árvores, plantas e ervas sagradas têm propriedades peculiares. A madeira do amieiro é impermeável à água, e suas folhas fornecem um corante vermelho; a bétula é o hospedeiro de cogumelos alucinógenos; o carvalho e o freixo atraem o relâmpago para um fogo sagrado; a raiz da mandrágora é antiespasmódica. A dedaleira fornece digitalina, que acelera os batimentos cardíacos; as papoulas são opiatos; a hera tem folhas tóxicas, e suas flores fornecem às abelhas o derradeiro mel do ano. Mas os frutos do visco, amplamente conhecidos pela sabedoria popular como "&lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Panac%C3%A9ia"&gt;panacéia&lt;/a&gt;", não têm propriedades medicinais, conquanto sejam vorazmente comidos pelos pombos selvagens e outros pássaros não-migrantes no inverno. As folhas são igualmente destituídas de valor; e a madeira, se bem que resistente, é pouco utilizada. Por que, então, o visco foi escolhido como a mais sagrada e curativa das plantas? A única resposta talvez seja a de que os druidas o usavam como emblema do seu modo peculiar de pensamento. Essa árvore não é uma árvore, mas se agarra igualmente a um carvalho, a uma macieira, a uma faia e até a um pinheiro, enverdece, alimenta-se dos ramos mais altos quando o resto da floresta parece adormecido, e a seu fruto se atribui o poder de curar todos os males espirituais. Amarrados à verga de uma porta, os ramos do visco são um convite a beijos súbitos e surpreendentes. O simbolismo será exato se pudermos equiparar o pensamento druídico ao pensamento sufista, que não é plantado como árvore, como se plantam as religiões, mas se auto-enxerta numa árvore já existente; permanece verde, embora a própria árvore esteja adormecida, tal como as religiões são mortas pelo formalismo; e a principal força motora do seu crescimento é o amor, não a paixão animal comum nem a afeição doméstica, mas um súbito e surpreendente reconhecimento do amor, tão raro e tão alto que do coração parecem brotar asas. Por estranho que pareça, a Sarça Ardente em que Deus apareceu a Moisés no deserto, supõem agora os estudiosos da Bíblia, era uma acácia glorificada pelas folhas vermelhas de um &lt;b&gt;locanthus&lt;/b&gt;, o equivalente oriental do &lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Rumi escreveu: "No inverno, os ramos nus que parecem dormir Trabalham em segredo, preparando-se para a primavera". Conquanto ele não tenha mencionado o visco, nem o locanthus, aqui está o emblema visível do processo mental secreto a que se referem os seus versos.');" onmouseout="nd();"&gt;visco&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Talvez seja mais importante o fato de que toda a arte e a arquitetura islâmicas mais nobres são sufistas, e que a cura, sobretudo dos distúrbios psicossomáticos, é diariamente praticada pelos sufis hoje em dia como um dever natural de amor, conquanto só o façam depois de haverem estudado, pelo menos, doze anos. Os &lt;b&gt;ollamhs&lt;/b&gt;, também curadores, estudavam doze anos em suas escolas das florestas. O médico sufista não pode aceitar nenhum pagamento mais valioso do que um punhado de cevada, nem impor sua própria vontade ao paciente, como faz a maioria dos psiquiatras modernos; mas, tendo-o submetido a uma hipnose profunda, ele o induz a diagnosticar o próprio mal e prescrever o tratamento. Em seguida, recomenda o que se há de fazer para impedir uma recorrência dos sintomas, visto que o pedido de cura há de provir diretamente do paciente e não da família nem dos que lhe querem bem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de conquistadas pelos sarracenos, a partir do século VIII d.C, a Espanha e a Sicília tornaram-se centros de civilização muçulmana renomados pela austeridade religiosa. Os letrados do norte, que acudiram a eles com a intenção de comprar obras árabes a fim de traduzi-las para o latim, não se interessavam, contudo, pela doutrina islâmica ortodoxa, mas apenas pela literatura sufista e por tratados científicos ocasionais. A origem dos cantos dos trovadores - a palavra não se relaciona com &lt;b&gt;trobar&lt;/b&gt;, (&lt;i&gt;encontrar&lt;/i&gt;), mas representa a raiz árabe &lt;b&gt;TRB&lt;/b&gt;, que significa "&lt;i&gt;tocador de alaúde&lt;/i&gt;" - é agora autorizadamente considerada sarracena. Apesar disso, o professor Guillaume assinala em "&lt;i&gt;O legado do Islã&lt;/i&gt;" que a poesia, os romances, a música e a dança, todos especialidades sufistas, não eram mais bem recebidas pelas autoridades ortodoxas do Islã do que pelos bispos cristãos. Árabes, na verdade, embora fossem um veículo não só da religião muçulmana mas também do pensamento sufista, permaneceram independentes de ambos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 1229 a ilha de Maiorca foi capturada pelo rei Jaime de Aragão aos sarracenos, que a haviam dominado por cinco séculos. Depois disso, ele escolheu por emblema um morcego, que ainda encima as armas de Palma, a nossa capital. Esse morcego emblemático me deixou perplexo por muito tempo, e a tradição local de que representa "vigilância" não me pareceu uma explicação suficiente, porque o morcego, no uso cristão, é uma criatura aziaga, associada à bruxaria. Lembrei-me, porém, de que Jaime I tomou Palma de assalto com a ajuda dos Templários e de dois ou três nobres mouros dissidentes, que viviam alhures na ilha; de que os Templários haviam educado Jaime em &lt;b&gt;le bon saber&lt;/b&gt;, ou sabedoria; e de que, durante as Cruzadas, os Templários foram acusados de colaboração com os sufis sarracenos. Ocorreu-me, portanto, que "morcego" poderia ter outro significado em árabe, e ser um lembrete para os aliados mouros locais de Jaime, presumivelmente sufis, de que o rei lhes estudara as doutrinas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Escrevi para Idries Shah Sayed, que me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="quotes"&gt;"A palavra árabe que designa o morcego é &lt;b&gt;KHuFFaasH&lt;/b&gt;, proveniente da raiz &lt;b&gt;KH-F-SH&lt;/b&gt;. Uma segunda acepção dessa raiz é &lt;i&gt;derrubar&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;arruinar&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;calcar aos pés&lt;/i&gt;, provavelmente porque os morcegos freqüentam prédios em ruínas. O emblema de Jaime, desse modo, era um simples rébus que o proclamava "&lt;i&gt;o Conquistador&lt;/i&gt;", pois ele, na Espanha, era conhecido como "&lt;i&gt;El rey Jaime, Rei Conquistador&lt;/i&gt;". Mas essa não é a história toda. Na literatura sufista, sobretudo na poesia de amor de Ibn El-Arabi, de Múrcia, disseminada por toda a Espanha, "&lt;i&gt;ruína&lt;/i&gt;" significa a mente arruinada pelo pensamento impenitente, que aguarda reedificação.&lt;br /&gt;O outro único significado dessa raiz é "&lt;i&gt;olhos fracos, que só enxergam à noite&lt;/i&gt;". Isso pode significar muito mais do que ser cego como um morcego. Os sufis referem-se aos impenitentes dizendo-os cegos à verdadeira realidade; mas também a si mesmos dizendo-se cegos às coisas importantes para os impenitentes. Como o morcego, o sufi está cego para as "coisas do dia" - a luta familiar pela vida, que o homem comum considera importantíssima - e vela enquanto os outros dormem. Em outras palavras, ele mantém desperta a atenção espiritual, adormecida em outros. Que "a humanidade dorme num pesadelo de não-realização" é um lugar-comum da literatura sufista. Por conseguinte, a sua tradição de &lt;i&gt;vigilância&lt;/i&gt;, corrente em Palma, como significado de &lt;i&gt;morcego&lt;/i&gt;, não deve ser desprezada."&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;A absorção no tema do amor conduz ao êxtase, sabem-no todos os sufis. Mas enquanto os místicos cristãos consideram o êxtase como a união com Deus e, portanto, o ponto culminante da consecução religiosa, os sufis, só lhe admitem o valor se ao devoto for facultado, depois do êxtase, voltar ao mundo e viver de forma que se harmonize com sua experiência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os sufis insistiram sempre na praticabilidade do seu ponto de vista. A metafísica, para eles, é inútil sem as ilustrações práticas do comportamento humano prudente, fornecidas pelas lendas e fábulas populares. Os cristãos se contentame em usar Jesus como o exemplar perfeito e final do comportamento humano. Os sufis, contudo, ao mesmo tempo que o reconhecem como profeta divinamente inspirado, citam o texto do quarto Evangelho: "Eu disse: Não está escrito na vossa Lei que sois deuses?" - o que significa que juizes e profetas estão autorizados a interpretar a lei de Deus - e sustenta que essa quase divindade deveria bastar a qualquer homem ou mulher, pois não há deus senão Deus. Da mesma forma, eles recusaram o lamaísmo do Tibete e as teorias indianas da divina encarnação; e posto que acusados pelos muçulmanos ortodoxos de terem sofrido a influência do cristianismo, aceitam o Natal apenas como parábola dos poderes latentes no homem, capazes de apartá-lo dos seus irmãos não-iluminados. De idêntica maneira, consideram metafóricas as tradições sobrenaturais do Corão, nas quais só acreditam literalmente os não-iluminados. O Paraíso, por exemplo, não foi, dizem eles, experimentado por nenhum homem vivo; suas &lt;b&gt;huris&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;criaturas de luz&lt;/i&gt;) não oferecem analogia com nenhum ser humano e não se deviam imputar-lhes atributos físicos, como acontece na fábula vulgar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Abundam exemplos, em toda a literatura européia, da dívida para com os sufis. A lenda de Guilherme Tell já se encontrava em "&lt;i&gt;A conferência dos pássaros&lt;/i&gt;", de Attar (séc. XII), muito antes do seu aparecimento na Suíça. E, embora dom Quixote pareça o mais espanhol de todos os espanhóis, o próprio Cervantes reconhece sua dívida para com uma fonte árabe. Essa imputação foi posta de lado, como quixotesca, por eruditos; mas as histórias de Cervantes seguem, não raro, as de Sidi Kishar, lendário mestre sufista às vezes equiparado a Nasrudin, incluindo o famoso incidente dos moinhos (aliás de água, e não de vento) tomados equivocadamente por gigantes. A palavra espanhola &lt;b&gt;Quijada&lt;/b&gt; (verdadeiro nome do Quixote, de acordo com Cervantes) deriva da mesma raiz árabe &lt;b&gt;KSHR&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Kishar&lt;/b&gt;, e conserva o sentido de "&lt;i&gt;caretas ameaçadoras&lt;/i&gt;". &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os sufis muçulmanos tiveram a sorte de proteger-se das acusações de heresia graças aos esforços de El-Ghazali (1051-1111), conhecido na Europa por Algazel, que se tornou a mais alta autoridade doutrinária do islamismo e conciliou o mito religioso corânico com a filosofia racionalista, o que lhe valeu o título de "Prova do Islamismo". Entretanto, eram freqüentemente vítimas de movimentos populares violentos em regiões menos esclarecidas, e viram-se obrigados a adotar senhas e apertos de mão secretos, além de outros artifícios para se defenderem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Embora o frade franciscano &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roger_Bacon"&gt;Roger Bacon&lt;/a&gt; tenha sido encarado com respeitoso temor e suspeita por haver estudado as "artes negras", a palavra "negra" não significa "má". Trata-se de um jogo de duas raízes árabes, &lt;b&gt;FHM&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;FHHM&lt;/b&gt;, que se pronunciam &lt;b&gt;fecham&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;facham&lt;/b&gt;, uma das quais significa "&lt;i&gt;negro&lt;/i&gt;" e a outra "&lt;i&gt;sábio&lt;/i&gt;". O mesmo jogo ocorre nas armas de Hugues &lt;b&gt;de Payns&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;dos pagãos&lt;/i&gt;), nascido em 1070 ,que fundou a Ordem dos &lt;a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavaleiros_Templ%C3%A1rios"&gt;Cavaleiros Templários&lt;/a&gt;: a saber, três cabeças pretas, blasonadas como se tivessem sido cortadas em combate, mas que, na realidade, denotam cabeças de sabedoria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;"&lt;i&gt;Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual...&lt;/i&gt;" De fato, a própria maçonaria começou como sociedade sufista. Chegou à Inglaterra durante o reinado do rei Aethelstan (924-939) e foi introduzida na Escócia disfarçada como sendo um grupo de artesãos no princípio do século XIV, sem dúvida pelos &lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Dictionary oi dates, cita historiadores maçônicos, observando que "diz-se que os arquitetos da costa africana, maometanos, introduziram-na na Espanha, por volta do século IX". O fato de sucessivos graus marcarem a passagem efetiva através de certas experiências espirituais definitivas, alegorizadas por seus rituais, é menos compreendido.');" onmouseout="nd();"&gt;Templários&lt;/a&gt;. A sua reformação, na Londres do início do século XVIII, por um grupo de sábios protestantes, que tomaram os termos sarracenos por hebraicos, obscureceu-lhes muitas tradições primitivas. Richard Burton, tradutor das "&lt;i&gt;Mil e uma noites&lt;/i&gt;", ao mesmo tempo maçom e sufi, foi o primeiro a indicar a estreita relação entre as duas sociedades, mas não era tão versado que compreendesse que a maçonaria começara como um grupo sufista. Idries Shah Sayed mostra-nos agora que foi uma metáfora para a "reedificação", ou reconstrução, do homem espiritual a partir do seu estado de decadência; e que os três instrumentos de trabalho exibidos nas lojas maçônicas modernas representam três posturas de oração. "&lt;b&gt;Buizz&lt;/b&gt;" ou "&lt;b&gt;Boaz&lt;/b&gt;" e "&lt;b&gt;Salomão&lt;/b&gt;, filho de Davi", reverenciados pelos maçons como construtores do Templo de Salomão em Jerusalém, não eram súditos israelitas de Salomão nem aliados fenícios, como se supôs, senão arquitetos sufistas de Abdel-Malik, que construíram o Domo da Rocha sobre as ruínas do Templo de Salomão, e seus sucessores. Seus verdadeiros nomes incluíam Thuban abdel Faiz "Izz", e seu "bisneto", Maaruf, filho (discípulo) de Davi de Tay, cujo nome sufista em código era Salomão, por ser o "filho de Davi". As medidas arquitetônicas escolhidas para esse templo, como também para o edifício da Caaba em Meca, eram equivalentes numéricos de certas raízes árabes transmissoras de mensagens sagradas, sendo que cada parte do edifício está relacionada com todas as outras, em proporções definidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De acordo com o princípio acadêmico inglês, o peixe não é o melhor professor de ictiologia, nem o anjo o melhor professor de angelologia. Daí que a maioria dos livros modernos e artigos mais apreciados a respeito do sufismo sejam escritos por professores de universidades européias e americanas com pendores para a história, que nunca mergulharam nas profundezas sufistas, nunca se entregaram às extáticas alturas sufistas e nem sequer compreendem o jogo poético de palavras pérseo-arábicas. Pedi a Idries Shah Sayed que remediasse a falta de informações públicas exatas, ainda que fosse apenas para tranqüilizar os sufis naturais do Ocidente, mostrando-lhes que não estão sós em seus hábitos peculiares de pensamento, e que as suas intuições podem ser depuradas pela experiência alheia. Ele consentiu, embora consciente de que teria pela frente uma tarefa muito difícil. Acontece que Idries Shah Sayed, descendente, pela linha masculina, do profeta Maomé, herdou os mistérios secretos dos califas, seus antecessores. É, de fato, um Grande Xeque da &lt;b&gt;Tariqa&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;regra&lt;/i&gt;) sufista, mas como todos os sufis são iguais, por definição, e somente responsáveis perante si mesmos por suas consecuções espirituais, o título de "xeque" é enganoso. Não significa "chefe", como também não significa o "chefe de fila", velho termo do exército para indicar o soldado postado diante da companhia durante uma parada, como exemplo de exercitante militar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A dificuldade que ele previu é que se deve presumir que os leitores &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Esta é a introdução do livro &amp;quot;Os Sufis&amp;quot;, de Idries Shah.');" onmouseout="nd();"&gt;deste livro&lt;/a&gt; tenham percepções fora do comum, imaginação poética, um vigoroso sentido de honra, e já ter tropeçado no segredo principal, o que é esperar muito. Tampouco deseja ele que o imaginem um missionário. Os mestres sufistas fazem o que podem para desencorajar os discípulos e não aceitam nenhum que chegue "de mãos vazias", isto é, que careça do senso inato do mistério central. O discípulo aprende menos com o professor seguindo a tradição literária ou terapêutica do que vendo-o lidar com os problemas da vida cotidiana, e não deve aborrecê-lo com perguntas, mas aceitar, confiante, muita falta de lógica e muitos disparates aparentes que, no fim, acabarão por ter sentido. Boa parte dos principais paradoxos sufistas está em curso em forma de histórias cômicas, especialmente as que têm por objeto o &lt;b&gt;Kboja&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;mestre-escola&lt;/i&gt;) Nasrudin, e ocorrem também nas fábulas de Esopo, que os sufis aceitam como um dos seus antepassados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O bobo da corte dos reis espanhóis, com sua bengala de bexiga, suas roupas multicoloridas, sua crista de galo, seus guizos tilintantes, sua sabedoria singela e seu desrespeito total pela autoridade, é uma figura sufista. Seus gracejos eram aceitos pelos soberanos como se encerrassem uma sabedoria mais profunda do que os pareceres solenes dos conselheiros mais idosos. Quando Filipe II da Espanha estava intensificando sua perseguição aos judeus, decidiu que todo espanhol que tivesse sangue judeu deveria usar um chapéu de certo formato. Prevendo complicações, o bobo apareceu na mesma noite com três chapéus. "Para quem são eles, bobo?", perguntou Filipe. "Um é para mim, tio, outro para ti e outro para o inquisidor-mor". E como fosse verdade que numerosos fidalgos medievais espanhóis haviam contraído matrimônio com ricas herdeiras judias, Filipe, diante disso, desistiu do plano. De maneira muito semelhante, o bobo da corte de Carlos I, Charlie Armstrong (outrora ladrão de carneiros escocês), que o rei herdara do pai, tentou opor-se à política da Igreja arminiana do arcebispo Laud, que parecia destinada a redundar num choque armado com os puritanos. Desdenhoso, Carlos pedia a Charlie seu parecer sobre política religiosa, ao que o bobo lhe respondeu: "Entoe grandes louvores a Deus, tio, e pequenas laudes ao Diabo". Laud, muito sensível à pequenez do seu tamanho, conseguiu que expulsassem Charlie Armstrong da corte (o que não trouxe sorte alguma ao amo).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-5064288317058116567?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/5064288317058116567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=5064288317058116567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5064288317058116567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/5064288317058116567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/sufismo.html' title='SUFISMO'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-4083115281224280175</id><published>2009-09-11T20:20:00.002-03:00</published><updated>2009-10-03T21:09:21.002-03:00</updated><title type='text'>OS 7 NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA NO SUFISMO</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/08/7_niveis_consciencia.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;          &lt;div class="body"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Abaixo temos um resumo de uma palestra exposta em 2004 por Mohammad Ragip no &lt;a target="_blank" href="http://novaconsciencia.multiply.com/"&gt;Encontro da Nova Consciência&lt;/a&gt;, em Campina Grande, Paraíba. O Sheikh Mohammad Ragip é representante da Ordem Sufi &lt;a target="_blank" href="http://www.jerrahi.org/"&gt;Halveti Al-Jerrahi&lt;/a&gt;, com sede na Turquia, e é uma pessoa especialíssima. Serena e segura de si, como uma águia. Altivo, sem ser arrogante. Ele desarma qualquer pessoa que tenha preconceitos com o Islamismo, pois emana muita paz e autoridade. Ele é praticamente a cara e o jeito do Saladino (como retratado no filme &lt;a target="_blank" href="http://www.adorocinema.com/filmes/cruzada/cruzada.asp"&gt;Cruzada&lt;/a&gt;), interpretado &lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/GhassanMasoud.jpg" class="imagem" vspace="10" align="right" hspace="10" /&gt;por Ghassan Massoud (foto ao lado). Ragip é brasileiro, não tem origem árabe, mas se converteu ao islamismo há 10 anos. Atualmente é responsável por uma &lt;b&gt;Tekkia&lt;/b&gt;, local onde os Dervixes (os praticantes do sufismo) se reúnem para rezar e praticar seus rituais. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que me deixou triste após a palestra foi perceber que uma doutrina tão delicada, tão ponderada, fique isolada em "ilhas de saber" por falta de divulgação (ou de interesse dos ocidentais pelo islamismo). O sufismo deveria ser o cartão de entrada do islamismo pro resto do mundo, pois é impossível não amolecer o coração diante da &lt;b&gt;Verdade&lt;/b&gt; que irradia da doutrina. Vejamos:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;O Sufi é mais prático do que teórico. Não interessa a ele o depois, e sim o agora. O Sufismo estuda o que devemos fazer para desenvolver nossa consciência aqui nesta existência. Por isso não acredita (ou ao menos não está incluída na doutrina) em reencarnação, pois esta seria uma teoria prejudicial ao que o sufismo se propõe.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O coração, no Sufismo, é o centro do ser espiritual, e não um aspecto emocional (como no ocidente). É equivalente a um espaço no corpo, onde a alma (espírito) disputa esse espaço com o ego (&lt;b&gt;nafs&lt;/b&gt;, que em árabe significa &lt;i&gt;alma animal&lt;/i&gt;). Este ego é uma parte material da sua existência, e não a consciência em si.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Existem &lt;a class="overlib" onmouseover="return overlib('Como os 7 corpos da teosofia, só que transformados em consciência.');" onmouseout="nd();"&gt;7 níveis de consciência&lt;/a&gt; dentro da doutrina Sufi. Entretanto, esta divisão está mais para um imenso degradê, existindo assim diversos subníveis. O menos evoluído dos níveis é o que veremos primeiramente:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;1 - Nafs ammara&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;O Eu que induz ao mal&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;A maior parte da humanidade está neste nível. Desconectada do resto do mundo, onde busca apenas a satisfação de seus desejos. Nos níveis mais elevados de &lt;b&gt;Nafs ammara&lt;/b&gt; o mal está na mentira (tanto pra satisfazer ao ego, como pra levar vantagens), na fraude, na sonegação do imposto de renda, enfim, nesses "pequenos" defeitos que são justificados por nossa mente. Nos níveis mais baixos encontramos os assassinos, estupradores, assaltantes, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para sair desta roda de sofrimento, você precisa estar apto a receber a misericórdia de Deus, e para isso você precisa se ver de fora, ter algo como um "grilo falante" que lhe diga que isto não é correto, por mais "benefícios" aparentes que lhe traga. É acender a centelha divina que está dentro de todo mundo. Podemos receber esse "empurrãozinho" Divino (pra que possamos nos aperfeiçoar) quando, por exemplo, sentimos um gratificante bem-estar ao se fazer alguma coisa boa a alguém. Mas isso é só a ponta do iceberg, que a pessoa deve descobrir por ela mesma, sem "recompensas".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enfim, no &lt;b&gt;Nafs ammara&lt;/b&gt; não há consciência de certo ou errado, bem ou mal, no seu sentido mais universal. Apenas no fim deste nível é que há a percepção.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;2 - Nafs lawwama&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;O Eu acusador&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;A consciência interior do certo e do errado. A pessoa nesse nível assume como verdade interior o que aprendeu - seja através de tradições (familiares, ou de um grupo) ou religiões. O problema aqui é esse "censor" interno ser tão rigoroso que possa levar a pessoa à depressão, ou a julgamentos muito rigorosos consigo mesmo. O que normalmente surge desse encontro consigo mesmo é o remorso, e é preciso ter muito cuidado pra não desmoronar de vez ao ver-se como realmente é. Outros, pra poder se "sustentar", preferem voltar o "Eu acusador" para os outros, e não pra ele mesmo. Então essa pessoa passa a ser uma perseguidora, uma inquisidora, se achando uma defensora do "certo", da Verdade. É uma fachada (a tal &lt;b&gt;sombra&lt;/b&gt; de Jung) pra um problema que está dentro dela mesma. Se ela não se perdoar primeiro, se não compatibilizar o pensamento de outrora com o de hoje, não perdoará aos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;3 - Nafs mulhima&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;O Eu inspirado&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;O conjunto ética/ação é o que caracteriza a pessoa nesse nível. O indivíduo passa a ter mais sonhos e visões, e a achar que coisas que não são válidas para os outros podem ser válidas pra ele. O risco nesse nível é a pessoa confundir paixão com inspiração, porque o coração ainda está dominado pelo ego. Pessoas em &lt;b&gt;Nafs mulhima&lt;/b&gt; podem tornar-se líderes religiosos e, mesmo com a melhor das intenções, podem achar que "inventaram" ou descobriram um novo caminho pra Deus, que são enviados do Alto para a humanidade, e podem assim acabar inflando ainda mais o próprio ego, por se acharem os donos da verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do terceiro nível para cima é recomendável o acompanhamento por uma escola mística, um grupo, um apoio espiritual de quem já tenha trilhado esse caminho. Isso porque há sempre o risco do ego assumir um comando ainda maior do coração. O Mestre é um guia, que nos mostra os passos para que seja possível obter as experiência necessárias para o caminho sem tropeços. Mas é preciso que os passos sejam válidos para todos, éticos, públicos e transparentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;4 - Nafs mutmaina&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;O Eu tranqüilo&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;Neste nível a pessoa já aquietou o ego, e possui um bem-estar interior mais constante. Já começa a vislumbrar um efeito de integração entre todas as coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;5 - Nafs radiya&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;O Eu que está satisfeito com Allah&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;Neste nível a pessoa está liberta da inflência do ego no coração. A partir daí não há possibilidade de regressão. Ele olha o mundo e consegue compreendê-lo como um sistema perfeito, sem falhas. Mas isso não significa que essa pessoa não tenha falhas, que não fique triste nem condoída com o problema dos outros. Nao há arrogância.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se tal pessoa não morrer neste nível de consciência, fatalmente atingirá o próximo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;6 - Rafs mardiya&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Aquele com quem Allah está satisfeito&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;São os considerados "amigos de Allah". Jesus, além de ser considerado (pelos muçulmanos) um &lt;a class="overlib" onmouseover=""&gt;Kutub, palavra equivalente a Avatar.');" onmouseout="nd();"&gt;profeta&lt;/a&gt; para o povo hebreu, é também um "amigo de Allah". Bonito, não?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;7 - Nafs saffiya&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;O Eu perfeito&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;O momento em que o ego se dissolve na consciência divina, no qual, simbolicamente, amado e amante se confundem.&lt;/p&gt;  &lt;center&gt;__________________  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Allah desperta em cada um de nós uma paixão por algo, para que seja desempenhada com amor, em benefício ao próximo. Caba a nós descobrir esse dom e dar o máximo de nós mesmos para unir em nossas ações o &lt;b&gt;amor&lt;/b&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-4083115281224280175?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/4083115281224280175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=4083115281224280175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4083115281224280175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/4083115281224280175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/os-7-niveis-de-consciencia-no-sufismo.html' title='OS 7 NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA NO SUFISMO'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-8800329317570244984</id><published>2009-09-11T20:19:00.001-03:00</published><updated>2009-09-26T17:11:17.338-03:00</updated><title type='text'>PELA LUZ DOS OLHOS MEUS</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/09/pela_luz_dos_ol.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;          &lt;div class="body"&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul id="imagem" style="width: 290px;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;Sheila Chandra - Tomorrow Never Knows&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="280" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8449679-863"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8449679-863" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="280" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/olhos-meus.jpg" /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;b&gt;Por &lt;a target="_blank" href="http://somostodosum.ig.com.br/f.asp?i=5771"&gt;Isabela Bisconcini&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;Temos falado nos últimos artigos, sobre o olhar com que nos vemos e as coisas que chegam até nós &lt;a target="_blank" href="http://somostodosum.com.br/clube/artigos.asp?id=19267"&gt;magnetizadas a partir desta visão&lt;/a&gt;, desta imagem, que trazemos de nós mesmos. Isso não é consciente na maioria das vezes, mas é uma sensação velha e familiar que envolve um olhar para si mesmo. Falamos ainda que ao &lt;a target="_blank" href="http://somostodosum.com.br/clube/artigos.asp?id=19407"&gt;buscar um oráculo&lt;/a&gt;, no fundo, buscamos ser vistos através de um olhar que seja mais amplo do que eu me vejo, e que me abra possibilidades, que me tire dos meus costumeiros limites. Águias enxergam de cima, não é mesmo? Os olhos de um oráculo são olhos de quem vê do alto, de quem voa longe. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Houve um tempo (e ainda hoje dentro da medicina tibetana isso existe) em que os médicos se reportavam ao oráculo para uma visão mais acurada do que estava acontecendo num caso; havia uma continuidade entre o olhar curativo e o olhar que busca ganhar dados sobre uma situação através de um ponto de vista mais amplo (que um oráculo possibilita), numa cultura em que o curador (o médico) e o xamã (o que enxerga além), muitas vezes, são a mesma pessoa. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lembro-me das conversas que já tive com Lama Gangchen e de como ele nos olha profundamente dentro dos olhos, escaneando-nos, tim tim por tim tim, enquanto conversamos. De fato, é preciso estar no coração para sustentar confortavelmente a penetração do olhar dele. Não há nada que ele não veja nesse momento. Como lente 360 º graus ele vê tudo e bem do alto. Mas, alto, neste caso, não significa distância, tão pouco frieza. Significa &lt;i&gt;Verdade. Com um olhar que tem a profundidade da Verdade e abertura do Amor. Pois apesar de enxergar tudo, é um olhar que não julga, não recrimina e não condena. É um olhar de amor. Um olhar de paz&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diz-se muitas vezes que a pessoa "não teve coragem de nos olhar nos olhos"... e que "os olhos são o espelho da alma"; do coração. Muitas vezes a força é medida pelo olhar, por quem sustenta o olhar firme. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas para além da força, aqui interessa falar do olhar que abre possibilidades, olhar que faz crescer, o olhar que cura. Há muitos olhares que abrem caminhos em nossas vidas. Como diz Elisabete Lepera: "É pelo olhar da mãe que um filho anda. É o olhar dela que o sustenta nos primeiros passos, acompanhando-o e fazendo um chão onde ele pisa". &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O olhar do terapeuta é o detentor das possibilidades positivas do cliente. O terapeuta é o guardião das possibilidades de cura do cliente, na medida em que está vendo o lado mais maduro dele, o lado que se engaja num projeto de ser feliz. O terapeuta sustenta esta visão enquanto o cliente ainda não vê o que está sendo dito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lembro-me também da cena do filme &lt;a target="_blank" href="http://somostodosum.com.br/clube/artigos.asp?id=15065"&gt;Quem Somos Nós&lt;/a&gt;, em que o pajé via no mar caravelas que ninguém da tribo via, mas porque ele viu os outros começaram a ver. É verdade que não vemos algo até que alguém nos mostre... e quando alguém me mostra, eu passo a ver algo que antes não existia para mim. Com um Mestre é assim. Isso é fato. Todo processo de aprendizagem se dá desta maneira. &lt;i&gt;O processo de crescimento passa pela confiança quando "suspendemos a descrença" em relação ao que não vemos. E só fazemos isso com alguém a quem concedemos crédito&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas a maneira como nós nos enxergamos é muito polarizada: alternamos entre a complacência da vítima e a tirania do perfeccionismo, o "homem da capa preta", o nosso carrasco interno. E nesse juízo desarrazoado vamos oscilando. O que conta aqui é o olho com que nos vemos e o que ele vê... &lt;i&gt;Pois é o que o olho vê, que decreta o andamento da questão. Mas poucas, bem poucas vezes, nos enxergamos com amorosidade&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tome uma pessoa que para você é muito querida. Veja-a numa situação complicada e você logo enxergará qualidades ou enxergará as suas falhas, mas buscará também por possibilidades, recursos internos, soluções, pois busca ver o positivo na pessoa. Isso é bem diferente da paixão que é cega! Lama Gangchen diz: "a amizade espiritual é aquela em que você, apesar de reconhecer as negatividades do outro, se sente atraído pelas suas positividades. Assim, você responde sempre ao potencial de crescimento de seu amigo, e não às suas negatividades". &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas em geral, quando é conosco, a exigência impera. Nestas horas vale sempre pensar: se ao invés de estar acontecendo comigo, isso estivesse acontecendo com X (sua amiga querida, seu filho, ou alguém que você ama), eu estaria pensando assim a seu respeito? Reveja-se pela luz dos olhos do amor. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa relação a dois, a maneira como vemos e somos vistos é fundamental para determinar o futuro e a resiliência da relação. Somos vistos como fortes ou como fracos? O olhar do outro fecha minhas possibilidades no mundo, ou as abre? E eu? Como olho para o parceiro? Aqui não interessa tanto o que estou vendo, mas &lt;i&gt;como estou olhando&lt;/i&gt;. Como é esse meu olhar. Eu fecho minhas possibilidades no mundo pelo meu olhar, ou as abro? Este meu olhar me ajuda a lidar com a situação, ou piora tudo? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aprendi que o olhar amoroso não vem pronto, ele cresce e se desenvolve como tudo que é bom. Ele cresce quando começamos a notar e a nos perguntar: "como o Amor veria isso?" Precisamos ter esta experiência libertadora de um olhar de amor para nós. Precisamos nos fazer esta pergunta com freqüência: "como o Amor veria isso?" &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De fato, diz-se que a mente purificada, como a de um Buda, não enxerga a negatividade, não se prende nela. O que o olho vê é a beatitude da mente. Esse olhar é puro como o de uma criança, mas com &lt;i&gt;sabedoria&lt;/i&gt;. Ele não é ingênuo, mas sim puro. Se estamos com a mente muito fechada e vendo-nos pelo pior ângulo é bom sabermos que precisamos purificar a mente... A negatividade não está no fato em si, mas sou eu que o vejo com raiva, com ódio, mágoa, etc... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lembre-se: &lt;i&gt;é o que o olho vê que decreta o andamento da questão&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Ter-se em boa conta, não é uma questão de auto-estima, mas de desenvolvimento; de ir conseguindo ver-se com olhos mais puros, através do olhar do amor.&lt;/i&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enfim, cabe sempre a pergunta: &lt;i&gt;como o Amor olharia para esta questão? O que o Amor faria a respeito disso? Como o Amor agiria aqui?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;          &lt;/div&gt;    &lt;div class="foot"&gt;        &lt;div class="bar"&gt;         &lt;span class="info"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-8800329317570244984?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/8800329317570244984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=8800329317570244984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8800329317570244984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/8800329317570244984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/pela-luz-dos-olhos-meus.html' title='PELA LUZ DOS OLHOS MEUS'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2443769724125783718</id><published>2009-09-11T20:17:00.001-03:00</published><updated>2009-09-18T08:38:27.697-03:00</updated><title type='text'>JESUS, DE PROFETA A ENCARNAÇÃO DE DEUS</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/09/jesus_de_profet.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;          &lt;div class="body"&gt;     &lt;div class="fontsize"&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/div&gt;         &lt;div class="date"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/#" onclick="setActiveStyleSheet('girl'); return false;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;  &lt;ul id="imagem" style="width: 290px;"&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=8,0,0,0" id="divplaylist" width="280" height="28"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8473567-044"&gt;&lt;embed src="http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8473567-044" name="divplaylist" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" width="280" height="28"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/ul&gt;&lt;b&gt;Por &lt;a target="_blank" href="http://oiluminador.blogspot.com/"&gt;Shaka Kama-Hari&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;A figura religiosa de Jesus não se conteve apenas ao cristianismo, expandindo-se por todas as religiões do mundo. Seus ensinamentos muitas vezes são mais importantes que sua própria pessoa. Sendo reconhecido desde um simples profeta até uma encarnação de Deus, Jesus está envolvido dentro da doutrina das diversas religiões. Visto que tanto a vida do santo quanto sua ideologia toca profundamente a mente de cada ser humano, é impossível não deixar se influenciar pela mensagem de Jesus, mesmo não acreditando na sua santidade; até porque, antes de ser voltada para a vida após a morte, os ensinamentos do Cristo são voltados para a caminhada do ser humano ainda em vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Judaísmo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-judeu.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="30" /&gt;A maioria dos judeus vê Jesus como um transgressor da lei e um dos vários revolucionários da época que contestaram a ordem social como Menahem ben Judah e Simão bar Kokhba e que foram condenados à morte pelo Império Romano. Muitos contestam o caráter messiânico de Jesus, visto que ele não cumpriu algumas profecias para os judeus, dentre as quais a que fala que o Messias só viria após a construção do terceiro templo de Jerusalém (visto que o segundo foi destruído pelos romanos). Para os judeus, Jesus não ressuscitou, uma vez que, segundo eles, os discípulos roubaram o corpo do túmulo enquanto os soldados dormiam, e espalharam a notícia da ressurreição.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outro fator de crítica é a mitificação de Jesus, vista pelos judeus como uma paganização do judaísmo, onde Jesus tornou-se um deus pagão dentro da crença judaica. Já outros judeus vêem a figura de Jesus como sendo mais um dos profetas enviados por Deus para restaurar o judaísmo, corrompido pelos pagãos. Entretanto, há um ramo do Judaísmo que reconhece em Jesus o tão esperado Messias. Esse ramo é chamado Judaísmo Messiânico. Os judeus messiânicos reconhecem a figura de Jesus como o Messias judeu, mas observam todos os preceitos da doutrina judaica. Entretanto, o governo de Israel não os reconhecem como uma seita judaica, classificando-os como cristãos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Islamismo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul id="imagem" style="width: 330px;"&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-islam.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;Maomé ora com Abraão, Jesus e Moisés&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/ul&gt;No Islã, Jesus toma um papel fundamental no plano de Deus para os homens. Ao elaborar a doutrina Islâmica, Mohammed incluiu aspectos do Judaísmo, Cristianismo e Zoroastrismo, visto que Meca - cidade onde ele vivia - era um ponto comercial, o que também fazia da cidade um pólo cultural. Assim, entrando em contato com diversas ideologias, Mohammed elaborou os preceitos do Islã. Um desses preceitos diz relação aos profetas, os enviados de Deus: Mohammed traçou uma linhagem profética que começava com Adão e terminava nele. A maioria dos profetas do Islã são judeus, como Moisés, Elias, João Batista e o próprio Jesus. Jesus no Islã é tido como um dos mais importantes profetas, rivalizando com Mohammed. Segundo o Islã, Jesus é muçulmano. A prova disso está nos evangelhos, quando Jesus pede que seja feita a vontade de Deus, não a dele. Uma vez renunciando a vontade humana para se submeter à vontade de Deus, a pessoa é tida como muçulmana. &lt;p&gt;Dependendo do ramo Islâmico, Jesus é mais que um profeta: ele é tido como o Messias. Para o ramo Xiita Jesus não é o Messias, visto que o Messias ainda viria, como dizem os judeus. Jesus seria apenas mais um dos profetas que Deus enviou. Já para o ramo Sunita Jesus, além de profeta, é o Messias que Deus enviou, e que no fim dos tempos voltará para que ocorra o Juízo Final. Entretanto, os muçulmanos como um todo não acreditam na ligação divina entre Deus e Jesus, vendo no dogma da trindade uma criação da Igreja, inspirada em tradições pagãs.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em vários trechos do Alcorão Jesus é citado como sendo um grande mensageiro de Deus. A seita Sufi dos Dervixes chama Jesus de "&lt;b&gt;Seiydna Issa&lt;/b&gt;", o &lt;i&gt;Senhor Jesus&lt;/i&gt;, uma expressão não ligada à filiação divina de Jesus, mas à autoridade que vem de seus ensinamentos, transformando-o num porta-voz de Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A seita Islâmica dos Ahmadis prega que Jesus não morreu na cruz, sendo Judas condenado em lugar do Mestre, haja visto as condições quase que impossíveis para a condenação de Jesus, devido a uma acusação sem fundamentos dos sacerdotes, o que impossibilitaria a aplicação da pena de morte.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul id="imagem" style="width: 330px;"&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-budismo.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-hinduismo.jpg" /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;b&gt;Jesus no Budismo&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;O budismo, como vimos, influenciou a ideologia de Jesus, a ponto dos ensinamentos de Jesus serem comparados aos de &lt;a target="_blank" href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/siddhartha.htm"&gt;Siddhartha&lt;/a&gt;. Sob o ponto de vista budista Jesus é um &lt;i&gt;ser Iluminado&lt;/i&gt;, um &lt;b&gt;Buda&lt;/b&gt;, assim como ele é tido como o &lt;b&gt;Cristo&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;ungido por Deus&lt;/i&gt;) pelos cristãos. Algumas correntes budistas defendem que ele estudou com monges durante sua juventude, construindo a base para os seus futuros ensinamentos, dada a similaridade da sua mensagem com a do Budismo. Outro fato que os budistas defendem é o caráter meditativo de Jesus que, assim como Buda, se retirava frequentemente para meditar. Este ato tão simples é uma característica das religiões orientais, visto que no Judaísmo geralmente as pessoas iam para a sinagoga orar a Deus. Segundo os budistas, assim como Siddhartha, numa dessas meditações Jesus atingiu a Iluminação, tornando-se um Buda, após vencer o demônio (o opositor) no deserto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como vimos, existem representações de um Buda como sendo o "Bom Pastor". Como o Buda histórico não possui nenhuma ligação simbólica neste sentido, é certeza que os monges budistas cultuavam Jesus como um Buda. Algumas escolas budistas estudam os ensinamentos de Jesus juntamente com os de Buda, visto que a meta de ambos era remover os obstáculos da vida espiritual dos homens. Atualmente tenta-se encontrar um ponto em comum entre a espiritualidade cristã e a budista, o que está gerando uma campanha ecumênica pelo mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Hinduísmo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No Hinduísmo Jesus tem uma visão mais ampla dentro da doutrina. Várias correntes hindus aceitam a figura de Jesus como sendo um Avatar, encarnação de Deus na Terra. Similar ao que acreditam os budistas, para os hindus Jesus também foi um iniciado na filosofia Védica. Para muitos hindus Jesus é uma das encarnações de Vishnu, a segunda pessoa da Trindade hinduísta. Especialmente para o movimento Hare Krishna - devido ao seu caráter ecumênico - Jesus é uma manifestação direta de Krishna (Deus), que envia um mensageiro para cada povo, afim de que nenhuma parte do mundo fique sem a Sua mensagem. Assim, Jesus é um dos enviados de Krishna para cumprir Sua mensagem pelo mundo. Uma das provas alegadas disso é o &lt;a target="_blank" href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/09/quem_e_este_pokemon.html"&gt;caráter biográfico muito próximo entre Krishna e Jesus&lt;/a&gt;, e principalmente os ensinamentos, que muitas vezes possuem trechos idênticos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vários aspectos e simbolismos da crença cristã, como o batismo nas águas do Jordão feito por João Batista e Jesus, segundos os hindus, é prova que tanto João quanto Jesus praticavam rituais de purificação védicos, visto que no Judaísmo este tipo de ritual não existia, sendo ele característico da religião hindu, onde até hoje vários peregrinos vão se banhar nas águas do Ganges para se purificar. Outras características, como rituais do fogo, o caráter trinitário do cristianismo e o dogma da encarnação são indícios de que o cristianismo foi influenciado pelo hinduísmo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-bahai.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="20" /&gt;&lt;b&gt;Jesus na Fé Bahá’í&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Fé Bahá’í é uma religião ecumênica que surgiu na Pérsia, atual Irã, em 1844. Criada pelo profeta Mírzá Husayn'Ali, intitulado o &lt;b&gt;Bahá’u’lláh&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Glória de Deus&lt;/i&gt;, em árabe) a Fé Bahá’í propunha ser a continuação do Islã, sendo que agora a nova religião traria uma nova mensagem: Deus é um só em todas as religiões, e Ele manda diversos mensageiros para todos os povos da Terra. Unindo os principais preceitos monoteístas do Islã com as mensagens das diversas religiões, a Fé Bahá’í tornou-se uma religião para os tempos modernos. Assim como o Islã, a Fé Bahá’í possui uma linhagem de profetas, entretanto, não mais se contendo à linhagem abraâmica do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, adotando outros profetas como Krishna, Buda, Zoroastro e o próprio Bahá’u’lláh. Entre esses profetas encontra-se Jesus, que na Fé Bahá’í é tido como um dos Messias enviados ao mundo por Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Devido ao caráter ecumênico, vários textos sagrados, inclusive os evangelhos, são lidos nas Casas de Oração, o Templo Bahá’í. A Fé Bahá’í não possui clero nem rituais, sendo os encontros nas Casas de Oração momentos para a leitura e reflexão dos textos sagrados. Para os Bahá’ís apenas a união dos homens pode acabar com os conflitos no mundo, por isso a Fé Bahá’í propõe a unidade religiosa e política do mundo, para cumprir do desejo de Jesus de "que todos sejam um" (João 17:21).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-jainismo.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="20" /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Jainismo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Jainismo é uma religião dharmica que surgiu por volta do Séc. X a.C. na Índia, com Mahavira, o Conquistador. O curioso dessa religião é que a história de Mahavira se confunde com a de Buda, pois ambos foram ascetas que se libertaram das paixões do mundo. Praticamente todos os ensinamentos budistas são encontrados no Jainismo. O principal ensinamento jainista é a "não-violência", onde, segundo seus adeptos, todas as formas vivas devem ser respeitadas, pois todas têm sua origem divina. Engraçado que esta mesma "não-violência" jainista foi utilizada por Mahatma Gandhi durante a Independência da Índia, o que fez com que Gandhi seja tido como um herói jainista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No Jainismo Jesus é tido como um &lt;b&gt;Jina&lt;/b&gt;, palavra que em sânscrito significa "&lt;i&gt;vencedor&lt;/i&gt;" ou "&lt;i&gt;conquistador&lt;/i&gt;". Simbolicamente é o equivalente à palavra &lt;b&gt;Buda&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Cristo&lt;/b&gt;. Por sua doutrina e modo de vida, Jesus é tido como um "conquistador", visto que o próprio diz que "venceu o mundo" (João 16:33). Sob o ponto de vista hindu, budista e jainista, esta expressão significa que Jesus se libertou das paixões do mundo. Tornou-se um "Conquistador", um "Iluminado".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-vietnam.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="20" /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Caodaísmo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Caodaísmo ou Cao Dai é uma religião sincrética que surgiu no Vietnã em 1926, por Ngo Van Chieu. Segundo o Caodaísmo só existe um Deus, cujo nome é &lt;b&gt;Duk Cao Dai&lt;/b&gt;. Seu símbolo é um olho esquerdo inserido num triângulo. Segundo eles, Deus inspirou a criação das diversas religiões no mundo, mandando vários mensageiros. A missão do Caodaísmo é semelhante a da Fé Bahá’í, que é unir a humanidade numa única crença, e assim construir a paz mundial. Na doutrina caodaísta o envio dos mensageiros por Deus é divido em três estágios: Jesus foi enviado no segundo período junto com Buda, Confúcio e Lao-Tsé. Jesus é tido como um ser divino, embora esteja abaixo de Duk Cao Dai, assim como os demais mensageiros. Semelhante à Fé Bahá’í, no Caodaísmo a mensagem de Deus para os homens é uma só, embora seja explicada de modo diferente para os homens devido à sociedade a que estes mensageiros foram enviados. Por isso o conteúdo da mensagem de Jesus é igual em essência ao dos demais enviados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Devido ao seu caráter ecumênico, o Caodaísmo inclui aspectos das demais religiões, assim como seus fundadores. No panteão caodaísta, junto com Jesus encontram-se Buda, Lao-Tsé, Confúcio e outros santos da tradição chinesa e vietnamita. Ao contrário da Fé Bahá’í, o Caodaísmo possui uma hierarquia religiosa semelhante a da Igreja Católica, com padres, bispos, cardeais e até papa, mas possuindo rituais próprios.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-rasta.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="20" /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Movimento Rastafári&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Movimento Rastafári foi criado na Jamaica por volta de 1930. Segundo eles, o imperador etíope Hailé Selassié é a reencarnação de Jesus. A origem divina de Selassié remota ao tempo de Salomão, visto que ele realmente era descendente do rei de Israel, e por fim de Davi. Salomão teve vários romances, inclusive com a famosa Rainha de Sabá, onde tiveram um filho chamado Menellek. Mais tarde a Rainha voltaria a sua terra de origem com seu filho, que por fim se tornaria o primeiro imperador etíope.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nascido como &lt;b&gt;Ras&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Príncipe&lt;/i&gt;) &lt;b&gt;Tafari&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;da Paz&lt;/i&gt;) &lt;b&gt;Makonnen&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;nome da família de Selassié&lt;/i&gt;), ao assumir o trono o 225º imperador da Etiópia adotou o nome &lt;b&gt;Hailé Selassié&lt;/b&gt;, que significa "&lt;i&gt;O Poder da Trindade&lt;/i&gt;", em etíope.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para os Rastas, Hailé Selassié é a encarnação de &lt;b&gt;Jah&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Deus&lt;/i&gt;). A palavra Jah vem do tetragrama sagrado &lt;b&gt;YHWH&lt;/b&gt;, que está presente na palavra hebraica &lt;b&gt;HalleluJah&lt;/b&gt;, que significa "&lt;i&gt;Louvem ou Adorem a Deus&lt;/i&gt;". Dela veio a palavra "Aleluia". Para os Rastas Selassié cumpriu as profecias judaicas sobre a volta do Messias judeu, até mesmo sobre o 2° advento do Cristo, visto que ele é tido como a reencarnação de Jesus. Devido às suas origens judaicas, o Movimento Rastafári prega a volta dos descendentes de Davi à "Terra Prometida", que nesse caso é a África, visto que, segundo os rastas, os verdadeiros hebreus eram negros. Por esse motivo o Movimento Rastafári atrai muitos afrodescendentes, e tem crescido muito ultimamente devido ao gênero musical &lt;b&gt;reggae&lt;/b&gt;. Curiosamente, a maioria dos semitas realmente são de pele escura, logo Jesus deveria ser no mínimo moreno (e não o clássico Jesus de pele clara, loiro e de olhos azuis que cansamos de ver pela nossa sociedade ocidental). Dentre os títulos de Selassié estão "Leão da Tribo de Judá", "Rei dos Reis" e "Senhor dos Senhores", os mesmos que Jesus recebeu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-sananda.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="20" /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Movimento Nova Era&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Derivante da Teosofia, o Movimento Nova Era tem suas bases no esoterismo e no gnosticism,o e propõe uma união entre a espiritualidade ocidental e oriental. Ele começou a partir dos anos 60, com a vinda das tradições orientais para o ocidente. Teve início nos EUA e Europa, ganhando mais força durante os anos 70 e 80 e se espalhando pelo mundo. Para os adeptos deste movimento, o mundo está vivendo o fim da Era de Peixes, que é a era de Jesus (o símbolo de Jesus era o peixe). Antes dessa era vieram a Era de Touro (Simbolo de Krishna), Áries (Símbolo de Moisés) e Libra (Símbolo de Siddhartha). Após a Era de Peixes iniciar-se-á a Era de Aquário, a chamada &lt;b&gt;Nova Era&lt;/b&gt;. Para o movimento, Jesus é um dos Mestres espirituais do mundo, e está dentro de uma consciência maior, a qual chamam de &lt;b&gt;Brahman&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Deus&lt;/i&gt;, no hinduísmo). Assim, ele não é uma encarnação de Deus, mas uma emanação da consciência maior, que tem como missão levar a Luz aos homens.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para a Nova Era Jesus é a encarnação de Krishna e de Sidharta, visto que suas biografias, ensinamentos e a missão messiânica são compartilhados por ambos. E mais, com o fim da Era de Peixes - e iniciando a Era de Aquário - o mundo precisará de um novo Mestre, que nesse caso será o Cristo (Buda) Maitreya, que governará o mundo nessa nova era de consciência. Assim, ao acabar a Era de Peixes, Jesus deixará de ser o Cristo, e um novo surgirá, o tão esperado &lt;b&gt;Messias&lt;/b&gt; pelos judeus, o &lt;b&gt;Iman Mahdi&lt;/b&gt; para os muçulmanos, o &lt;b&gt;Saoshyant&lt;/b&gt; zoroastra, o &lt;b&gt;Maitreya&lt;/b&gt; budista e o &lt;b&gt;Kalki&lt;/b&gt; hindu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/jesus-alien.jpg" class="imagem" vspace="10" hspace="20" /&gt;&lt;b&gt;Jesus no Movimento Raeliano&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Eram os deuses astronautas&lt;/i&gt;; pelo menos é o que diz o livro de Erich von Däniken e o Movimento Raeliano. Este último começou em 1974, quando o jornalista francês Claude Vorilhon recebeu a revelação dos &lt;b&gt;Elohim&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Aqueles que vêm do alto&lt;/i&gt;) de que nada mais eram que extraterrestres. Segundo Vorilhon, ele foi visitado por Jesus, Siddhartha, Moisés e Mohammed, que lhe revelaram que não existe nenhum deus, e que os deuses e profetas das religiões nada mais eram que extraterrestres vindos de outro planeta para orientar a humanidade como viverem neste mundo criado por eles. Para o Movimento Raeliano, a única explicação para os milagres das religiões é o fato de todos esses acontecimentos sobrenaturais serem obra de uma avançada tecnologia extraterrestre. Por exemplo, a fecundação de Maria seria uma inseminação artificial, os milagres de Jesus seriam devido à capacidade mental superior dos E.T.s e a ascensão aos céus seria a volta de Jesus à sua nave, afinal, não é todo dia que vemos alguém subindo aos céus em direção a uma nuvem luminosa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para Raël (nome que Vorilhon adotou após a revelação e de onde vem o nome do movimento) a humanidade é fruto da clonagem dos Elohim, por isso uma justificativa literal para o versículo "Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher." (Genesis - 1:27). Outro fato que justifica a visão de Deus como sendo um E.T. é o fator profecias e visões. No Antigo Testamento, o próprio Deus apresenta-se em sua glória movendo-se numa espécie de veículo de luz, no Livro de Ezequiel, o que contradiria a visão de Deus como onipresente, uma vez que o mesmo precisaria de um "automóvel", mais precisamente uma nave, segundo o Raelianismo. Para o movimento, a maioria das teorias ufológicas têm sua confirmação nas próprias escrituras. A própria visão do Apocalipse é uma das provas alegadas do fato de Jesus ser um extraterrestre, pois o mesmo diz que voltará entre as nuvens em sua glória e toda a Terra o virá no dia do Juízo. Isso nada mais seria do que uma invasão de naves na Terra, onde Jesus tornar-se-ia o governante do mundo, assim como foi dito nas profecias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, Jesus é visto pelas religiões desde um profeta, passando por um extraterrestre até um Deus encarnado. Mas um ponto comum entre todas essas visões muitas vezes antagônicas é o fato de sua missão ser comum, levar a Boa Nova aos homens, que, por meio da sua mensagem - seja ela canônica ou apócrifa - torna o homem uma pessoa melhor, fazendo-o nascer de novo. Se Jesus é divino ninguém poderá provar, entretanto até hoje ele é um mistério para todos, o que faz com que existam diversas interpretações acerca de sua pessoa. Por mais que as pessoas tentem definir uma imagem exclusiva do judeu mais importante da história, a vontade do mesmo é que cada um encontre e acolha sua mensagem da maneira que fará a pessoa se sentir melhor. Seja tendo-o como um profeta, seja como um mestre espiritual, seja como um Deus.&lt;/p&gt;          &lt;/div&gt;    &lt;div class="foot"&gt;        &lt;div class="bar"&gt;         &lt;span class="info"&gt; &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/cristianismo/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2443769724125783718?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2443769724125783718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2443769724125783718&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2443769724125783718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2443769724125783718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/jesus-de-profeta-encarnacao-de-deus.html' title='JESUS, DE PROFETA A ENCARNAÇÃO DE DEUS'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-7913566705694550559</id><published>2009-09-07T18:08:00.001-03:00</published><updated>2009-09-08T07:50:58.040-03:00</updated><title type='text'>Confiar um no outro, essencial para um amor maduro</title><content type='html'>&lt;strong class="conteudo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p class="conteudo" align="center"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="conteudo style1" align="center"&gt;– Amor implica depender, estar na mão da outra pessoa. Por isso, amar alguém que não nos transmite confiança é ser irresponsável para consigo mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="conteudo" align="justify"&gt;              Poucos são os casais que vivem em concórdia, num relacionamento que crie condições para que ambos cresçam emocional e intelectualmente. Mas, porque existem alguns casais que vivem em harmonia, devemos nos empenhar para também fazermos parte dessa minoria privilegiada. Hoje quero me dedicar a um aspecto essencial das boas relações amorosas que é o desenvolvimento da confiança recíproca. Amar implica depender, estar na mão de outra pessoa. Ela tem, mais do que ninguém, o poder de nos fazer sofrer. Basta querer nos magoar que conseguirá isso, com uma simples palavra ou gesto. Se quiser nos fazer sentir insegurança, não terá problema algum. Fica mais do que evidente que, quando uma pessoa ama alguém que não se empenha em despertar a sensação de confiança e de lealdade, ela irá padecer muito. Irá se sentir permanentemente ameaçada, terá ciúme de tudo e de todos. Amar alguém que não nos passa confiança é, pois, uma irresponsabilidade para consigo mesmo. É uma ousadia, uma ingenuidade e uma grande demonstração de imaturidade emocional – ou sinal de que se tem satisfação com o sofrimento.&lt;/p&gt; &lt;p class="conteudo" align="justify"&gt;               Em geral as pessoas se colocam nessa condição em virtude de terem se encantado com alguém que, de fato, não dá sinais de confiabilidade. Aceitam essa atitude egoísta do amado imaginando que seja uma fase, um período doloroso que irá passar com o tempo. Fazem tudo para demonstrar o seu amor, para cativar o outro e esperam que isso faça com que, finalmente, ele se renda, e também se entregue de corpo e alma à relação afetiva. Acaba se compondo uma espécie de desafio, em que aquele que não é confiável percebe que recebe mais atenções e carinho exatamente por agir dessa forma. Com isso se perpetua a situação e me parece bobagem achar que o futuro será diferente do presente. Afinal de contas, aquele que não se entrega ao amor, acaba sendo altamente recompensado por isso e não terá nenhuma tendência para alterar sua atitude.&lt;/p&gt; &lt;p class="conteudo" align="justify"&gt;               Quando a “mágica” do encantamento amoroso não vem acompanhada da “mágica” da confiança a pessoa está posta numa situação muito difícil, na qual o sofrimento e insegurança serão as emoções mais constantes. E essa “mágica” da confiança de onde ela vem? De vários fatores, sendo que o primeiro deles depende do comportamento da pessoa amada. Não é possível confiarmos numa pessoa que mente, a não ser que queiramos nos iludir e tentemos achar desculpas para não perder o encantamento por ela. Não é possível confiarmos em pessoas cujo comportamento não está de acordo com suas palavras e suas afirmações. Aliás, quando o discurso não combina com as atitudes, penso que devemos tomar essas últimas como expressão da verdadeira natureza da pessoa. Não é possível confiarmos em pessoas que mudam de opinião com a mesma velocidade com que mudamos de roupa. É evidente que todos nós, ao longo dos anos, atualizamos nossos pontos de vista. Porém, acreditar em certos conceitos num dia – na frente de certas pessoas – e defender conceitos opostos no outro – diante de outras pessoas – significa que não se tem opinião firme sobre nada e que se quer apenas estar de bem com todo mundo. Amar uma pessoa assim é, do ponto de vista da autopreservação, uma temeridade. &lt;/p&gt; &lt;p class="conteudo" align="justify"&gt;               A capacidade de confiar depende também de como funciona o mundo interior daquele que ama e não apenas da forma de ser e de agir do amado. Não são raras as pessoas que não conseguem desenvolver a sensação de confiança em virtude de uma auto-estima muito baixa. Desconfiam da capacidade que têm de despertar e conservar o amor da outra pessoa; se sentem inseguras, acham que a qualquer momento podem ser trocadas por criaturas mais atraentes e ricas de encantos. E, o que é mais grave, se sentem assim mesmo quando recebe, sinais constantes, coerentes e persistentes de lealdade por parte da pessoa amada. Nesses casos, não há o que essa criatura possa fazer para atenuar o desconforto daquelas, cuja única saída é um sério mergulho interior em busca de resgatar a auto-estima e a autoconfiança perdidas em algum lugar do passado.&lt;/p&gt; &lt;p class="conteudo" align="justify"&gt;               Finalmente, para uma pessoa desenvolver a capacidade de confiar é necessário que ela seja uma criatura confiável. Costumamos avaliar as outras pessoas tomando por base nossa própria maneira de ser. Se nos sabemos mentirosos, capazes de deslealdade e de desrespeito aos outros, como ter certeza de que as outras pessoas não farão o mesmo conosco? Só aquele que tem firmeza interior, que tem confiança em si mesmo no sentido de respeitar as regras de conduta nas quais acredita, pode imaginar que existam pessoa em condições de agir da mesma forma. Se a felicidade sentimental depende do estabelecimento da confiança recíproca, ela será, pois, um privilégio das pessoas íntegras e de caráter.&lt;/p&gt; &lt;p class="conteudo" align="justify"&gt;          &lt;span class="conteudo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-7913566705694550559?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/7913566705694550559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=7913566705694550559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7913566705694550559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7913566705694550559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/confiar-um-no-outro-essencial-para-um.html' title='Confiar um no outro, essencial para um amor maduro'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-7537307402896548893</id><published>2009-09-07T18:05:00.004-03:00</published><updated>2009-09-08T07:50:33.196-03:00</updated><title type='text'>O mestre Sufi (sufismo)</title><content type='html'>&lt;h2 class="date-header"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;a name="6986108166875494767"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://antoniodm.hi5.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1Nr4BBfP810/SnpNGwFW0pI/AAAAAAAAAf8/LlZqMalPQGQ/s1600-h/naqshbandiSufiOrder%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 300px; display: block; height: 293px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366686684347290258" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1Nr4BBfP810/SnpNGwFW0pI/AAAAAAAAAf8/LlZqMalPQGQ/s400/naqshbandiSufiOrder%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um Mestre &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sufi&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu significado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mestre,&lt;/em&gt; - perguntou um deles, certo dia - &lt;em&gt;tu contas-nos contos mas nunca nos explicas o que significam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;As minhas desculpas.&lt;/em&gt; - disse o Mestre - &lt;em&gt;Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Obrigado, Mestre&lt;/em&gt; - disse o discípulo, comovido.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mais ainda: como prova do meu afeto, queria descascar-te o pêssego. Permites que o faça?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- &lt;em&gt;Sim, muito obrigado.&lt;/em&gt; - disse o discípulo.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E, já que tenho a faca na mão, não gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- &lt;em&gt;Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, Mestre...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- &lt;em&gt;Não é um abuso; sou eu que me estou a oferecer. Quero apenas agradar-te. Permite-me também que mastigue o pêssego antes de to oferecer...&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;em&gt;Não, Mestre! Não gostaria que fizesses isso!&lt;/em&gt; - queixou-se o discípulo, surpreendido.&lt;br /&gt;O Mestre fez uma pausa e disse:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos de comer fruta mastigada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-7537307402896548893?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/7537307402896548893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=7537307402896548893&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7537307402896548893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7537307402896548893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/o-mestre-sufi-sufismo.html' title='O mestre Sufi (sufismo)'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1Nr4BBfP810/SnpNGwFW0pI/AAAAAAAAAf8/LlZqMalPQGQ/s72-c/naqshbandiSufiOrder%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-7489250048780623979</id><published>2009-09-07T18:05:00.003-03:00</published><updated>2009-09-08T07:48:04.438-03:00</updated><title type='text'>SER, TER OU PARECER?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#7c95b2;"&gt;&lt;br /&gt;               &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Estimulado    pela “SP Fashion Week”, me pus, mais uma vez, a pensar sobre o que    pretendemos com o que nos cobre – além de nos protegermos contra    o frio e a vergonha. O tema é o da vaidade, esse prazer erótico    fortíssimo presente em todos nós e que nos leva ao desejo de chamar    a atenção, despertar olhares de admiração. Não    adianta tentarmos nos livrar da vaidade, pois ela é parte integrante    do nosso instinto sexual. Buscamos o destaque.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;                 Ao    comprarmos novas peças já levamos em conta o impacto que causarão.    Ao nos prepararmos para sair, nos sentimos erotizados imaginando a reação    “dos outros”. Buscamos usar o que melhor nos veste, o que nos caracteriza,    o que nos faz atraentes. Gastamos uma boa parte do nosso tempo diante do espelho,    tentando aprimorar nossa imagem.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;                 Gostamos    de parecer especiais e nos preocupamos bastante com nossa aparência (inclusive    aqueles que adoram parecer desleixados!). &lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Algumas pessoas gostam que    sua imagem reflita aquilo que são&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;: esportistas, intelectuais,    artistas, membros de uma tribo tipo “góticos” ou “punks”,    empresários de respeito, senhoras joviais e assim por diante. Tratam    de usar roupas e adereços típicos, compondo sua imagem de forma    discreta ou estravagante de acordo com o que pretendem transmitir. &lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;               Outras    pessoas gostam de se exibir de acordo com o que têm&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;, refletindo    mais que tudo sua condição econômica: usam relógios    caros, bolsas e sapatos de grifes renomadas – o que também lhes    garantem um reforço de que são pessoas na moda e de gosto apurado    –, jóias poderosas etc.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;                 Outras    ainda são fascinadas pela beleza das peças que muitas vezes são    também as mais caras, sendo que têm os meios para se cobrir com    elas. A preocupação maior é estética, de modo que    costumam estar mais preocupadas com a qualidade do que com a quantidade do que    possuem. &lt;/span&gt;&lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Elas parecerão de acordo com o que são e têm&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;.    Vejo coerência nas atitudes das pessoas que se encaixam nos 3 casos. Penso    que, além de se sentirem envaidecidas pelos eventuais elogios recebidos,    poderão se sentir bem do ponto de vista da auto-estima – que só    se alimenta de atitudes e conquistas verdadeiras.&lt;/span&gt;    &lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;              O    que pensar, porém, daqueles que parecem o que não são ou    não têm?&lt;/strong&gt; Como fica a auto-estima daquela mulher que usa    as roupas mais extravagantes e que se sabe sexualmente travada? Como se sente    quem chama a atenção dos conhecidos por desfilar com uma bolsa    ou relógio falsos? E aquele que se veste e age como intelectual e que    jamais leu um livro? Não há auto-estima que resista! Penso que    “o crime não compensa”, pois não há “mutreta”    possível quando se trata da vida íntima. Seria muito melhor usar    a imaginação e encontrar uma outra forma, mais criativa, de se    apresentar diante dos olhos das outras pessoas.        &lt;strong style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;strong&gt;Flávio Gikovate &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-7489250048780623979?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/7489250048780623979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=7489250048780623979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7489250048780623979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/7489250048780623979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/ser-ter-ou-parecer.html' title='SER, TER OU PARECER?'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-2013342052164149103</id><published>2009-09-07T12:20:00.002-03:00</published><updated>2009-09-08T07:47:33.052-03:00</updated><title type='text'>Meus cinco botecos preferidos em SP</title><content type='html'>&lt;cite class="date"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/cite&gt;&lt;!-- google_ad_section_start(name=post_1909) --&gt;       &lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://screamyell.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/veloso.jpg" alt="Na mesa do Veloso" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A primeira coisa que me disseram quando comentei que iria listar os meus botecos preferidos em São Paulo foi: “Que coisa de alcoólatra, hein”. A idéia, na verdade, era falar de alguns lugares legais que eu gostaria muito que outras pessoas – principalmente de fora – conhecessem. Por fim, acabei descobrindo que vou sempre aos mesmos lugares. Quase sempre (risos). Pra mim, a idéia de boteco vai muito além de um lugar para beber, beber e beber. Tem que ter comida boa também.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na verdade, o Kebabel (de boas cervejas importadas e nacionais) na Fernando de Albuquerque poderia entrar na lista. Já tive ótimas (e péssimas) experiências no BH, na quadra de cima do Espaço Unibanco na Augusta, e é uma pena eles só terem cerveja long-neck. O Salve Jorge, com a melhor porção de polenta frita acompanhada de molho bolonhesa da cidade, merece uma citação assim como o The Pub, na Augusta, o Filial e o São Cristovão na Vila Madalena, e mesmo o Ibotirama, na esquina da Fernando de Albuquerque com a Augusta. O Leblon (desde que você não beba cerveja de garrafa que custa o dobro de um boteco comum) na Bela Cintra e, como já me lembraram nos comentários, o Bar do Léo, na rua dos Andradas, no centrão (sábado é dia de bolinho de bacalhau), merecem uma visita. No entanto, os meus preferidos são…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Veloso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É um botecão pé limpo com jeito de botecão pé sujo (o que traz um certo charme). Tem uma camisa do Juventus (da Rua Javari mesmo, não o italiano) na parede, as mesas de madeira bem próximas e quase sempre na lotação máxima. O chopp é leve e você bebe como se fosse água, mas os carros chefes da casa são a melhor caipirinha da cidade (Souza, o responsável, foi eleito o melhor barman de São Paulo nos últimos três anos pelo seleto júri da Veja São Paulo) e as sensacionais porções de coxinha (foto acima) e bolinho de arroz com toque de calabresa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As caipirinhas são algo. Tem de saque, vodka (nacional e Absolut) e cachaça (Velho Barreiro, mesmo). Opto sempre por esta última, e vou devorando o cardápio começando quase sempre por Tangerina, depois Frutas Vermelhas, Jabuticaba, Frutas Amarelas, Abacaxi e Carambola. As coxinhas são reverenciadas por muitos. Eu, por exemplo, passei dois anos ouvindo a namorada dizer que nenhuma coxinha poderia ser melhor que a do Balbec, em Uberaba, até ela provar a do Veloso. Virou fã. Se vou com ela, é a primeira coisa que ela pede. Se vou sem ela, tenho que trazer uma porção pra casa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Depois de freqüentar o bar durante um bom tempo (já faz uns três anos), passei da coxinha para o bolinho de arroz com toque de calabresa, com recheio que derrete na boca. O Veloso fica em uma rua de paralelepípedos na Vila Mariana, atrás da caixa d’agua entre as estações de metrô Ana Rosa e Vila Mariana. Paralelo a ele, e dividindo a mesma cozinha (ou seja, a mesma coxinha e o mesmo bolinho de arroz, mas não o mesmo barman) tem o Brasa Mora, uma versão ajeitada do Veloso. O cardápio é quase o mesmo que o do vizinho, com a vantagem que nele há um item especial: o sensacional bife de tira de picanha, meu prato preferido nessa cidade maluca. Aos sábados, tanto Veloso quanto Brasa Mora oferecem feijoada. Vale.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Rua Conceição Veloso, 56, Vila Mariana&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.velosobar.com.br/"&gt;http://www.velosobar.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Exquisito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não lembro a primeira vez que fui ao Exquisito, mas foi nas primeiras semanas após a inauguração. Hoje em dia, quando algum amigo inventa de aparecer e quer beber em algum lugar, sempre indico o Exquisito. Éum lugar bom para beber com amigos. Por ficar na rua em que eu moro, por ter um dos melhores chopps escuros da cidade, por ser o primeiro bar de São Paulo a servir Patricia e Nortenha e também pela magnífica porção de bolinho caipira, algo que me faz suspirar e me leva direto para as festas juninas de infância em Taubaté. Eles também tem um cardápio de responsa de comidas latinas (com destaque para o chilli com carne) e a decoração do local é bem cool.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Rua Bela Cintra, 532, Consolação&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.exquisito.com.br/"&gt;http://www.exquisito.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Esquinão do Fuad&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já faz uns seis ou sete anos que fui apresentado á picanha no saralho (eu escrevi saralho), e me apaixonei (por “culpa” de uma ex-namorada, que me levou para conhecer seus amigos, que ficaram meus amigos, e até hoje batem cartão no lugar - nós todos). A especialidade da casa são as carnes, e esqueça bebidas especiais: o que funciona no Fuad são as cervejas de garrafa. Na minha última ida ao local, mês passado, quando fui cambaleante olhar a conta da mesa para deixar uma grana já estávamos em 39 cervejas. “Só faltam nove para esvaziarmos dois engradados”, pensei, mas não cedi a tentação e fui pra casa. Com certeza, o pessoal da mesa alcançou a marca. Hehe. A decoração é de botecão com uma infinidade de placas oferecendo as diversas especialidades da casa. Tempos atrás eles lançaram a Picanha a La Ronaldo, que vem acompanhada de mandioca e agrião. Apesar de ser corintiano, preferi continuar com a picanha no saralho. &lt;a href="http://viagensligelena.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Ligelena&lt;/a&gt; é fã do lugar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Rua Martin Francisco, 244, Santa Cecilia&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.esquinagrill.com.br/"&gt;http://www.esquinagrill.com.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bar do Zé&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu morei seis anos na Rua Maria Antonia. Ok, três na esquina da Maria Antônia com a Dr. Vila Nova, e três na própria Maria Antônia. Não tem como deixar o Bar do Zé de fora de uma lista dos meus botecos prediletos de São Paulo. Cansei de beber sozinho no balcão observando a rua movimentada (geralmente por gente do Mackensie) assim como almocei diversas vezes em mesinha na rua (uma vez, inclusive, com o casal Stereo Total na mesa ao lado folheando uma cópia xerox do livro dos Mutantes). Fiquei completamente viciado no pão com mortadela e vinagrete e recomendo várias vezes o Monalisa, um delicioso sanduiche de quatro queijos. Aqui o negócio todo também gira em torno da cerveja de garrafa. Lembra muito um bar de bairro de cidade do interior. E ainda tem um porém: o pessoal dos Festivais (Chico, Paulinho da Viola) bebia aqui naquela época. Mais histórias? É só bater &lt;a href="http://www.google.com.br/search?q=Bar+do+Z%C3%A9+%2B+Maria+Antonia&amp;amp;ie=utf-8&amp;amp;oe=utf-8&amp;amp;aq=t&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;amp;client=firefox-a" target="_blank"&gt;“Bar do Zé + Maria Antônia” no Google&lt;/a&gt;. hehe&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Rua Maria Antonia, 216, Vila Buarque&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Charm&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A única coisa boa do Charm é a… localização. A única. Ele fica na esquina da Rua Antonio Carlos com a Rua Augusta, quase em frente ao Espaço Unibanco, e é um ótimo lugar para se esbarrar em amigos. Ou seja: é uma autêntica curva de rio. Mesmo que eu tentasse nunca saberia quantas vezes fui lá. Dezenas de porres homéricos começaram ali. Várias noites do ano em que morei na Rua Antônio Carlos começaram ali. Eu conheci minha namorada, inclusive, numa roda de cerveja que fizemos na calçada, “o” lugar para se ficar no Charm. Para você sentir o nível da coisa, já participei da &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=80217" target="_blank"&gt;comunidade do bar no Orkut&lt;/a&gt; discutindo coisas tão edificantes quanto a identidade do Tio de Pijama. Papo de boteco, claro. Os lanches são toscos, mas a cerveja está sempre gelada. Tente sempre conseguir uma mesa na calçada. 90% do legal deste bar é ficar na calçada. Mas também não sei quantas vezes bebi no porão…&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marcelo Costa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192576299003616185-2013342052164149103?l=alexandrefmestre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/feeds/2013342052164149103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8192576299003616185&amp;postID=2013342052164149103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2013342052164149103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192576299003616185/posts/default/2013342052164149103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexandrefmestre.blogspot.com/2009/09/meus-cinco-botecos-preferidos-em-sp.html' title='Meus cinco botecos preferidos em SP'/><author><name>J.ALEXANDRE MESTRE</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08779360557159138837</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://4.bp.blogspot.com/_FiVBh9ZsK-0/Sp_akSTRQEI/AAAAAAAAA4k/hQdE8_oznAs/S220/niver+015.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192576299003616185.post-1969245113672839850</id><published>2009-09-07T12:18:00.001-03:00</published><updated
